Sandra Barbosa de Oliveira 2

O depois das horas

A princípio eu o abracei, e disse que podia contar comigo. Porque a notícia veio no soco. Mas com o passar dos segundos, dos minutos e das horas, as histórinhas foram se acoplando à história principal, e vem de volta aquele – tem alguém querendo substimar (de novo) a minha inteligência – e foi aí, que eu sucumbi a um sentimento rancoroso que vem talhando a minha autoestima há anos como se a cortasse em fatias, bem devagarinho.
Mas a vida é um jogo. O jogo do tempo no espaço. Linhas paralelas, ondas, movimento. A teoria das cordas, bambas.
Onde a felicidade depende unicamente da capacidade de tecer a fantasia, que depois das horas, vai transformando tudo num imenso tabuleiro, onde os peões de diferentes cores esperam enfileirados a sua vez de desfilar. E ao chamado do rolar dos dados, na contagem dos passos na trilha desse mesmo tempo, a gente para num quadradinho que diz: “Volte para o começo”. E lá vamos nós, outra vez!

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