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31 março, 2014

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Malu na pracinha

16 março, 2014

Pois então
Que a Malu chegou…

E mamou
E dormiu
E arrotou
E chorou

E fez xixi e coco
Tomou banho
De ofurô

E tanto leite
No peito da mãe dela…

Que já hoje
Já toda sirigaita
Juntinho da mãe
E do pai dela

Corujão
Babão
Bobão
Gordão feito um balão

De tão apaixonado
Que está por ela

Bem…
Mas bem juntinhos
Com ela
Foram passear na pracinha.

Que delícia essa Malu! …

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És tu – contemporâneo

10 março, 2014

 

Como se às vezes
tua voz me chegasse aos ouvidos
coisas a dizer
gostei da tua mão

Verso moderno
não vale um tostão
maldigo teu olhar
da cor do Arpoador
à beira-mar

Cantar em Bossa Nova
Toms e cifrão
musicalidade
e disso eu entendo

Poesia
a pós-modernidade
te dedica a desilusão
leminskiana

Se me ligares
vais ganhar algodão doce
similares açucares
por uma doçura tua
Jintan

Fragilidade
agora não
somos adultos
na busca das palavras
que se encaixem rimas

Tu poeta
eu abstrato

Eu poeta
te espero…

*

(Sandra Barbosa de Oliveira …
em Elemento Língua – janeiro, 2014)

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“Conversa com o lixeiro – Carlos Drummond de Andrade” no YouTube

9 março, 2014

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Mulher

8 março, 2014

Carlos Drummond de Andrade

“Para entender uma mulher
é preciso mais que deitar-se com ela…
Há de se ter mais sonhos
e cartas na mesa
que se possa prever nossa vã pretensão…

Para possuir uma mulher
é preciso mais do que fazê-la
sentir-se em êxtase numa cama,
em uma seda,
com toda viril possibilidade…
Há de se conseguir fazê-la sorrir antes do próximo encontro

Para conhecer uma mulher,
mais que em seu orgasmo,
tem de ser mais que amante perfeito…
Há de se ter o jeito certo ao sair,
e fazer da saudade
e das lembranças, todo sorriso…

O potente, o amante, o homem viril,
são homens bons…
bons homens de abraços e passos firmes…
bons homens pra se contar histórias…
Há, porém, o homem certo,
de todo instante: O de depois!

Para conquistar uma mulher,
mais que ser este amante,
há de se querer o amanhã,
e depois do amor
um silêncio de cumplicidade…
e mostrar que o que se quis
é menor do que o que não se deve perder.

É esperar amanhecer, e nem lembrar do relógio ou café…
Há que ser mulher, por um triz
e, então, ser feliz!

Para amar uma mulher, mais que entendê-la,
mais que conhecê-la,
mais que possuí-la,
é preciso honrar a obra de Deus,
e merecer um sorriso escondido,
e também ser possuído
e, ainda assim, também ser viril…

Para amar uma mulher, mais que tentar conquistá-la,
há de ser conquistado…
todo tomado
e, com um pouco de sorte, também ser amado!”

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19 fevereiro, 2014

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Vivendo e aprendendo

19 fevereiro, 2014

A morte é apenas uma passagem para o nada.
A vida é aqui. O amor é aqui, dentro de nós.
É em vida que somos generosos. Que enviamos flores a quem amamos. Que confortamos e consolamos.
Às vezes, a gente ama errado. Dedica a vida à pessoas erradas. E, num momento extremo de tristeza, fica à espera de uma única palavra, de uma única rosa. Uma mensagem apenas.
Mas é o silêncio que corta a carne. Que machuca mais do que a morte.
A morte… que é a passagem para o nada.
E nessa desatenção, na frieza daqueles com os quais compartilhamos o amor por uma vida, é que cala, mais do que a morte fria no corpo frio de um irmão, esse estúpido silênciar.
Porque a vida é feita de afeto! …