Sobre a essencialidade

Para descobrirmos quem nos é essencial, temos que poder enxergar profundezas. Mas muita gente se faz impenetrável. Se quiser saber-se essencial na vida de alguém, abra-lhe as portas!

Mantê-las fechadas é bem mais fácil. Viver boiando na superfície, também. Saber com quem essencialmente nos importamos e pra quem somos essencialmente indispensáveis requer exposição, disposição e coragem.

Mas sem isso, o amor é papo-furado, não acha? … Dizer que ama não é o mesmo que amar.

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E o Papa puxou o carro …

Deus é um social-democrata.
Mandou seu único filho para fazer uma revelação, tirar as vendas dos olhos de quem não conseguia enxergar.
Jesus foi um revolucionário, um guerrilheiro que lutou contra o sistema de perseguição aos judeus pelo Império Romano. Fez os “cegos” compreenderem a extensão do estado de opressão em que viviam e os ensinou a pescar, “multiplicou o peixe” para deixar um legado de militância que não o deixasse sem voz diante de sua condenação à morte, puramente por questões políticas.
Possívelmente casado com Maria Madalena, mulher e braço direito em sua luta contra a repressão, foi um homem incomum.
Acho que diante da Supremacia, Deus nunca precisou de interlocutores nem de intermediários. A bíblia e seus similares são obras escritas por homens, com referências históricas de observação subjetiva, de histórias trazidas no boca a boca por décadas, e readaptadas pela Igreja muitos séculos depois.
Sempre existiu humanos intelectualmente mais capacitados que outros, sim, existem humanos mais elevados espiritualmente que outros.
Mas se Deus existe mesmo, a interpretação da Sua Palavra está completamente equivocada.
Não acredito que Permitiria a queima de opositores políticos vivos, pela Santa Inquisição; que Escolheria partidários de Hitler para interlocutores, caso dos bispos católicos romanos por ocasião da Segunda Guerra; muito menos que gente despreparada, preconceituosa, onipotente e desonesta, se aproveitasse da ingenuidade dos menos favorecidos cultural e intelectualmente, e desprovidos financeiramente, como o fazem os inescrupulosos Pastor Silas Malafaia, Bispo Edir Macedo e um “cara de pau” que se auto intitula “Apóstolo” Estevam Hernandes, pra citar alguns entre tantos espalhados pelo mundo.
Não sou contra religiões, mas não aprecio fundamentalismos de quaisquer natureza. Diante de radicais eu sigo pelo caminho do meio.
Acho que está na hora de as igrejas pararem com essa manipulação barata e reunirem esforços para os problemas reais da humanidade como as doenças e os milhões de famintos, para as crianças carentes, para os conflitos político-religiosos, para o aprimoramento científico, para a preservação da natureza.
Acabar com esse falso moralismo hipócrita e deixar-se abrir os olhos dos “cegos” outra vez. Está na hora de acabar com esse poderio políticoeconômico desumano envolvendo o nome de um Deus que, se estiver assistindo, deve estar bastante aborrecido !!! …
Isso não é apenas a minha opinião, é História e é Ciência. Hoje é dia de os Católicos Romanos de todo o mundo pararem para refletir as verdadeiras intenções daqueles que lhes ditam as ordens.
Acreditemos todos na generosidade, na natureza humana, na fé interior, no livre arbítrio, no amor, sejamos solidários que o céu é grande demais e cabe todo mundo! …

Sandra Barbosa de Oliveira, jornalista.

Somos o país da vergonha! …

EU TENHO VERGONHA DE SER BRASILEIRO!

Vergonha de não conseguir fazer nada para conter essa pouca vergonha institucionalizada que é este país.
Vergonha de fazer parte desse povinho chulo, de quem se vende na hora de votar, povinho corruptível, povinho que não tem memória, povinho desatento, alienado.
Nós merecemos as instituições que temos.
Somos responsáveis por esse bando de cafejestes, salafrários e ladrões que estão se deleitando no próprio sêmen de tanto gozar na cara de quem paga impostos neste país. Ordinários e vagabundos somos nós, que nos permitimos a isto. Aonde chegamos!
O que foi feito da minha Pátria Amada? …

Sandra Barbosa de Oliveira – jornalista.