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Ausência – Drummond

Carlos Drummond de Andrade

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

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4 comentários sobre “Ausência – Drummond

  1. Era uma falta doida a que eu sentia
    Saudade, saudade, saudade…
    Enxaguada de lagrimas
    Sentimento de perda
    Mas veio
    O tempo… o tempo… o tempo
    Tanto tempo
    Que a falta passou… passou… passou
    Passou a ser ausência
    E não dói mais
    É um acostumar-se
    Com a solidão… solidão…solidão…
    A pior de todas elas…
    Aquela acompanhada
    Que não espera mais nada
    ‘Vive e deixa viver’

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