Amigos para sempre !!!

Queridos: Nunca imaginei que fosse encontrar gente tão amiga e generosa como vcs. Estou por demais emocionada, mas emoção tem sido uma constante em minha vida depois de conhecê-los. Todo o amor do mundo não é o bastante. Deixo aqui meu coração … Amo vcs !!!

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Especialmente

Para você

Desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.

Para você,
Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir
Todas as músicas que puder emocionar.

Para você,
Desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
Que sua família esteja mais unida,
Que sua vida seja mais bem vivida.

Gostaria de lhe desejar tantas coisas.
Mas nada seria suficiente para
Repassar o que realmente desejo a você.

Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto,
ao rumo da sua felicidade!

“Carlos Drummond de Andrade”

Aos amigos que tenho, aos que ganhei e ao que perdi … todo amor do mundo !!!

Este ano foi um ano muito especial pra mim. Confesso que estou emocionada por estar falando sobre isso, ando emotiva demais, pelas mudanças que ocorreram em minha vida.

Quero ressaltar acima de tudo os amigos queridos que fiz, virtuais, virtuais que se tornaram presenciais, invisíveis que se tornaram visíveis e presenciais … amigos de tempos passados que acabaram provando que o tempo passa mas que o amor sobrevive a todas as intempéries.

Meu coração pulsa como numa explosão, de tão feliz em poder expressar sentimentos tão delicados.

A vida, este ano, também me mostrou que até uma grande e impiedosa perda pode nos trazer momentos de amor supremo quando temos tempo pra dizer “Eu te amo” … e que isso pode perpetuar uma grande amizade através do infinito.

E que infinitamente estaremos juntos às pessoas que amamos e que podemos amar gratuitamente, sem querer nada em troca. Principalmente porque quando não pedimos nada em troca o que recebemos se faz muito maior.

Tento colocar a emoção de lado mas é impossível …

Quero agradecer ao Universo pelas pessoas que colocou em meu caminho neste ano. E as que trouxe de volta. Quero agradecer aos céus por abrigar meu amigo querido, por quem tantas lágrimas eu derramei, neste ano.

Quero agradecer ao Universo também, por ter poupado a vida do querido Lucas, que apesar dos pesares está podendo beijar sua mãe, minha amada Sula, que é a quem eu poderia dedicar o Céu, aquele onde fica imerso o grande e poderoso Pai, a quem ela tanto ama e em quem tanto confia.

Minha emoção, aqui e agora, me faz derramar todo o meu amor pela face. Porque este ano é o ano dos amigos.

Desejo a todos todo o amor do mundo e agradeço por existirem !!! Amo vocês !!!

E todo o meu amor eu dedico ao amigo Miguel. Que, de onde esteja, consiga sentir a energia de ser amado para sempre .

Nove meses de mim

Era só pra passar o Ano Novo.

A casa, fechada havia mais de um ano, vazia e em profunda solidão, já apresentava a cor do abandono. Abandono que se instalara nos corações desde a hora da partida pra São Paulo.

Para cumprir o calendário da festança, foram providenciados colchões de ar, microondas, cafeteira e panelas elétricas. Não havia fogão.

Allan, o jardineiro, nos providenciou uma geladeira de terceira mão, surradinha mas perfeita para a ocasião. Afinal, sem gelar a cerveja e o vinho não haveria como ficar ali um dia sequer.

A casa era muito bonita. Rabisquei o projeto, pensei cada detalhe, escolhi a posição dos janelões de acordo com a posição do sol e dos ventos, terral e sudoeste, em relação aos quartos e à grande sala envidraçada.

Que lugar …

Diante da deslumbrante montanha, ao lado do mar. Com céu de brigadeiro e noites estelares em profusão, num silêncio profundo apenas quebrado ao alvorecer pelo canto dos bem-te-vis, de um ou outro revoar de Araras , uma conversinha arredia de mico-estrela e toda espécie da selvageria que fazia um entardecer bucólico, naquele paraíso perdido na praia da Macumba.

Na sala, cadeiras de praia e o piano acústico emprestado do afinador, que quando tocado parecia fazer o céu reluzir dentro da sala vazia pela acústica perfeita. No quarto os colchões de ar e uma minúscula tv tendo a Globo como única a conseguir penetrar tamanha imensidão dentro do nada.

Cachorros soltos, minha vida solta. Havaianas nos pés, ar, poesia e céu azul. Música, muita música… nada mais.

Sem telefone, nem internet … celular sem sinal!

As torneiras estavam felizes com a água passando. As luzes acesas. O jardim florido, meu Jasmim perfumando, os Ipês que plantei e cuidei desde recém-nascidos já estavam imponentes em seus quase 10 metros de altura; eles dariam ínicio a minha tão sonhada “coleção de árvores”.

O aconchego dominava o ambiente, apesar de a casa estar vazia, com a carinha um pouco triste, um pouco castigada pelas chuvas, sentindo falta das gentes, dos barulhos do dia a dia, de crianças entrando e saindo, dos cachorros latindo. De minha Sula com sua gentileza ímpar … Das bombas da piscina batendo a água até o verde morrer para nascer um azul indescritível.

E foi neste clima que rompeu 2009.

As meninas foram logo pegando cada uma seu rumo e desaparecendo, até retornarem pra cidade em busca de confusão, trânsito e vai e vem desgovernado de gente desgovernada, o que alucina toda menina …

E eu resolvi ficar para uma pintura na casa, que acabou se estendendo para uma pequena reforma, que acabou por preceder uma grande reforma e eu fui ficando …

Com os colchões de ar, o microondas, panelas elétricas, a cafeteira, a micro tv, as roupas nas mochilas sendo lavadas no tanque e perfumadas ao sol pela brisa do mar, a balançar nos varais … e eu fui ficando.

De manhãzinha era café com prossecco na piscina acompanhado da festa dos cachorros, o entra e sai dos meninos do Allan que vinham limpar o jardim e os passos delicados do Julinho, o pintor, no telhado, por entre as telhas de barro (o Júlio além de excelente pintor que trabalhou em casa por dez anos, tocava sax e prestava vestibular para arquitetura).

À noite o Big Brother … opção singular.

Éramos eu, os cachorros, a reforma e uma imensa alegria por decobrir o pouco que precisava pra ser feliz.

Cheguei de volta a São Paulo em sete de setembro por ocasião dos oitenta anos de minha mãe.

Sai de casa para passar quinze dias na praia depois de ver romper o novo ano e voltei nove meses depois, com uma carga absoluta de mim, pois descobri que pode ser bom estar sozinha, o que preciso e o que não preciso para atingir a serenidade.

E que posso ser feliz com muito pouco !!!

E foi assim, foi ali …

A TV era em preto e branco.
A rádio era a Excelsior de São Paulo, que tocava “música importada”. O sabor era o de Gintan. Raito de Sol era o bronzeador. O incenso de Lótus e o perfume, não me lembro, mas tinha que ser da Argentina. Sonhávamos.
A novela era Beto Rockfeller, que dava as dicas do que acontecia na noite paulistana, no Clube Pinheiros, na boate Tom Tom Macoute. Carro… acho que era o Gordini. De preferência amarelo, uma referência a um piloto de Interlagos.
O esporte favorito da molecada era o autorama. A vitrola mais popular era a Sonata, fabricada em Campinas.
Ser “chic” em Jundiaí era ter uma vitrola portátil da Philips, lógico, comprada nas lojas Magalhães, ao lado do Cine Ipiranga, palco das primeiras pegadas na mão da namorada, do primeiro beijo, tendo como testemunha um filme do Mazaropi na tela.
Na esquina da frente era o Credi City, loja da família Farina e que também dava nome ao prédio onde moravam os irmãos Avalone. Na próxima quadra, a Paulicéia, ponto de encontro dos jovens da cidade.
Do lado oposto tinha a Praça Governador Pedro de Toledo, o Largo da Matriz.
No número 66 da praça tinha a “Agência Geral” de Eduardo Sacchi, fornecedor dos discos que tocavam nas vitrolas compradas na Magalhães e na própria “Agência Geral”. A loja ficava ao lado do Bar do Lula e da estação da Viação Cometa. No prédio acima, vivia a Eliana de Luca.

E foi assim nesse cenário que cresci. Vendo o entardecer, na frente da Catedral, com seus jardins maravilhosos e a fonte que, um dia, um prefeito mandou derrubar.
Ouvia o som barulhento das andorinhas, acompanhava o movimento das moças que saiam das escolas e passavam pela praça.
Conferia, como um chefe de estação, o horário de chegada e saída dos ônibus da Cometa e via quem chegava ou saia. Lembro-me de ter visto Roberto Carlos (o Rei) chegar ali para tocar no Cine Polytheama. No tempo do “Calhambeque”!
Foi ali que ganhei o maior presente que poderiam ter me dado. Aprendi a gostar de música com o melhor professor, meu pai.
Eu ouvia de tudo, Nelson Gonçalves que, aliás, foi quem inaugurou a “Agência Geral”, Trio Los Panchos, Elvis Presley, Bossa Nova, Os Beatles e toda a invasão do rock inglês, toda a Jovem Guarda, tangos, boleros, chá chá chás, música clássica, a invasão da música italiana, Pata Pata.
E foi ali também que criei, sem querer, minha web de relacionamento social. Conhecia todos e todos me conheciam. Do anãozinho elegante que fazia ponto diariamente no Cometa a prostitutas, ladrões, sambistas, cantores, músicos, galera das rádios Difusora e Santos Dumont, estudantes de outras escolas, todas as meninas, engraxates e motoristas de taxi.
Meu pai também era conhecido pelas bancas de artigos carnavalescos que tinha na loja, no Grêmio e, anos após, no Clube Jundiaiense. O depósito do material era na sala da frente de nossa casa da Engenheiro Monlevade. Era a Festa!
Caixas de serpentina, sacos e sacos de confeti e umas caixas grandes de madeira que traziam a marca RODOURO OURO que, para quem não sabe era o, na época popular, “Lança Perfume”. Ainda sinto o aroma de tais caixas e o barulho da farra que fazíamos, eu e meus irmãos, naquele cenário carnavalesco e inocente.
No tempo do Grêmio, eu ainda era muito pequeno, mas descolado. Descolado a ponto de receber, em minha casa, a dupla de palhaços Fuzarca e Torresmo para um café antes do show deles. A Rua Engenheiro Monlevade parou. E eu, naquele dia, era o cara mais importante da vizinhança.
No Grêmio também aprendi a gostar de carnaval e cheguei até a arrumar uma namorada, que morava no Cine Ideal, ao lado do Clube. Era a glória. O nome dela era Amélia, ou Maria Amélia, não me lembro. Mas linda o suficiente para entender que algo estava mudando em mim. Eu descobri que era romântico!
Outras músicas e namoradas apareceriam em minha vida. Além de muitos carnavais…

Marcos Sacchi
(Jornalista, DJ, radialista. Um eterno estudioso e profundo conhecedor da boa música)

Os melhores sabores da vida

http://www.obagastronomia.com.br/os-melhores-sabores-da-vida/

Existem combinações que são sempre especiais. Sabores que se misturam, se harmonizam para acariciar paladares os mais exigentes.

E existem histórias felizes que acariciam a alma devolvendo-a aos melhores momentos da vida, como numa simples comunhão desses sabores ao paladar, uma das mais vibrantes e antigas histórias de amor.

Quanto mais excêntrica a mistureba, mais feliz a satisfação do freguês.

Um dos casamentos esquisitos que eu adoro é o da alcachofra com o vinho tinto.

Uma surpresa rápida de preparar, que combina com inúmeras outras surpresas como comer ao lado de um parceiro interessante ou simplesmente na varanda, ao telefone com uma pessoa pra lá de especial.

Alcachofras e vinho tinto combinam com conversas envolventes, com desejos depravados e novas descobertas.

E é tão fácil de preparar quanto um beijo roubado.

Escolha as flores de alcachofra e coloque-as num vaso com água sobre a mesa da sala. Elas são lindas para adornar qualquer sensação de intimidade. Derrube a luz a meio palmo e deixe uma música suave cantando um jazz ao fundo.

Abra o vinho e coloque-o nas taças.

Separe duas alcachofras e coloque-as na panela de pressão, deixando por até quinze minutos após o barulho da panela invadir o assunto. Mas não o deixe quebrar o romance.

Prepare um molho com shoyu, vinagre balsâmico e azeite extravirgem entre uma e outra canção, poupando as dançantes. E ria muito !!! Gargalhadas, vinho tinto e alcachofras combinam demais.

Se estiver sozinha, vá para a varanda e espere aquele amigo surreal que você conheceu na internet te ligar e morra de rir com as palhaçadas que ele vai propor a você.

Beba até ficar engraçada. Seu amigo vai achá-la interessante.

Vá mergulhando as pétalas da alcachofra uma a uma no molho ou jogue o molho por cima e
sinta o quanto você é feliz.

No meu caso, a voz do amigo estava uma delícia …