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Como é grande o meu amor por você

Com uma vontade muito grande de falar do Rei, tentei organizar algumas lembranças da infância mas confesso que senti dificuldades.

Roberto nos parece muito  íntimo,  e apesar do  Mito,  sinto que ele tem tentado nos mostrar  por uma fresta, que ali existe um menino.  O mesmo que  se deslumbrou ao conhecer o  Maracanã aos 12 anos,  e que estando ali pela segunda vez depois de mais de 50 anos,  sucumbiu às milhares de pessoas  presentes, e  se mostrou com humildade,  uma  simplicidade que me emocionou muito.

Neste episódio de comemorações, o que  vi pela Tv,  foi um Roberto querendo poder ser  “gente normal”… querendo falar diretamente sobre seus anseios,  rindo dos próprios problemas,  fazendo promessas de contar seus segredos mais inconfessáveis…

E é assim que sigo direto para os anos 1960..e tento contar umas  histórias da infância relacionadas ao encantamento envolvente do Rei.

Tudo começou eu ainda era bem pequena.  Não sei bem se eu tinha 5 0u 6…

Me lembro da enorme fila em frente ao teatro da Tv Record, em São Paulo,  misturada à apreensão, ansiedade, expectativa… mas mantendo certa organização, sem grande esteria…nem correria.

De repente, tudo era  mágico.  A gritaria ensurdecedora do lado de dentro dava o sinal de que o show estava por começar.

O que me chamava  atenção eram as cores porque pela tv a gente via em preto e branco.

Tim Maia… os Incríveis,  Renato e seus Blue Caps… Silvinha e Eduardo Araújo.  Todos os  convidados da  “Festa de Arromba” passavam pelas tardes de domingo na Consolação.

Benjor, usando camisa branca com pintinhas pretas, me fazia pensar em  sorvete de flocos,  e eram bem essas as associações que eu fazia,  naquele  mundo infantil em que eu só conseguia captar  mensagens  “non-sense”.

Bem,  estou  eu aqui com as lembranças…

Comemorei meu sétimo aniversário junto aos  24 do Rei,  numa grande festa no teatro Universal, em São Paulo.

O teatro era enorme e me lembro da corridinha pela rampa até o palco só pra ver bem de pertinho….

Aquele “tudo” Calhambeque também está presente.  Foi a primeira explosão de consumo que vi. Eram calças  de duas cores….(atrás era de uma cor e a frente de outra)……..cintos, chapéus e bonés, camisas, botas, bolsas e bonecas.

E  no comando estava o Rei.

Wanderléia era uma menina meiga que  exibia  sensualidade e  pureza ao mesmo tempo, pois não conseguia esconder sua  paixão oculta no brilho do olhar.

Erasmo…  bem…  eu  nunca “tietei”  ninguém na vida, eu juro!  Mas,  num breve encontro no camarim de estréia de Jorge Vercillo recentemente  no Canecão,  não me contive em levar um “tremendo”  abraço  dele pra casa… Pop-rock, divertido e igualzinho ao dos anos 1960,  seu brilho é de estrela,  sem dúvida.

Sim,  as comemorações dos  50 anos de carreira de Roberto me trouxeram a infância até aqui, e  sua tragetória, com alegrias e tristezas  que tanto se misturaram às nossas,  pode sim fazer refletir sobre carreira, oportunidade, sucesso, dinheiro, espiritualidade, sonhos, amor, companheirismo, perdas, solidão, crença, entrega, verdades, manias, segredos e…

Mitos.

É muito difícil falar sobre o Rei.

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