Aos doze

Chove. Cai a água toda preta do céu, que já foi azul e agora se transforma em quarta-feira de cinzas…

escrito em 1970 – aos doze anos

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“Perdão e perdão”

“Há muito queria ler Jaques Derrida, um filósofo franco-argelino. Derrida é dono do conceito “desconstrução”, uma palavra-chave para a estética, a ética e a própria filosofia. Mas um outro conceito de Derrida me raptou, o entendimento para o perdão.
Segundo ele, o perdão pode ser vivenciado de duas maneiras.Uma é o perdão incondicional, em que o culpado é perdoado mesmo sem pedir perdão ou sem arrependimento, num gesto unilateral que não exige troca. Um perdão sem poder. A outra forma é o perdão em troca do arrependimento, da transformação do pecador. Um perdão condicional.
Incondicional ou condicional, o perdão é sempre foda de ser vivido. Todo mundo tem em sua vida um fato fatídico, uma quebra de confiança, uma catástrofe afetiva…um 11/09. Será que os familiares das vítimas dos ataques terroristas de 11/09 um dia praticarão o perdão? Será que as vítimas do holocausto um dia vão perdoar os alemães?? Quem bate sempre esquece, quem apanha se lembra pra sempre e dependendo da dor, quer é que o perdão se dane.
O próprio Derrida morreu sem perdoar os franceses que o expulsaram do colégio, aos 12 anos, por ser judeu. Segundo ele, isso deixou uma marca indelével na vida dele. E olha que o cara é filósofo.
Todo mundo tem seu 11/09. Um dia os aviões se chocam contra nossas torres gêmeas e o mundo todo te pede pra perdoar. Essa é uma consciência judaico-cristã que separa os bons dos maus pela (in)capacidade de perdoar.
Tem ocasiões que o melhor mesmo é erguer um obelisco no lugar das torres destroçadas e lembrar pra sempre do que o ser humano é capaz e quem sabe não viver o mesmo desastre.”

Ney Messias Jr.
Sexta-feira, Setembro 25, 2009.

Caindo de paraquedas nesta crônica do jornalista e radialista paraense Ney Messias Jr, eu não me contive em republicá-la aqui. Pedindo licença ao autor, com todo o meu respeito.

Elemento Língua.

“Metanóia”: mudança de atitude mediante arrependimento.

Através do Twitter cheguei a uma discussão sobre o perdão neste blog que eu ADOREI e comentei:

“Caramba… que delícia de conversa… o perdão é um sentimento que passa batido na vida da gente até o momento do choque. Não adianta. Quem toma o impacto não esquece jamais. Vai passar um bom tempo da vida procurando uma razão pra perdoar em meio aos escombros. E mesmo que resolva amortecer o tranco e tocar a vida adiante, as cicatrízes ficarão para sempre. Com ou sem ele! A deslealdade causa uma doença que nem o perdão consegue curar.”

(Metanóia é uma palavra de origem grega (μετάνοια , metanoia) e significa arrependimento, conversão (tanto espiritual, bem como intelectual), mudança de direção e mudança de mente; mudança de atitudes, temperamentos; caráter trabalhado e evoluído.)

http://neymessiasjr.blogspot.com/2009/09/perdao-e-perdao_25.html#comments

Simplesmente perfeito. This is it! Michael pra sempre.

Saí de casa às 4 da tarde. Peguei o rumo da Paulista. Isso foi segunda, dia de rodízio. Às 5 estava com o carro no estacionamento e eu, sentada em uma poltrona da sala 6, no Arteplex Unibanco do shopping Frei Caneca.
Pipoca com guaraná.

O trailler começa mostrando um Johnny Depp “nonsense”. Vou adorar ver a Alice do Johnny Depp. Vou reler o livro de Lewis Carrol. E ficar atentamente esperando o Johnny Depp. Alice mora no imaginário de todos nós. Somos todos “Alices”… somos todos “nonsense”.

De repente o Michael na tela. Longilíneo, magérrimo. Muito ágil, mostrando-se feliz. Michael era “nonsense”. Michael era “Alice”.

O espetáculo começa com um teste de dançarinos vindos de todas as partes do mundo. Muitos. Os melhores. Somente 11 deles são escolhidos. Nove homens e duas mulheres. Crianças diante de Michael. Crianças diante do ídolo. Mas são os melhores do mundo.

A edição do filme é impecável. Diante da morte, conseguiram cortar e emendar e mostrar tudo. Conseguiram mostrar Michael, perfeccionista, perfeito.

Em cena um homem extremamente sério à frente dos melhores músicos, dos melhores bailarinos… dos melhores diretores do mundo. Trabalho duro. Trabalho sério.

Na pauta, música e coreografia ditadas por um mestre. Aparecem sempre em discussão, a maneira perfeita para interpretá-lo, sua coreografia, seus movimentos. Tudo criado minuciosamente por ele.

Criar um mito não deve ser fácil. Vivê-lo menos ainda.

Michael não foi uma invenção. Foi uma pessoa. Um menino, um homem, um amigo. Um bom pai misturado a um grande mito.

Me emociono ao ver tudo o que ele tentou fazer pelo planeta. Por todos nós. Me emociono em pensar o quanto foi injustiçado. Julgado. Desrespeitado. Agredido.

Ele era excêntrico? Sim, mas quem não seria, em seu lugar?

Chorei ao ver Michael do começo ao fim. Cresci ouvindo Michael. Certa vez eu descobri o seu sorriso. Tinha um sorriso de criança que transmitia ingenuidade.

Michael deixou um legado inigualável. Teve morte prematura por ultrapassar os limites do seu corpo. O que ficou muito claro.

Ninguém vicia em analgésicos porque quer. Só quem sabe o que é levantar e ir dormir com dores musculares crônicas pode dizer sobre o prazer de se tomar um analgésico. (Deixo aqui meu testemunho. Sei o que são dores musculares crônicas desde menina).

Ninguém nunca levantou a voz para defender Michael. Só o que fizemos foi engrossar a voz para ridicularizá-lo mais e mais. Nunca ninguém se preocupou em saber o que ele sentia.

Michael foi um grande idealizador. Ultrapassava os limites. Quis ter um rosto perfeito e ultrapassou o limite. Foi um grande compositor, um grande cantor, um grande dançarino, um grande coreógrafo… ele foi realmente grande.

Michael era um gênio.

E foi esse gênio que deixamos morrer. Fomos cúmplices de uma grande armadilha. Negamos a ele a licença poética de poder existir.

Fomos culpados, queríamos sempre mais.

Você estará lá?

Me abrace
Como o Rio Jordão
E então eu lhe direi
Você é meu amigo.

Leve-me
Como se você fosse meu irmão
Me ame como uma mãe
Você estará lá?

Quando cansado
Me diga se você vai me segurar
Quando errado você vai me dirigir?
Quando perdido você vai me achar?

Mas eles me dizem
Um homem deve ter fé
E seguir mesmo quando não dá
Mas eu sou só um ser humano!

Todo mundo quer me controlar
Parece que o mundo
Tem um papel para mim
Estou tão confuso!
Você estará lá para mim?
E vai se importar o suficiente para me suportar?

(Me abrace)
(Encoste sua cabeça devagar)
(Suave e corajosamente)
(Me leve até lá)
Você estará lá?

(Me guie)
(Me ame e me alimente)
(Me beije e me liberte)
(Me sentirei abençoado)

(Me leve)
(Me leve com coragem)
(Me levante devagar)
(Me leve até lá)

(Me salve)
(Me cure e me lave)
(Suavemente me diga)
(Eu estarei lá)

(Me levante)
(Me levante devagar)
(Me leve corajosamente)
(Me mostre que você se importa)

No nosso momento mais sombrio
No meu pior desespero
Você ainda vai se importar?
Você estará lá?
Nas minhas provações
E minhas tribulações
Pelas minhas dúvidas
E frustrações
Na minha violência
Na minha turbulência
Pelo meu medo
E minhas confissões
Na minha angústia e minha dor
Pela minha alegria e minha culpa
Na promessa de um
Outro amanhã
Nunca deixarei você partir
Pois você está no meu coração.
Michael Jackson

o lamentável caso “Uniban” 2

parte 2

Moral da história: Tomara que a Geysa possa agora mostrar seus atributos intelectuais numa nova escola, que seja a melhor escola e que ela possa mostrar que é a melhor aluna. Que possa mostrar seus atributos físicos numa revista especializada e que receba por isso um cachê justo e digno… que todos os pais de estudantes prestes a escolher uma universidade para seus filhos lembrem-se que a Uniban não é uma boa opção e a descartem de sua lista. E que nossos governantes invistam MUITO dinheiro em educação porque é disso que estamos precisando. Pronto falei!

Comentando post do blog da jornalista Rosana Herman

http://blogs.r7.com/querido-leitor/2009/11/08/geisy-a-geny-unibanida/comment-page-3/#comment-8212

O lamentável caso “Uniban”

Parte 1

Eu acho que o problema do Brasil é puramento educacional. Extremismos nunca foram a solução para o bom convívio social. Não se pode defender a liberdade extrema quando se vive em sociedade. Nunca podemos esquecer que o direito de um acaba quando começa o direito do outro. A palavra “adequação” eu acho um tanto razoável neste caso. As pessoas precisam saber se portar em público.Vejo pessoas se esquecendo que o melhor para todos é que sejamos educados, gentís e elegantes, acima de tudo. Ter elegância não significa vestir-se bem, mas agir adequadamente conforme a ocasião nos exige. Para mim, esse é apenas mais um episódio doloroso na história dos estabelecimentos de ensino no Brasil, que estão a cada dia demosnstrando menos preparo na preparação de seus alunos. A escola mostra que não ensina nada, os alunos mostram que não apreendem nada, o que faz deste um episódio lamentável. Na minha opinião precisamos estabelecer críterios e empreender em nossas ações um pouquinho mais de bom senso.

Comentando post do blog da jornalista Rosana Herman
http://blogs.r7.com/querido-leitor/2009/11/08/geisy-a-geny-unibanida/comment-page-3/#comment-8212