Carta ao poeta I

Publicado em 20 de fevereiro de 2011.

*

Nem um trovador conseguiria descrever um amor como este
Na claridade de minha castidade celestial em oferenda
Não consigo mais sobreviver a assombrações
Definitivamente é você quem me assombra.

A poesia nunca me deixou tantas marcas.
A dor de quem segue por caminhos oblíquos,
nebulosos e confusos em dois sentidos.

Meus dizeres nunca foram tão inócuos.
Meus amores tão vazios.

Não quero te falar que não te quero mais, porque te quero.
Mas não consigo estar diante de escolhas ou diante da falta delas.

Minhas unhas se corroem, minha alma se corrompe.
Tuas palavras não me saem. Mais um pensar que se esconde.

Você se estabeleceu. Uma Virgem se reproduziu em mim
e estou prenha de um amor só seu, que se fará até quando
nesse anjo virtual, que só existe no meu céu
e no inferno desta minha solidão?

Não posso dizer que te amo, porque do amor não se diz.
Mas desse acariciar
em falso incestuoso,
o qual te confesso nesta linha,
só à imagem de tuas mãos me declararia amante.

Teu olhar está encravado em mim, e tua distância desliza
sobre tua presença que me confunde.
Da tua boca em forma do beijo que desejo.
Dos meus olhos na forma de mar, por derramar.

O que não quero é te falar de um amor que nem eu sei.

Mas você é em mim um milagre !!!
Que me fez trocar o não pelo sim.
Que me trouxe a fantasia
do poder amar de novo !!!

Sandra Barbosa de Oliveira

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