Black Bird fly! …

Recrio meus dias e semanas e meses.
Recrio uma vida, uma história inteira. Recrio um novo personagem, a cada dia um novo poeta em mim. Revivo um novo romance, um novo recanto, um novo momento.
Redescubro meus instintos, meus intuitos, meus dilemas.
Incorporo a bailarina girando, o beijo do palhaço navegando pelos ares. Num descuido,
descubro uma nova mulher, altiva e voraz. A derramar seu sangue ainda quente pelas ruas da cidade.
Força bruta a cuspir o fogo de uma viagem aos infernos. Ou simplesmente um sopro… que levita feito nuvem pelos céus de seu novo encantamento. Porque aqui, “jazz” é coragem!

*

*
A bailarina em seu giro, olha pra todos os lados como se conseguisse ver o mundo. Mas é o mundo que a vislumbra, a leveza e a beleza desse quase flutuar.

*

O palhaço, esse sim encaminha o seu beijo com um sopro ao destino traçado, deslizando o carinho a seu alvo secreto. Sem que um mísero vento lhe desvie o trajeto.

*

Mas é o poeta quem morre pra reviver um lugar, outro amar, numa dor, noutra flor. O poeta é quem arde na teimosia de suas escolhas, na maioria das vezes… imprudentes.
E é essa imprudência que o leva novamente à morte, para o renascer do seu original e novo cantar: o poema!

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