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Sobre o Maestro

Nascido em Jundiaí, São Paulo, começou muito cedo no estudo de violino por influência de seu pai, também músico; mas foi como auto-didata ao piano que, ainda menino, se iniciou profissionalmente na música, num grupo da cidade, nos anos 70.
A partir de 1981, integrando a banda do já então renomado instrumentista Nico Assumpção, passou a fazer parte do agitado cenário paulistano de produção musical independente e de publicidade, dando início a uma bem sucedida carreira nacional e internacional, onde atua como pianista, tecladista, arranjador, programador, compositor e produtor musical, desde então.

De 1983 a 1987,  realizou trabalhos simultâneos entre a Banda Paulistana do guitarrista Cândido Serra, o grupo de apoio de Sá&Guarabyra, onde participou de quatro dos álbuns gravados nos anos de ouro da dupla, e o cantor e compositor mineiro Lô Borges.
Em 1987, aceitou o convite de uma grande gravadora e passou a produzir novos talentos, o que lhe valeu trabalhos primorosos, como do Grupo Luni de Mariza Orth e de Os Mulheres Negras, de Maurício Pereira e André Abujamra; tendo ainda o privilégio de co-produzir, junto a Pena Schmidt, a última gravação do lendário Raul Seixas com Marcelo Nova, trabalho que rendeu um disco de ouro e uma feliz aproximação com o produtor e executivo da música André Midani.
Em 1988 entrou para a banda do músico Djavan onde permaneceu até meados de 2001, participando de concertos e festivais internacionais por inúmeros países.
Com Djavan, participou intimamente da produção musical, em tempo integral,  de sete dos seus álbuns, sendo seis em estúdio e um ao vivo, por um período de treze anos, anos esses em que foram intercalados trabalhos da grandeza de “O sorriso do gato de Alice”, de Gal Costa com direção de Gerald Thomas e a participação de grandes nomes como o de Jacques Morelembaun; e de “Quanta gente veio ver”, cd de Gilberto Gil gravado ao vivo, que lhes valeu, em 1997, o internacionalíssimo  prêmio “Grammy” na categoria “World Music”.
Apresentou-se em concertos e festivais por toda a Europa, Ásia, América Latina, Canadá, Estados Unidos e Japão, passando por todos os estados do Brasil, com grupos como o de Djavan, Gal Costa, Gilberto Gil, Lô Borges, Sá&Guarabyra, Cássia Eller, entre muitos…
Em 1994 e 1995, trabalhou com Gal Costa em dois discos e em 1998 foi para o estudio a convite de Caetano Veloso para gravar uma  participação no refinado “Fina Estampa”.
Durante uma trajetória musical bem sucedida,  participou de vários projetos nacionais e internacionais, em que se destacam os trabalhos de artistas e instrumentistas como: Roberto Carlos, Caetano Veloso, Djavan, Gilberto Gil, Gal Costa, Torquato Mariano, Arthur Maia, Marco Bosco, Romero Lubambo, Pamela Driggs, Randy Brecker, Richard Bona, Rodney Holmes, Otmaro Ruiz, Marcelo Martins, Flora Purim e Airto Moreira, Rita Lee, Gilson Peranzetta, Hélio Delmiro, Lica Cecato, Zélia Duncan, Ana Carolina, Jorge Vercillo, Beto Guedes, Alexandre Pires, Flávio Venturini, Lulu Santos, Memê, Marcelo Mariano, Cássia Eller, Luiz Brasil, Vanessa da Mata, Ivete Sangalo, Oscar Castro Neves,  Jane Duboc, Paulinho Loureiro, Vanessa Jackson, Luiza Possi, Léo Maia, Vicente Barreto, Emílio Santiago, Jorge Benjor, Rita Ribeiro, Paula Lima, Simoninha, Jair Oliveira, Sônia Rosa (Tokyo), entre outros.

Na direção musical de grandes concertos,  trabalhou  como produtor, maestro e arranjador em espetáculos como “Tributo a Tom Jobim” com Leila Pinheiro, Zizi Possi, Toni Garrido e Paulo Miklos em 2003; no “Senna in Concert”, para a fundação Ayrton Senna com Gilberto Gil, Milton Nascimento, Sandy e Junior, Frejat, Chico Buarque, Caetano Veloso, Daniela Mercury e Ivete Sangalo, em 2004; e ainda  no projeto “Angola Brasil” com Elba Ramalho, Alcione, Beth Carvalho, Margareth Menezes, Martinho da Vila, Jorge Vercillo, Daniela Mercury, Dudu Nobre, Mauricio Mattar, e os angolanos Filipe Mukenga, Paulo Flores, Gingas, Banda Maravilha e Carlo Buriti, em 2005.
Atualmente, Paulo Calasans divide sua jornada entre arranjos, tourneés, a preparação do novo dvd de  Jorge Vercillo,  a produção de workshops e uma nova visita ao Japão.

Rio de Janeiro, 2009.

Um comentário

  1. Primeiro admirou
    Depois amou
    Um amor que aumentou tanto
    Até tornar-se um grande amor
    Amor e admiração
    Sempre juntos
    De mãos dadas
    Bocas coladas
    Abraços bem apertados
    De um amor admirado
    Por ter sempre do que se orgulhar
    Nessa nem sempre fácil jornada



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