Sandra Barbosa de Oliveira 2

Não há silêncio que não termine – Parte II

“No compartilhamento das lembranças produz-se uma evolução. Alguns fatos são dolorosos demais para ser contados: revelando-os, nós os revivemos de novo. Temos então a esperança de que, com o passar do tempo, a dor desaparecerá, e que em seguida será possível partilhar com outros aquilo que vivemos e nos aliviarmos do peso do nosso próprio silêncio. Mas, volta e meia, quando não há mais sofrimento na lembrança, é por respeito a si mesmo que a gente se cala. Já não sentimos a necessidade de desabafar, e sim a de não arrasar com o outro com as lembranças de nossas próprias desgraças. Contar certas coisas é permitir-lhes ficar vivas no espírito dos outros, quando o que afinal nos parece mais conveniente é deixá-las morrer dentro de nós mesmos.” (Não há silêncio que não termine – Ingrid Betancourt – Companhia das Letras- 2010)

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Um comentário sobre “Não há silêncio que não termine – Parte II

  1. Usando um clichê, recordar é viver. E há certos sentimentos que devemos mesmo guardar nos escaninhos de nossa alma.Reparti-los seria transferir aos outros nossas mazelas, que só a nós pertencem.O tempo cala, cura e amortece.

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