
O Poeta …
Era um poeta.
Entrou e se sentou sem pedir licença e já foi pedindo um café passado na hora.
E depois das rusgas de mau humor, se desculpou de sei lá o quê e já foi me falando de amor. E sem querer ser redundante, estou incrédula no amor, e só se fosse muito ingênua não enxergaria suas podres intenções. Mas deixei pra lá porque não estava nada carente, nada precisada.
Me ganhara pela voz e pela escrita, simplesmente.
Mas mesmo assim fui analisando as pretensões que do olhar desatinava apenas pelo descaramento de me despir sem pudores, enquanto lhe servia o café fresco.
Levantou-se, o poeta, e foi embora …
