É hora de participar!

Não se trata de defender ou acusar governos ou parlamentares, trata-se apenas de defender valores referentes a direitos adquiridos.

Nossos problemas deixaram  de envolver apenas as questões políticas e entraram no campo moral e ético. Perdeu-se a credibilidade nas instituições.

Não se pode revolver-se no tempo para destituir grandes conquistas legais ou coisas quaisquer que possam desconstruir uma suada trajetória às liberdades individuais, nem fortalecer ameaças ao estado democrático de direito.

É a Democracia que está em jogo.Não estamos em meio à uma partida num estádio.

Estamos construindo sociedades, educando crianças para o futuro político da nação.

Toda responsabilidade é pouca em se tratando da vida e do bem comum.

Precisamos de garantias institucionais para que os direitos das minorias fiquem preservados, não permitindo retrocessos e nenhuma subjeção, pois que devemos ouvir, nesse momento, a voz de toda a sociedade.

*

Em tempo: o Brasil é um país laico! …

 

 

E se Obama fosse africano?

Mia Couto

… “na realidade, só existe um modo de nos valorizarmos: é pelo trabalho, pela obra que formos capazes de fazer. (…) somos pobres. Ou melhor, fomos empobrecidos pela História, fomos também empobrecidos por nós próprios. A razão dos nossos actuais e futuros fracassos mora também dentro de nós. (…) somos produtores do nosso destino. (…) construtores de um tempo e de um lugar onde nascemos todos os dias. (…) antes vale andar descalço do que tropeçar com os sapatos dos outros.”

* Mia Couto é poeta e biólogo moçambicano e publica no Brasil pela Companhia das Letras, São Paulo.

#Movimento-Ação

Tenho tentado fazer esse vídeo girar o mundo.
Quanto mais for compartilhado, maior a possibilidade de fazê-lo chegar aos quatro cantos do planeta.
O mundo precisa ver o descontentamento do povo brasileiro pra parar com a idolatria por nossos governantes corruptos, lá fora.
Temos que tirar as máscaras do Brasil e mostrar pra eles que as mulheres aqui são ativistas, professoras, médicas, cientístas, advogadas, mães, domésticas, e não PUTAS, como querem nos mostrar lá fora.
Temos prostitutas também. Mas é uma classe trabalhadora minoritária, que não representa a classe trabalhadora feminina do nosso pais. A voz feminina prevalece, nesse coro do vídeo.
Pegando carona aqui pra deixar o meu protesto contra o turismo sexual que já está sendo preparado para a Copa do Mundo. Isso tem que acabar! …
Eu quero ser respeitada. Porque nem “nossos maridos” nos respeitam! …
A mulher tem sido violentada, física e psicologicamente dentro da sua própria casa.
E isso vem trazendo seqüelas para as novas gerações de meninas que crescem vendo o descaso, o desrespeito, o autoritarismo, gerado por seus pais sobre suas mães e sobre elas próprias durante anos e anos a fio.
Essa violência psicológica gera, consequentemente, uma nova geração de mulheres submissas, e isso não tem fim.
A violência psicológica deixa mais sequelas do que a violência física. A mulher brasileira tem que dar um basta nisso. Dar-se ao respeito, e exigir respeito dentro de casa desde o início, porque uma vez sob domínio, não conseguirá refazer sua alto-estima nunca mais.
Se estiver se sentindo subestimada dentro de casa, procure ajuda psicológica imediata.
Porque quem ama, não abusa, não maltrata, e não desrespeita.
Reflita sobre isso também. Estamos na hora da grande virada! …

https://www.facebook.com/video/embed?video_id=536149766449645

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=oqbPYG0yDuI

“TOMORROW IT WILL BE BIGGER”…

“Folks! Pay attention!
Our actions were victorious, but the movement has only begun!
We are part of a national struggle, of a global struggle!
And we won’t stop here. And so, it’s important that everyone come at 6pm,
to the Subway steps, to the bus station!
We will continue the movement because our struggle is much greater than this.
We will only stop when we put ONE MILLION, TWO MILLION, THREE MILLION…
TWENTY MILLION, HERE (Congress)…
To tell them, that it’s not right, what they do with our money.
With our health, with our education.
-TOMORROW IT WILL BE BIGGER”
*
Ouçam a voz do Brasil, numa convocação uníssona, representada pelo movimento que invadiu a cobertura do Congresso Nacional, na última segunda-feira. A força desse grito me representa !!!!!!!!! Esta convocação é para Brasília, mas todos estaremos de prontidão em algum lugar. A Luta é NOSSA! …
*
“Galera … Muita atenção!
O nosso Ato foi vitorioso, mas o movimento apenas começou.
Nós fazemos parte de uma Luta Nacional, de uma Luta Mundial!
Não podemos parar por aqui. Por isso, é importante que todo mundo que está aqui, esteja às seis horas de quinta-feira em frente à escadaria do metrô, na rodoviária. Vamos seguir o movimento porque a nossa luta é muito maior que isto !!!!!! Só vamos parar quando a gente colocar um milhão, dois milhões, três milhões, VINTE MILHÕES, AQUI, PRA FALAR PRA ELES, QUE NÃO ESTÁ CERTO, O QUE ELES FAZEM COM O NOSSO DINHEIRO, COM A NOSSA SAÚDE, COM A NOSSA EDUCAÇÃO !!!!!!”
-“AMANHÃ VAI SER MAIOR MAIOR” !!! …
*
https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=oqbPYG0yDuI

Ato nº5 (parte 2)

Um Ato nº5 muito diferente.

O Famoso “AI5 (Ato Institucional nº5)” de 13 de dezembro de 1968, tolheu a liberdade de expressão e reprimiu qualquer tipo de manifestação pública. Em tempos de ditadura, no regime Militar. 45 anos depois, vem um novo Ato nº5, pra mostrar que a rua é do povo, e que as palavras também.

Uma simbologia difícil de passar em branco! …

Eu e o Posto

Não sei porque eu tenho em minha vida histórico curioso com posto de gasolina.

Uma vez eu conheci um cara, num posto de estrada e casei com ele. Ah, o amor. Jovens são tão esquisitos!

Anos depois, passados carnavais e vendavais, revoluções e resoluções, resolvi dar uma de broto e parti numa viagem autoral, de “canudo e canequinha” por Minas Gerais, o que me acarretou longas quatro horas de espera, num posto de gasolina, por uma condução que me valesse o peso, da espera e da “muamba” que toda mulher gosta de carregar quando volta pra casa.

Haja quinquilharia!

Pois hoje, depois de truculenta noite de descaso, ao acaso me deparei com um posto de gasolina do tipo “salvador da Pátria”.

Literalmente.

Eu ali, no meio de uma multidão de meninos gritando palavras de ordem com muita energia, pulei a corrente de um posto e me deparei com dois policiais recostados em sentinela, dos quais me tornei um grupo, pra levar pedrada, se o caso fosse, pois o “alto-comando” deliberou à folga, o Choque.

-Pois que bem, seu guarda: hoje vai ter calma? Perguntei ao soldado de prontidão.

-A “ordem de cima” diz que sim, respondeu o “polícia”.

E assim se fez, que levei vinte minutos a catequisar os guardas – o senhor tem filhos? -Tenho sim, minha senhora.
Pois que sim, outra vez.

-Se alguma coisa acontecer, antes de bater nos meninos, pense nos seus filhos, porque eu tenho duas, que estão aí.
E partiu a passeata sem uma única ocorrência de violência até a Ponte Estaiada, Zona Oeste de São Paulo.

Ao chegar em casa eu pensei: o “Alto-Comando Lá de Cima” protegeu os meninos.

Pôxa vida, esqueci do caso que casei lá no começo. Mas me lembrei que o posto era “Ipiranga”, olha a foto aí…

Ô pátria amada, salve salve!…

Ipiranga

Ato nº5

A verdade é que o brasileiro está descobrindo que manifestar-se é melhor que carnaval.
Eu fiquei muito emocionada com a rapaziada e orgulhosa de minhas filhas. Uma delas estava atrasada, porque saiu tarde da faculdade.
Chegou a chorar por ter perdido a carona. Então eu entrei em ação.
Entrei no carro e falei pra ela tocar em frente. Fomos muito tranquilas até o Largo da Batata.
Chegando lá, ela se agrupou e eu fiquei um tempo alí, marcando presença na concentração.
Depois parti pra casa, mas quando estava chegando, vi a Hélio Pellegrino totalmente deserta, não resisti. Peguei o sentido Pinheiros e voltei.
Estacionei e fiquei esperando na Cidade Jardim. Quando chegaram, que eu pude ver a dimensão que o Ato tinha tomado.
O Brasil estava ali, diante dos meus olhos.

brasil

O depertar do Brasil 4 !!! …

Que o domingo seja traquilo para que a segunda venha com fé e coragem.

Saiamos às ruas para proteger esses meninos. Para mostrar ao mundo que somos pacíficos e civilizados. Que estamos no limite. Que quem instiga a desordem é o comando geral despreparado do Dr. Alkmin.

Que o Sr. Haddad só cumpre ordens do Sr. José Dirceu, o chefe da quadrilha, que está condenado em última instância por um Tribunal que não consegue fazer cumprir as leis.

Saiam às ruas, nem que seja em frente de casa, com as mãos dadas aos vizinhos, e que essa corrente de manifestação chegue até o largo da Batata.

Onde a repressão estará à espera das lideranças do movimento. Manifeste-se. Cada um a seu modo. Porque somos milhões e ninguém poderá nos segurar, nem prender, nem calar! …

Não espere que alguém grite por vc. Faça a sua parte! …

Manuel Castells analisa as manifestações em São Paulo

por Equipe Fronteiras … (via Jose Luiz Goldfarb)

Sociólogo espanhol, Manuel Castells esteve no Fronteiras do Pensamento 2013 para a conferência Redes de indignação e esperança, homônima à sua mais recente obra, a ser lançada no Brasil em setembro (editora Zahar). Em São Paulo, no preciso momento de sua fala no Teatro Geo (11/06), a Avenida Paulista era espaço de tensão entre a polícia militar e os manifestantes contra o aumento das passagens de ônibus. Questionado pelo público sobre o que estava acontecendo na cidade, Manuel Castells respondeu:

“Todos estes movimentos, como todos os movimentos sociais na história, são principalmente emocionais, não são pontualmente indicativos. Em São Paulo, não é sobre o transporte. Em algum momento, há um fato que traz à tona uma indignação maior. Por isso, meu livro se chama REDES de indignação e de esperança. O fato provoca a indignação e, então, ao sentirem a possibilidade de estarem juntos, ao sentirem que muitos que pensam o mesmo fora do quadro institucional, surge a esperança de fazer algo diferente. O quê? Não se sabe, mas seguramente não é o que está aí. Porque, fundamentalmente, os cidadãos do mundo não se sentem representados pelas instituições democráticas. Não é a velha história da democracia real, não. Eles são contra esta precisa prática democrática em que a classe política se apropria da representação, não presta contas em nenhum momento e justifica qualquer coisa em função dos interesses que servem ao Estado e à classe política, ou seja, os interesses econômicos, tecnológicos e culturais. Eles não respeitam os cidadãos. É esta a manifestação. É isso que os cidadãos sentem e pensam: que eles não são respeitados.

Então, quando há qualquer pretexto que possa unir uma reação coletiva, concentram-se todos os demais. É daí que surge a indicação de todos os motivos – o que cada pessoa sente a respeito da forma com que a sociedade em geral, sobretudo representada pelas instituições políticas, trata os cidadãos. Junto a isso, há algo a mais. Quando falo do espaço público, é o espaço em que se reúne o público, claro. Mas, atualmente, esse espaço é o físico, o urbano, e também o da internet, o ciberespaço. É a conjunção de ambos que cria o espaço autônomo. Porém, o espaço físico é extremamente importante, porque a capacidade do contato pessoal na grande metrópole está sendo negada constantemente. Há uma destituição sistemática do espaço público da cidade, que está sendo convertido em espaço comercial. Shopping centers não são espaços públicos, são espaços privados organizando a interação das pessoas em direção a funções comerciais e de consumo. Os cidadãos resistem a isso.

Veja que interessante é o caso da Praça Taksim e do Parque Gezi, em Istambul. Há meses, eles estão protestando contra a destruição do último parque no centro histórico da cidade, onde seria construído um shopping center, um complexo dedicado aos turistas, que nega aos jovens o espaço que poderiam ter para se relacionar com a natureza, para se reunir, para existir como cidadãos. Portanto, é a negação do direito básico à cidade. O direito, como disse Henri Lefebvre, de se reunir e ocupar um espaço sem ter que pagar, sem ter que consumir ou pedir permissão a autoridades. Por isso, tenta-se ultrapassar a lógica da liberdade na internet à liberdade no espaço urbano.

Eu não posso opinar diretamente sobre os movimentos que estão acontecendo neste momento aqui em São Paulo, mas há algumas características de tentar manifestar que a cidade é dos cidadãos. E este é o elemento fundamental em todas as manifestações que eu observei no mundo.

O que muda atualmente é que os cidadãos têm um instrumento próprio de informação, auto-organização e automobilização que não existia. Antes, se estavam descontentes, a única coisa que podiam fazer era ir diretamente para uma manifestação de massa organizada por partidos e sindicatos, que logo negociavam em nome das pessoas. Mas, agora, a capacidade de auto-organização é espontânea. Isso é novo e isso são as redes sociais. E o virtual sempre acaba no espaço público. Essa é a novidade. Sem depender das organizações, a sociedade tem a capacidade de se organizar, debater e intervir no espaço público.”

O despertar do Brasil 3 !!! …

São Paulo, a maior cidade da América Latina, está borbulhando.

Quanto maior a pressão, maior o risco da panela explodir. Somos quase 12 milhões de habitantes.

Trabalhadores que seguram o “Brasilzão” nos ombros, como as formigas, na fábula da cigarra. Uma pequena minoria, de garotos ainda, deu início à rebelião.
E estão pondo as nossas caras pra bater, mas é a deles que sangra, enquanto ficamos sentados no sofá, esperando os jogos da Copa das Confederações.

E é assim, vendo a violência dos cassetetes pela tv, é que esperamos que alguém faça baixar o preço das passagens do “pau-de-arara” que nos carrega ao ofício onde todos os dias, cada vez mais arraigados aos carnês de prestações, nos esprememos pra manter o ganha pão.

E assim vai o Brasil.

O preço da passagem subiu menos que a inflação, desculpa-se o “governador”.

Mas é a inflação que está saindo do controle, não a população. É o descontrole da política, o nepotismo, a corrupção, o descaso com as reformas, com a educação e a saúde é que está na mira desta explosão.

O povo ainda não se manifestou.

Mas a verdadeira explosão se fará quando fecharmos as nossas portas e apagarmos as nossas luzes, parar, em vez de marchar. Essa será a grande virada.

A cidade tem que parar. Vamos dormir tranquilos, ninguém nas ruas, num toque surdo de silêncio.
Nenhum centavo na corrente sanguínea da cidade.

E o povo então se fará presente. São Paulo tem que parar. E o Brasil ouvirá as suas súplicas.

É isso! …

O despertar do Brasil !!! …

O Brasil está acordando.

Infelizmente, há de haver violência. A briga é política. Quem paga?…

Estudantes, jornalistas, ativistas, trabalhadores… mas temos sangue latino correndo nas veias.

A cada confronto está embutido o “fora Renan”, o “fora Feliciano”, o “queremos Dirceu e sua quadrilha na cadeia”, o “queremos de volta nossa democracia”, o “queremos a autonomia dos poderes”, a “justiça”, o “não à impunidade”.
Nós queremos nosso Brasil de volta.

Chega de tapar os olhos com Copa do Mundo, essa foi a estratégia usada em 1970, por um regime assassino, do qual não temos saudade. Eu quero poder seguir a minha vida, com meus filhos e netos, “caminhando e cantando e seguindo a canção!” …

O Brasil precisa de diálogo. De voz, e se preciso for… de GRITO! ….

Ninguém está brigando pelo aumento das passagens, o buraco está bem mais embaixo.
Queremos viver com dignidade, pois nós somos os brasileiros.

A Pátria é nossa!

Thrive … the world is waking up!

Pra prestar muita atenção. Rever os valores. Conceitos. Rever atitudes. Pensar. Agir! … Mudar

Fumei mas não traguei

Não estou aqui para generalizar, nem para acusar ninguém; não detenho a verdade, apenas faço prevalecer uma opinião pessoal, fazendo-me valer do direito à liberdade de expressão, a favor da descriminalização da maconha e visando a educação de modo que pelo menos se tente diminuir o comércio ilegal de drogas. Se você acha que não tem como ajudar, converse com seu vizinho …

Como já dizia Bill Clinton… também juro, pelo Deus das Santas Contravenções. O que não vem ao caso, ao menos por minha pobre insignificância.
Mas foi hoje, ou no máximo ontem que retuitei (para quem não sabe, copiar e colar o link de um artigo cujo conteúdo você ratifica no twitter – se ainda assim não entendeu o mais indicado é que se atualize um pouquinho mais na web) … um artigo em que se dizia terem os especialistas médicos da UNIFESP chegado ao final de um estudo em que comprovavam que a “maconha emburrece” !!!
Ora ora … achei polêmica a conclusão.
O artigo dizia respeito ao comprometimento intelectual nos indivíduos usuários da droga e, se bem me lembro, de uma provável perda de memória decorrente desse uso.
Ora ora 2 … Atirando meus “achismos” na ciranda, confesso que sem ser especialista no assunto, não vi novidade alguma no que li; em mim, não gerou uma única ponta de surpresa mas, refletindo e ponderando sobre esses anos todos desde que nasci, no finalzinho da década de 1950, os glamurosos e extrovertidos anos 1960 … os 1970, 1980 e 1990 … e diante da necessidade política em se estabelecer esse raciocínio católico em torno do assunto … pensei:
Achismo nº1 – Podem os médicos que trabalham nessas pesquisas e que não nasceram ontem nem hoje, não serem tão leigos no assunto quanto querem parecer, não é?
Achismo nº2 – Estudantes de medicina não são tão tolinhos enquanto estão na universidade, são?
Achismo nº3 – A grande maioria dos grandes intelectuais não precisa ou não quer ter boa memória, não é?
Achismo nº4 – Adolescentes não devem fumar maconha jamais e para isso devem receber educação adequada em casa e na escola, certo? Nem que para isso tenham os pais que serem educados também, ok?
Achismo nº5 – Minha mãe dizia para eu ter cuidado com o pipoqueiro da frente da escola, e a sua também, lembra-se?
Achismo nº6 – Nada que a mãe da gente fala tem muita importância numa determinada idade, só nos damos conta disso quando estamos enrascados com a educação dos nossos filhos, não é mesmo?
Achismo nº7 – Há uma necessidade grande em desmitificar o uso de determinadas drogas como também ficar muito atento ao consumo de bebida alcoólica entre adolescentes cada vez mais jovens porque isso os leva, com toda certeza a querer experimentar drogas mais pesadas, tô errada?
Achismo nº8 – É através do exemplo dos pais que a grande maioria dos adolescentes se inicia no consumo de drogas lícitas (principalmente) e ilícitas, não é? E a grande parte dos pais e mães sabem que um “tapinha” não dói, né não?
Achismo nº9 – Precisamos valorizar a pessoa do professor, ando achando que ele anda com a auto-estima um pouquinho baixa, pode ser?
Achismo nº10 – Não estou aqui para fazer apologia à droga nenhuma, sou mãe, não sou idiota quanto ao consumo de drogas e não posso admitir esse modo quase analfabeto com que a medicina trata um assunto terrível, de saúde pública como é o consumo de drogas que está há muito fora do controle das autoridades, e é assim que estamos vivendo no Brasil. Estou me colocando civicamente do lado oposto ao da hipocrisia com que o assunto é abordado por profissionais de saúde na mídia, como se todos estivéssemos intelectualmente danificados.
Chamar dependentes químicos de burros eu “acho” não ser o melhor caminho.
O tradicional “maconheiro” dos anos 60 já virou médico, engenheiro, arquiteto, músico, jornalista, presidente da república dos Estados Unidos da América. Talvez traficante, bandido ou deputado.
E “nóis” aqui, com essa conversinha mole, nefasta e politicamente impraticável, que jamais acabará com o problema do tráfico de drogas que está matando “os meninos” às vistas da polícia e da sociedade “mediocremente de olhos fechados” para a sarjeta da dita, maldita e malvista “cracolândia” …

Rogai por nós !!! … Fumei, mas não traguei …

Pelas produções brasileiras de audiovisual e cinema …

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoListaSignatarios.aspx?pi=PLC116

Bora lá, rapaziada !!! … Vamos divulgar essa parada. E assinar … Nossos produtores, nossos artistas, nossos músicos, nossos técnicos … nossas famílias estão dependendo disso pra ter uma vida mais digna. O Brasil precisa dar valor para a própria cultura… para a própria produção artística. E isso depende também de VOCÊ !!! Vamos tirar a bunda da cadeira e nos juntarmos nessa briga por melhores condições de divulgação e veiculação de nosso cinema. #culturabrasil Salve salve !!! …

O caso de meu querido Lucas

O menino Lucas em dia de Graças por sua recuperação. Já está indo para a escola sem problemas de adaptação. Deus é grande !!! …

Não encontro palavras para agradecer tanto carinho!
Posso dizer: Deus existe, e somos prova da sua existência!
LUCAS está vivo!!!
Depois de enfrentar uma luta travada naquele hospital,
vejo a recompensa diante dos meus olhos, meu filho.

Sula ( sulandejesousa@hotmail.com )

É isso … Lucas sobreviveu e está sorrindo ao lado do amor de sua família. Agradeço a Deus, porque Lucas é um milagre !!!

Sandra.
………………………………………………
Urgente: um pedido de socorro …

Lucas, filho de minha querida Sulinha, assistente doméstica em minha casa durante anos no Rio de Janeiro, sofreu um grave acidente de moto junto com o pai, em Recife, onde a família reside atualmente, e perdeu as duas perninhas. Está se recuperando do coma induzido.

Lucas, deve estar hoje com 10 aninhos. Menino esperto, super ativo, Lucas caiu. Seu pai teve fratura exposta e está se recuperando com muitos ferros atravessados nas pernas, não poderá trabalhar … não sabemos por quanto tempo.

Minha querida Sula precisa de ajuda. Quero ajudar Lucas em sua reabilitação mas não sei por onde começar. Preciso de pernas mecânicas, estou desesperada.

Preciso ajudar Lucas … me ajudem !!!

05/08/2010

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Agradeço desde já

Quero agradecer desde já todas essas manifestações de carinho e solidariedade em relação ao meu apelo de socorro ao querido menino Lucas.

Ele está internado na UTI do Hospital da Restauração, em Recife, e seu estado é muito grave. Estou correndo atrás de reabilitação para não perder um segundinho deste tempo tão precioso neste momento.

Mas Lucas ainda corre risco de vida. Sula, minha querida quase filha, não está pedindo ajuda em dinheiro e sim em orações.

Agradeço a todos … do fundo do meu coração !!! Que Deus abençoe …
10/08/2010

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Notícias de meu querido Lucas

Queridos amigos:

Agradeço mais uma vez o carinho e a solidariedade de todos e aproveito a oportunidade para informar que o estado de saúde do menino Lucas é muitíssimo grave, ele ainda está sendo mantido em coma induzido e respirando por aparelhos, após acidente de moto sofrido junto com o pai, no final do mês de julho, mas vem respondendo, só Deus sabe como, com muita força ao tratamento aplicado no Hospital da Restauração, na cidade do Recife.
Lucas está com 9 anos e perdeu as duas perninhas na altura superior do fêmur e trava uma luta pela vida há quase um mês.

Minha querida Sula, mãe de Lucas, agradece a todos pelas orações. Estamos rezando muito por sua recuperação para podermos dar início ao processo de reabilitação. Que Deus nos permita ajudar Lucas.

Abraço a todos …

21/08/2010

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Notícias de meu querido Lucas 2

Ontem recebi uma ligação de minha querida Sula. Finalmente Lucas está respirando sozinho. Não corre mais risco de vida.

Ninguém pensa, em seu dia-a-dia, que um dia precisará rezar para seu filho respirar…

Com seus 28 anos de vida, Sula tem um “Deus” dentro de si que nos faz acreditar no “Ser Supremo” … nos faz acreditar fielmente que “tudo podemos Naquele que nos fortalece” !!!

E ela, como ninguém, pode tudo. Deus a está fortalecendo incrivelmente como num milagre.

Seu filho sofreu um acidente de moto com o pai e foi atropelado na sequência … perdeu as duas perninhas. Ele tem apenas 9 anos.

A família não parou pra pensar que precisaram fechar a lanchonete de onde tiravam o sustento.

Ainda não pensaram que o marido, também bastante machucado no acidente, está sem poder trabalhar.

Só conseguem pensar na recuperação de Lucas que está internado na UTI do Hospital da Restauração, na cidade do Recife.

*

Sula trabalhou em minha casa desde a primeira semana quando chegou ao Rio de Janeiro, e foi morar no “Alemão”, com o marido e seus dois filhos ainda bem pequenos.

Cuidou de minha família com maestria …

Passei anos tentando convencê-la de que ali não era um bom lugar para criar os filhos.
O tráfico de drogas sempre dominou o local.

Às vezes, não podia sair para o trabalho por causa de “trocas-de-tiros”. Meu medo eram as “balas perdidas”.

Nós tínhamos um sonho em comum: Que voltasse à escola para terminar o último ano do ensino médio e que, junto ao marido, pudesse ingressar na Universidade.

*

Em julho do ano passado Sula veio me visitar, na Praia da Macumba, feliz da vida porque finalmente voltariam pro Recife para viver perto da família. Ela e o marido já haviam comprado casa, estavam estabelecidos e felizes.

Chegaram em Pernambuco, montaram uma lanchonete e matricularam os filhos em escola particular. Lucas estava feliz porque “a escola era cheia de livros” …

Um ano depois, o menino está deixando o coma, respirando sem aparelhos, depois de ter tido uma parada cardíaca de 16 minutos, ao dar entrada no hospital há 50 dias.

Ele dá sinais de que não terá sequelas neurológicas e de que é, sem dúvida, o menino mais forte e corajoso de que eu já tive notícias.

Minha Sula também. A mulher que fala com Deus !!!

Agora, partimos para a segunda etapa. Ainda não é hora das pernas mecânicas mas preciso de uma cadeira de rodas que seja exatamente adaptada ao tamanho do menino.

Gostaria de saber onde encontrar e como fazer para que tenhamos uma reabilitação de “excelência” … Lucas já está ciente do tamanho do problema e toma anti-depressivos.

* * *

Ajudem a ajudar!

Agradeço desde já … Que o Deus da Sula abençoe a todos, porque Ele é O mais Poderoso !!!

Minha Sula merece … e o seu Lucas, também.

Grande abraço.

05/09/2010

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O caso do menino Lucas 3 …

Queria trocar uma idéia sobre o caso do menino Lucas.

Ele está se recuperando super bem e os pais entrarão com pedido de cadeira de rodas pela AACD do Recife, na próxima segunda-feira, por indicação do Hospital da Restauração da cidade do Recife …

Mas parece haver uma burocracia que poderá causar certa demora.

A médica que cuida do caso informou que se a AACD não tiver recursos para reabilitá-lo, ele será encaminhado para o Sarah de Brasília, mas que esse processo deverá levar mais de um ano, para que Lucas esteja pronto para receber as próteses.

“O que precisamos para agora é a cadeira”, diz Sula.

Vamos precisar tentar agilizar o processo na AACD, para que a demora não traga transtornos psicológicos ao menino.

Ele deverá deixar o hospital em 15 dias, não podemos permitir que chegue em casa sem se locomover …

Se souberem de algo que eu possa fazer pra agilizar o processo, agradeço desde já a atenção …

01/10/2010

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Meu querido Lucas 4

Sob o mais fervoroso amor, aquele, incondicional, é que estou aqui pra dizer que Lucas e Sula venceram.

O menino está em casa, aguardando uma nova cirurgia plática para recuperção da pele, mas está bem, emocionalmente estável, sem sequelas neurológicas apesar de seus 16 minutos em parada cardio-respiratória e quase dois meses em coma induzido.

Lucas sofreu acidente de moto com o pai, no final do mês de julho, no Recife e está sendo preparado para reabilitação na AACD, meu desejo é que Deus os guarde e continue a iluminar seus caminhos !!!

Para minha querida filha Sula, que tanto me apoiou e socorreu em meus momentos difícieis, eu dedico esse amor … meu coração para sempre !!!

27/10/2010

Pobres e geniais músicos brasileiros …

Carta a um estudioso leitor:

Sou jornalista e tento espalhar o que julgo ser o lado bom daquilo em que acredito. Tento ser atuante. Estou tentando aproveitar os espaços disponíveis na internet para divulgar o que endendo por ética, por dignidade, por integridade, que são coisas que estão sendo deixadas de lado na formação do cidadão, nos dias de hoje.

Por isso não consigo me manter calada quando vejo haver falta de transparência na atitude de pessoas que detenham algum tipo de poder.

E, por questões éticas também, é que não posso expor pessoas de minha convivência e que dependem , de alguma forma, das instituições em questão. Não posso entrar em detalhes por não ter conhecimento sobre dados estatísticos e datas. Seria irresponsabilidade falar em números. Para isso, sugiro que vc tente um contato com o pessoal do @sindimusi, por exemplo, pois estão atuando em Brasília para tentar a regulamentação para a profissão.

O que eu posso te dizer é que a OMB nunca foi um órgão muito sério. Desde 1964 até há bem pouco tempo a Ordem teve um único presidente que sempre foi tido como um ditador. Ele sempre conseguiu se reeleger por caminhos obscuros, pois na profissão de músico, existem várias e distintas modalidades que não interagem entre si, o que facilita a ação de oportunistas e aproveitadores.

Então, o que é bom para os músicos que tocam na noite, não é bom para os que gravam em estúdios ou tocam com artistas ou são instrumentistas, populares ou eruditos. E foi se aproveitando da vulnerabilidade de músicos da noite, que por muitos anos foram os mais mal remunerados de todas as outras, que o Sr. Wilson Sândoli conseguiu a proesa de ser reeleito por décadas em eleições as quais quase ninguém sequer ficava sabendo.

Existe sim uma obrigatoriedade de apresentação da carteira da Ordem para quase todas as atividades exercidas por músicos, no Brasil e até nos vistos de trabalho para quem vai tocar no Exterior. Mas os músicos estão ao Deus-dará. Não têm seus direitos sequer regulamentados, quiçá respeitados.

Não sei quanto a fiscalização, mas sei que para assinar quaisquer contratos de trabalho os músicos precisam apresentar a numeração da carteira da Ordem e comprovação de quitação de suas taxas. Pode até ser que seja oferecido algum “benefício”, mas com certeza, não atendem às reais necessidades de seus beneficiários.

Sou casada com um músico há 30 anos. Posso afirmar por mim, não por ele, que nesses 30 anos, minha família nunca se beneficiou de um centavo que fosse, oferecido por qualquer instituição voltada para a profissão.

É por isso que estou começando a me engajar nos movimentos da SindiMusi, organização que eu nem conheço muito bem, mas que eu acredito possa trazer um caminho mais civilizado para as questões trabalhistas dos músicos no Brasil.

Há países em que isso funciona muito bem. Nos EUA, por exemplo, existe um sindicato forte protegendo os interesses desta classe, que não parece, mas que é sim uma classe trabalhadora, de pais de família que pagam impostos, escolas, alimentação e vestiários para seus filhos, como qualquer outro trabalhador deste país, e ainda representam muitíssimo bem o nome do Brasil internacionalmente, através da arte e da cultura.

Espero ter ajudado um pouco para sua TCC e para que haja certo esclarecimento sobre o que vem a ser uma das profissões mais cobiçadas e mais mal remuneradas e assistidas neste país.

Tudo o que falo aqui, falo por mim e por minha experiência de vida, eximindo qualquer responsabilidade a quem quer que seja.

Sandra Barbosa de Oliveira

Me visitem na cadeia! João Ubaldo Ribeiro

Publicado em “O Globo”, a 02 de abril de 2006, se mantém absolutamente atual e oportuno …

Passei uns dias fora, sem ler jornais ou ver televisão. Deve ter sido esse afastamento fugaz das notícias a razão por que, ao voltar ao convívio delas, tomei um susto. Bastaram esses dias para minha perspectiva se apurar, por assim dizer, e eu sentir em cheio a assombrosa desvergonha a que chegaram o Brasil e suas instituições. Com perdão da má pergunta, que país é este, meu Deus do céu? Resolvi tomar a liberdade de dizer o que me parece no momento, sem eufemismos ou ressalvazinhas bestas, embora, é claro, me arrisque bastante. Posso ter meu sigilo bancário aberto – o que certamente provocaria frouxos de riso nos bisbilhoteiros -, assim como qualquer outro sigilo, pois o governo demonstrou que não merece confiança e é destituído de escrúpulos. Portanto, nenhum dos nossos dados a que é garantida confidencialidade está seguro. Ou de repente escarafuncham meu passado e descobrem um contemporâneo capaz de jurar que eu colei numa prova de latim do ginásio e portanto passei fraudulentamente, o que será considerado crime hediondo por algum tribunal desses do Executivo, que por aí abundam. Finalmente, como não empregarei eufemismos, não é impossível que me acusem de calúnia, difamação ou injúria e eu venha a ser condenado pelo que se considerará um ou mais desses crimes, apesar de que, no meu parecer, se trataria de delito de opinião, figura que não existe, mas que pode perfeitamente ser posta em prática, sob nomes artísticos que lhe emprestem a aparência de legitimidade.

Começo, não sem certo enfado, a dizer o que penso do Executivo, na figura do nosso presidente. Sua conduta me tem transmitido a impressão de que ele é enganador, cara-de-pau, evasivo, fanfarrão, oportunista, ardiloso, demagogo e cínico o suficiente para encarar com desplante todo mundo saber que ele é candidato, mas se aproveita de brechas na lei para fazer campanha à custa do erário e não raro enganosamente. Acho que só é de fato sincero quando se apresenta como o melhor presidente que “este país” já teve, pois o movem as certezas absolutas que a ignorância costuma suscitar. O povo é engabelado por cestas e bolsas mil, enquanto as reformas que efetivamente o redimiriam não vêm e tudo indica que não virão. Tampouco tenho – admito que muito subjetivamente – boa impressão do caráter de Sua Excelência e da sua propalada fidelidade aos amigos, diante da gana de grudar no poder.

Estendo-me, com igual ou maior enfado, ao Congresso e em particular à Câmara. Fazendo as exceções que com certeza são em menor número do que a gente esperançosamente pensa, na minha opinião o Congresso abriga elevada população de faltos de hombridade, larápios, carreiristas, mentirosos, venais, descarados, aproveitadores e membros da futura escola de samba Unidos do Deboche, tal a desfaçatez com que perderam o senso dos limites e da compostura e acham que podem fazer qualquer coisa, inclusive transformar a Câmara em gafieira. Cobertos de privilégios incogitáveis em qualquer país civilizado, os deputados quase não trabalham, trocam de partido em busca de vantagens pessoais e agora só faltam dizer-nos que comamos brioche ou que os incomodados se mudem. Continuarão a desrespeitar e aviltar o pouco que nos deixaram de dignidade e a protagonizar o que poderia ser chamado de chanchada ou ópera-bufa, se isto não insultasse essas duas categorias artísticas.

Minha opinião sobre o Judiciário é que o número de juízes desidiosos ou venais é imenso, o povo não tem confiança na Justiça e ela própria muitas vezes parece não alimentar respeito por si mesma. Não consigo imaginar um juiz da Suprema Corte americana, que inspirou a criação do nosso Supremo Tribunal Federal, distribuindo entrevistinhas a torto e a direito. Tenho certeza de que estaria ameaçado de impeachment o magistrado da Suprema Corte que fosse cumprimentar um advogado de defesa que ganhou uma causa na qual esse mesmo juiz atuou. A Suprema Corte é sagrada, como devia ser o nosso Supremo. Mas, ainda na minha modesta opinião, o Supremo se tem abastardado em inúmeras ocasiões e nunca sua imagem foi tão vulgar e deslustrada.

O que eu penso do nosso sistema político é que falta um bom nome para designá-lo, pois democracia é que não é. Tentando assim de orelhada, ocorrem-me cacocracia, cleptocracia, hipocritocracia ou, melhor ainda, pornocracia, pois é muito menos pornográfico um travesti se exibindo na Avenida Atlântica, para faturar um dinheirinho com os pais de família inatacáveis que constituem a parte mor de sua clientela, do que um vendilhão da pátria, um traficante de votos, um deslumbrado pelo poder, um criminoso disfarçado sob alegações grotescamente entortadas. E penso que nosso país é hoje moralmente flácido e desorientado. Não é incomum que o cidadão não consiga agir corretamente porque o sistema é tão corrompido que não aceita a integridade, ela nos é cada vez mais uma estranha. A corrupção está em toda parte, da gasolina adulterada ao peso roubado nos produtos embalados, aos remédios falsificados, aos atestados forjados, às instituições de caridade trapaceiras e a tudo mais que nos rodeia, onde sempre suspeitamos da existência de uma mutreta, pois a mutreta é o nosso modus operandi trivial.

Havendo assim expressado com franqueza minhas opiniões, no que julgo ser o exercício de um direito que, mais que constitucional, é direito humano basilar (sou jusnaturalista da velha guarda, colegas bacharéis), estou disposto a enfrentar as conseqüências a porventura advirem do que acabo de escrever. Se me processarem e prenderem, espero que o dr. Fernando Henrique, que processado já está sendo, também acabe preso. Achei meu diploma em Itaparica e tenho a mesma famosa prerrogativa de cárcere especial. Mas receio que, numa insólita confluência de posições, ambos peçamos celas separadas.

João Ubaldo Ribeiro

Por que questionar a candidatura Dilma?

Eu não entendo o porquê da indicação do nome de Dilma pelo PT, diante da falta de experiência e preparo na área político-administrativa. Se reclamam da falta de carisma do Serra, o que dizer do carisma de Dilma? E ainda… nós não estamos precisando de autoritarismo, repressão e de nenhuma forma de censura, que tanto o presidente Lula como Dilma e o poderoso Sr. José Dirceu conhecem muito bem e que parecem não ter escrúpulos quanto à sua aplicação. Ninguém precisa de um Hugo Chaves por aqui. Sofremos muito com a ditaduta militar de extrema direita no passado e ninguém quer saber de regimes autoritários. Ditadura é ditadura. Seja na China, em Cuba, no Oriente Médio, na Argentina, no Chile ou em toda a América Latina. Não estamos precisando enaltecer regimes extremistas falidos como o de Fidel, não precisamos de caricaturas políticas. Precisamos de um socialismo liberal que nos garanta as liberdades individuais e de um estadista com competência e experiência em administração pública, que mantenha uma equipe técnica também competente, para dar prosseguimento ao excelente trabalho iniciado por Fernando Henrique Cardoso, ao qual foi dado continuidade satisfatória no governo Lula e que deve seguir adiante no próximo governo para que o país cresça e se desenvolva, concentrando as atenções de forma imediata e definitiva prioritariamente às carências nos setores da saúde e da educação, assuntos que precisam ser solucionados respeitando preceitos de excelência , não para garantir demonstrações estatísticas infames (pelos infames “IBOPES”), mas para garantir urgentes demonstrações dos índices internacionais da ONU. Dilma NÃO!

Porque eu falo tanto…

De repente me deu saudade de um tempo. Um tempo em que as militâncias sabiam pra quê e pra quem militavam. Porque sentiam na carne a dor de seus acertos e de seus erros.

Eu era ainda muito jovem e não posso afirmar que entendia bem o que se passava. Só sei que aos poucos fui entendendo a necessidade da minha participação. Mínima que fosse. E foi assim que tomei coragem pra falar das coisas que eu penso, pra enfrentar preconceitos e a mediocridade que a sociedade me impunha e à sua numerosa minoria. Pois é… apesar dos meus olhos azuis!

Aprendi que ter coragem é invadir espaços, insuflá-los para torná-los mais cheios de ar, para que todos possam respirar. Porque o ar é igual pra todos. Aprendi a arregaçar as mangas… a me fazer entender.

E foi bem assim, parando pra ouvir, pra prestar atenção à minha volta, pra me indignar, que eu consegui desconstruir estigmas e construir dentro de mim, o que há de mais valioso, um ser humano. Hoje eu sou uma pessoa!

…” e se eu soltar a minha voz pôr favor entenda…

… Estudava em Campinas, já havia entre os estudantes um sério movimento pela anistia. Era 1979 e eu estava apenas no cursinho. Mas nos círculos universitários fervilhava ainda aquela indignação guardada desde o final dos anos 1960. Com o AI-5 em 68, o silêncio foi instituído como língua oficial.
Já havia 10 anos desse silêncio profundo.

O que era difícil, pra nós que éramos filhos da ditadura, era que havíamos sido criados por ela. As melhores escolas eram as públicas; e eram elas que, ao mesmo tempo em que nos davam um ensino da melhor qualidade, envenenavam nossas cabeças. E cobriam nossos olhos.

Porém, pouco a pouco, eles não conseguiam mais esconder o tamanho das atrocidades que cometiam. E as listas dos estudantes desaparecidos iam circulando pelas universidades. Em plena ditadura, estudantes se concentravam bem de manhãzinha sob o pretexto de shows como os do Gonzaguinha.
Era ele quem lia os manifestos e as listas de desaparecidos. Presenciei mais de uma vez esses tais encontros.

Depois parti para uma nova fase. Fui estudar jornalismo em São Paulo. As escolas de jornalismo estavam retomando fôlego. A imprensa dita “marrom” perseguida, todo dia uma banca de jornal era incendiada. Os movimentos clandestinos continuavam atuantes mas quem ia perdendo fôlego eram eles, os opressores.
A anistia estava para transbordar e com ela surgiram novas lideranças… entre eles o professor Fernando Henrique.

Lula, Menegueli e alguns outros, num PT embrionário sempre presentes nos congressos estudantis, e até mesmo dentro das salas de aulas, também, bem cedinho… falavam de liberdade… de luta… de abertura política… de anistia… de direitos humanos.

A partir daí, me concentrei na necessidade de apoiar um novo partido, de contribuir, o mínimo que fosse, para o crescimento dessa fé popular. De uma salvação que só poderia vir de baixo. E eu acreditei no PT.

Agora, eles estão lá… e sinto novamente aquela necessidade de começar a apoiar alguém que venha de baixo. Eu sei que meu apoio vale muito pouco… vale apenas um, mas que somado aos brasileiros que pensam como eu, pode vir a se tornar milhões.

Deixo aqui minha sincera e muito particular opinião, de que nadinha adiantará esse fanatismo partidário que estamos assistindo às vésperas da talvez mais importante de todas as eleições presidenciais já realizadas no Brasil. Se o foco não estiver em estabelecer compromissos com as necessidades do país, vai tudo por água abaixo!

Sem trocadilhos, vamos pensar a respeito. Não podemos por tudo a perder!

Eu ainda acredito!

O que o PT quer de Dilma (Editorial – por Ricardo Noblat)

Deu em O Estado de S.Paulo
6.2.2010 10h10m

A versão preliminar do projeto do PT para um eventual governo Dilma Rousseff, a ser aprovado no 4º Congresso Nacional do partido, logo depois do carnaval, quando a ministra será sagrada herdeira do presidente Lula, é uma espécie de PAC político.

Junta alguns dos objetivos clássicos do petismo – a começar da expansão da presença do Estado na economia – com a preocupação de privilegiar a ideologia como força motriz da “grande transformação” que dá título ao documento.

Dilma, encarnando o pós-Lula, seria uma presidente mais ortodoxa do que o seu patrono – uma posição que não lhe seria difícil assumir, a julgar por sua formação, trajetória e personalidade.

“O programa é mais à esquerda do presidente Lula, mas não é mais esquerdista”, diz o deputado Ricardo Berzoini, presidente do PT. “Isso significa que poderemos cumprir agora os objetivos sociais mais ambiciosos, porque as grandes questões macroeconômicas, como a dívida interna, ou foram solucionadas ou estão equacionadas.”

Se o plano fosse além das generalidades seria mais fácil avaliar se esses objetivos são compatíveis com os fundamentos macroeconômicos mantidos por Lula ou, se não forem, de que lado arrebentará a corda.

De qualquer forma, o espírito do novo “projeto nacional de desenvolvimento” não é menos triunfalista do que a retórica do presidente – que só irá se intensificar para converter a sua popularidade em sufrágios para a candidata que pinçou, à falta de alternativas.

“O Brasil deixou de ser o país do futuro”, proclama a carta de intenções petista, divulgada por este jornal. “O futuro chegou.” Fortalecido por uma “burocracia de alta qualidade”, o Estado dirigista teria condições de capitanear um ciclo presumivelmente duradouro de crescimento acelerado, com investimentos públicos pesados e gastos sociais robustos.

“A elevação das taxas de crescimento deverá marcar o governo Dilma”, prevê o partido, com “mais empregos, renda e bem-estar social”. Em consequência, “programas de transferência de renda, como o Bolsa-Família, perderão a importância que têm”, ousa o documento, talvez numa tentativa de responder às críticas da oposição segundo as quais esses programas não preveem portas de saída.

O PT não está preocupado em explicar como ocorrerá “a grande transformação” ou de onde virão os recursos para ter um SUS de qualidade e expandir o orçamento da educação, como propõe o texto.

Basta-lhe afirmar que, sob Dilma, o Brasil terá tudo isso e o céu também. Não se equivocará quem encontrar nesse palavreado ecos do “ninguém segura este país” da ditadura militar.

Como o papel aceita tudo, o programa promete ainda “melhor condição de vida nas grandes cidades” – nome de um dos seus 13 “eixos” -, com mais linhas de metrô, veículos leves sobre trilhos e corredores de ônibus. Pelo visto, Dilma seria presidente, governadora e prefeita.

Mas a invasão retórica das atribuições dos poderes estaduais e municipais tem endereço certo. O PT precisa dos votos da nova classe média.

Nos anos Lula, 31 milhões de brasileiros mudaram de estrato social. Nem por isso se alinharão automaticamente nas urnas com a protegida dele.

Fiel da balança da sucessão, são de longe mais conservadores do que os petistas históricos – e julgam os políticos por suas ações.

Prudentemente, o plano para Dilma deixa implícito que a política fiscal e monetária não passará por nenhuma grande transformação.

Em princípio, portanto, a candidata ficará dispensada de assinar uma nova versão da Carta aos Brasileiros, de junho de 2002. Com ela, o candidato Lula tratou de exorcizar os receios de que, se eleito, poderia “mudar tudo isso que está aí”, como o PT prometia. A plataforma do partido até então vigente, a Carta de Olinda, de dezembro de 2001, falava explicitamente em “ruptura”.

Hoje, esse esquerdismo, como diria o presidente petista Berzoini, se tornou anacrônico. Lula não só o renegou na campanha que o levou pela primeira vez ao Planalto, como ignorou as pressões do partido, no início do seu governo, pela mudança da política econômica executada pelo então ministro da Fazenda, Antonio Palocci.

Mas, na eventualidade de o partido vir a carregar nas tintas, ao ir além dos enunciados genéricos do que quer de Dilma, é de perguntar se ela teria a autoridade de Lula para contrariar os companheiros – se discordasse deles.

Ricardo Noblat

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/02/06/o-que-pt-quer-de-dilma-editorial-264127.as

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“Mais empregos, renda e bem-estar social” é o sonho de qualquer cidadão. Porém, foi com esse discurso que a ditadura militar deixou o país à deriva.
Queremos sim mais empregos, melhor distribuição de renda (…fora das cuecas) e o tão desejado bem-estar social… mas isso não pode se estabelecer a qualquer custo. Precisamos de gerenciamento responsável. Essa de que o futuro é hoje tem que causar desconforto. O futuro é amanhã, e se fizermos mal uso do cartão de crédito, sabemos bem o que acontece!

Sobre o milho do Nassif

Os vendedores de milho da Paulista

Acabou minha farra gastronômica na Paulista. Sempre fui milheiro militante, isto é, comedor de milho verde. Já cheguei ao cúmulo de, indo a um restaurante, encontrar um carrinho de milho na porta, comprar uma espiga e pedir um prato para comê-la antes da escolher o prato principal.

Pois a brava Guarda Municipal de São Paulo incluiu os carrinhos de milho nas suas prioridades. Não bastasse o grande tirocínio de considerar que as bancas de revista do centro são refúgios de criminosos, agora resolveu relacionar os carrinhos de milho com os vendedores de produtos pirateados.

Rondam, então, a região. Não encontrando ambulantes que vendem CDs piratas, investem contra os carrinhos, que descem em desabalada carreira Rua Augustua abaixo. Se detidos, perdem carrinhos e milho verde.

Só falta, agora, investirem contra o vendedor de amendoim doce que faz ponto no Conjunto Nacional.

Luis Nassif

27/01/2010 – 18:22

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/01/27/os-vendedores-de-milho-da-paulista/comment-page-1/#comment-930715

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… Pois sim amigos, só pra concluir a discussão que se travou lá no Blog do Nassif.

“De nada adianda essa discussãozinha chula entre paulistas e cariocas porque só quem vive nas duas cidades pra saber o quanto as duas são maravilhosas e quais os riscos que as duas estão causando à integridade de seus moradores e visitantes. O Rio de Janeiro realmente acertou o pé quando elegeu uma dupla de administradores visivelmente preocupados com a cidade. O choque de ordem está mostrando ao povo Carioca que leis existem para serem cumpridas e que as pessoas têm que ter um mínimo de civilidade para viverem em sociedade. Parabéns ao prefeito Eduardo Paes pelo trabalho que vem realizando. Em São Paulo, infelizmente, não se teve a mesma sorte. A dupla de administradores parecem estar com a cabeça em outros projetos. O Kassab, ao lançar o projeto
cidade limpa, se esqueceu de olhar para o chão. A cidade nunca esteve tão cheia de lixo nas ruas. De nada adianta limpar o visual da cidade e não investir na educação para que a população fiscalize ostensivamente quem joga lixo nas ruas. Acho que é a população quem deve fiscalizar. As pessoas que estão tendo seus imóveis invadidos pela água, seus carros danificados, que estão perdendo horas no trânsito por causa dos alagamentos.
É a população que tem que dar um basta nisso tudo. Mas cabe à administração educar! Ouço as pessoas reclamando que os bueiros não estão sendo limpos. O que é preciso fazer é não jogar lixo nas ruas para que os bueiros não fiquem entupidos. Apenas um ato de civilidade. Enfim, o que tem o milho verde a ver com tudo isso? A guarda municipal deve ser respeitada, deve exercer o seu dever de manter a ordem pública. A administração e a vigilância sanitária devem manter uma fiscalização sobre os vendedores de alimentos nas ruas, para garantir, isso sim, a qualidade da saúde pública. E nós, pobres sonhadores, que possamos comer nosso milhozinho em paz!”

Sandra Barbosa de Oliveira

“O desafio do discurso pós-Lula”

Luiz Horacio comentou para Vera Rosa do Estadão publicado no blog de Luis Nassif:

Esse período “pós-Lula” coloca diante do Brasil três possibilidades básicas: ir além de até onde Lula foi, retroceder e retornar a estágios “pré-Lula”, ou ficar vagando em algum lugar entre esses dois pólos. O mais indicado seria a primeira opção, um projeto real de país, de Estado e de governo, mas será que as principais candidaturas estão se preparando para isso? O “continuísmo” do país conflituoso e de divisão quase inconciliável entre as forças internas, na melhor (ou pior) tradição “latina”, seria ficar patinando na terceira opção, e aí a ocorrência de recuos e retrocessos torna-se possível e até provável.

O país tem bases excelentes, excelente material humano, um momento único em sua história, todos os recursos a ponto de causar inveja no mundo inteiro, mas, porém, contudo… Qual é a visão dos grupos políticos? Que tipo de alianças formam com vários setores, principalmente com o empresariado (que, apesar de sua complexidade de atividades, paradoxalmente se posiciona ainda de modo ideológico, mais até do que pediria as demandas de seu mercado)? Em conseqüência, apesar de todas essas pré-condições muito favoráveis, que decisões serão tomadas nos próximos anos no Brasil? Que prioridades serão eleitas (pelos governos eleitos)? É isso que preocupa tanto no caso de Dilma quanto no caso de Serra. Porque não há muita clareza, ou pelo menos há questões fundamentais que continuam a ser sempre deixadas de lado, porque “politicamente” não são interessantes. E é essa política de meias medidas (meio acertadas, meio erradas) que tem segurado o Brasil, nas várias vezes em que o país teve uma plataforma de projeção mundial, no passado, desde o Segundo Reinado, quando houve a briga do Imperador com o Barão de Mauá, e ao longo das décadas, no século 20.

Qualquer governo sério no Brasil terá de consolidar, garantir e avançar as políticas públicas, e dar a elas o tom mais forte no desenvolvimento COM um boom da educação. Se não houver esse boom na educação, de modo universalizado (em todos os níveis e regiões), não haverá uma boa direção para o país. E não será fácil afirmar a educação como prioridade, na hora de decidir e destinar recursos e esforços. A educação no Brasil precisa mudar total e radicalmente, começando pela estrutura escolar e pela carreira de professor. O que foi feito até agora nem faz cócegas no problema, que nem é visto ou aceito como prioridade real.

Isso sem falar de vários outros problemas muito graves. O pós-Lula (se houver – a 1a. opção) será de quem tiver a capacidade de levar o Brasil adiante, resolvendo as prioridades reais do país.

Luiz Horacio
24/01/2010 às 9:40

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/01/24/o-desafio-do-discurso-pos-lula/

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Muito bom. Faço de suas palavras, minhas. Mas nessa roda viva de intenções há uma pergunta que não quer calar: … Quem? …