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O poeta II

Feito um bicho da seda, a enrolar-se na maciez de seus fios

a aprisionar-se em frieza …

lá se ia o poeta, a murmurar o próprio êxodo,

em fuga a seus próprios sentimentos

sem sentido, nem direção, preso a tradições monótonas

protegido por falsas muralhas,

a carregar, ludibriado, uma garrafa vazia de habilidades

pois nem a pena conseguia por-se a prumo

em suas palavras que como sempre, nefastas.

Pobre poeta.

Seu outono adormecia em pinceladas esparsas

pelos cinzas de sua própria complexidade.

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