É hora de participar!

Não se trata de defender ou acusar governos ou parlamentares, trata-se apenas de defender valores referentes a direitos adquiridos.

Nossos problemas deixaram  de envolver apenas as questões políticas e entraram no campo moral e ético. Perdeu-se a credibilidade nas instituições.

Não se pode revolver-se no tempo para destituir grandes conquistas legais ou coisas quaisquer que possam desconstruir uma suada trajetória às liberdades individuais, nem fortalecer ameaças ao estado democrático de direito.

É a Democracia que está em jogo.Não estamos em meio à uma partida num estádio.

Estamos construindo sociedades, educando crianças para o futuro político da nação.

Toda responsabilidade é pouca em se tratando da vida e do bem comum.

Precisamos de garantias institucionais para que os direitos das minorias fiquem preservados, não permitindo retrocessos e nenhuma subjeção, pois que devemos ouvir, nesse momento, a voz de toda a sociedade.

*

Em tempo: o Brasil é um país laico! …

 

 

E se Obama fosse africano?

Mia Couto

… “na realidade, só existe um modo de nos valorizarmos: é pelo trabalho, pela obra que formos capazes de fazer. (…) somos pobres. Ou melhor, fomos empobrecidos pela História, fomos também empobrecidos por nós próprios. A razão dos nossos actuais e futuros fracassos mora também dentro de nós. (…) somos produtores do nosso destino. (…) construtores de um tempo e de um lugar onde nascemos todos os dias. (…) antes vale andar descalço do que tropeçar com os sapatos dos outros.”

* Mia Couto é poeta e biólogo moçambicano e publica no Brasil pela Companhia das Letras, São Paulo.

Opinião

– Pior do que a ação radical de direita e de esquerda, as quais nem merecem a inclusão no mérito, por deverem estar fora de qualquer classificação numa sociedade civilizada, é a legitimação da ignorância.
A China tem uma das ditaduras mais austeras do mundo, onde o cidadão é qualificado quase como um animal, para prover o sonho de consumo no resto do mundo.
A dicotomia vertical entre a miséria e a riqueza material é absolutamente inaceitável. Mas no Brasil, isso não é diferente. Por isso o meu levantamento de questões que invalidam o uso de termos ideológicos como “comunismo” e “capitalismo”.
No Brasil, o poder é ditado pela extrema direita parlamenrar há décadas. Num rodízio estúpido que sempre cai no mesmo lugar. Esse governo sindicalista corrompido só conseguiu o poder através de conchavos com a direita dos clãs coronealistas, latifundiários e centenários que exercem um poder sujo às custas da pobreza e da falta de interesse pelas questões sociais, forçando assim a má distribuição de renda e o possível crescimento de uma classe média, sobrecarregada de encargos e tributos, avaliados entres os maiores do mundo.
Portanto, essa dita esquerda que nos governa nada mais é do que a direita disfarçada. O Brasil está muito longe de ter um governo socialista moderado, voltado para o bem estar social. Somos um pais de ricos e pobres. Onde o privilégio institucional do capital concentra o poder na mão de poucos, em detrimento às necessidades básicas do cidadão.
O que precisamos é concentrar esforços para que as melhorias no campo da educação, da saúde, do transporte público e da segurança, obrigações constitucionais do Estado estejam ao alcance de toda a população de forma igualitária e justa e isso está muito longe de estar entre as atribuição das ideologias marxistas ou maoístas ou o que quer que se possa querer anexar ao contexto em voga.
O que se há de prezar aqui é apenas justiça social. E para isso há necessidade de manter-se em foco as reformas políticas, tributárias e eleitorais, para que o Brasil possa realmente dar um passo à frente.

“TOMORROW IT WILL BE BIGGER”…

“Folks! Pay attention!
Our actions were victorious, but the movement has only begun!
We are part of a national struggle, of a global struggle!
And we won’t stop here. And so, it’s important that everyone come at 6pm,
to the Subway steps, to the bus station!
We will continue the movement because our struggle is much greater than this.
We will only stop when we put ONE MILLION, TWO MILLION, THREE MILLION…
TWENTY MILLION, HERE (Congress)…
To tell them, that it’s not right, what they do with our money.
With our health, with our education.
-TOMORROW IT WILL BE BIGGER”
*
Ouçam a voz do Brasil, numa convocação uníssona, representada pelo movimento que invadiu a cobertura do Congresso Nacional, na última segunda-feira. A força desse grito me representa !!!!!!!!! Esta convocação é para Brasília, mas todos estaremos de prontidão em algum lugar. A Luta é NOSSA! …
*
“Galera … Muita atenção!
O nosso Ato foi vitorioso, mas o movimento apenas começou.
Nós fazemos parte de uma Luta Nacional, de uma Luta Mundial!
Não podemos parar por aqui. Por isso, é importante que todo mundo que está aqui, esteja às seis horas de quinta-feira em frente à escadaria do metrô, na rodoviária. Vamos seguir o movimento porque a nossa luta é muito maior que isto !!!!!! Só vamos parar quando a gente colocar um milhão, dois milhões, três milhões, VINTE MILHÕES, AQUI, PRA FALAR PRA ELES, QUE NÃO ESTÁ CERTO, O QUE ELES FAZEM COM O NOSSO DINHEIRO, COM A NOSSA SAÚDE, COM A NOSSA EDUCAÇÃO !!!!!!”
-“AMANHÃ VAI SER MAIOR MAIOR” !!! …
*
https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=oqbPYG0yDuI

Ato nº5 (parte 2)

Um Ato nº5 muito diferente.

O Famoso “AI5 (Ato Institucional nº5)” de 13 de dezembro de 1968, tolheu a liberdade de expressão e reprimiu qualquer tipo de manifestação pública. Em tempos de ditadura, no regime Militar. 45 anos depois, vem um novo Ato nº5, pra mostrar que a rua é do povo, e que as palavras também.

Uma simbologia difícil de passar em branco! …

Eu e o Posto

Não sei porque eu tenho em minha vida histórico curioso com posto de gasolina.

Uma vez eu conheci um cara, num posto de estrada e casei com ele. Ah, o amor. Jovens são tão esquisitos!

Anos depois, passados carnavais e vendavais, revoluções e resoluções, resolvi dar uma de broto e parti numa viagem autoral, de “canudo e canequinha” por Minas Gerais, o que me acarretou longas quatro horas de espera, num posto de gasolina, por uma condução que me valesse o peso, da espera e da “muamba” que toda mulher gosta de carregar quando volta pra casa.

Haja quinquilharia!

Pois hoje, depois de truculenta noite de descaso, ao acaso me deparei com um posto de gasolina do tipo “salvador da Pátria”.

Literalmente.

Eu ali, no meio de uma multidão de meninos gritando palavras de ordem com muita energia, pulei a corrente de um posto e me deparei com dois policiais recostados em sentinela, dos quais me tornei um grupo, pra levar pedrada, se o caso fosse, pois o “alto-comando” deliberou à folga, o Choque.

-Pois que bem, seu guarda: hoje vai ter calma? Perguntei ao soldado de prontidão.

-A “ordem de cima” diz que sim, respondeu o “polícia”.

E assim se fez, que levei vinte minutos a catequisar os guardas – o senhor tem filhos? -Tenho sim, minha senhora.
Pois que sim, outra vez.

-Se alguma coisa acontecer, antes de bater nos meninos, pense nos seus filhos, porque eu tenho duas, que estão aí.
E partiu a passeata sem uma única ocorrência de violência até a Ponte Estaiada, Zona Oeste de São Paulo.

Ao chegar em casa eu pensei: o “Alto-Comando Lá de Cima” protegeu os meninos.

Pôxa vida, esqueci do caso que casei lá no começo. Mas me lembrei que o posto era “Ipiranga”, olha a foto aí…

Ô pátria amada, salve salve!…

Ipiranga

Ato nº5

A verdade é que o brasileiro está descobrindo que manifestar-se é melhor que carnaval.
Eu fiquei muito emocionada com a rapaziada e orgulhosa de minhas filhas. Uma delas estava atrasada, porque saiu tarde da faculdade.
Chegou a chorar por ter perdido a carona. Então eu entrei em ação.
Entrei no carro e falei pra ela tocar em frente. Fomos muito tranquilas até o Largo da Batata.
Chegando lá, ela se agrupou e eu fiquei um tempo alí, marcando presença na concentração.
Depois parti pra casa, mas quando estava chegando, vi a Hélio Pellegrino totalmente deserta, não resisti. Peguei o sentido Pinheiros e voltei.
Estacionei e fiquei esperando na Cidade Jardim. Quando chegaram, que eu pude ver a dimensão que o Ato tinha tomado.
O Brasil estava ali, diante dos meus olhos.

brasil

O depertar do Brasil 4 !!! …

Que o domingo seja traquilo para que a segunda venha com fé e coragem.

Saiamos às ruas para proteger esses meninos. Para mostrar ao mundo que somos pacíficos e civilizados. Que estamos no limite. Que quem instiga a desordem é o comando geral despreparado do Dr. Alkmin.

Que o Sr. Haddad só cumpre ordens do Sr. José Dirceu, o chefe da quadrilha, que está condenado em última instância por um Tribunal que não consegue fazer cumprir as leis.

Saiam às ruas, nem que seja em frente de casa, com as mãos dadas aos vizinhos, e que essa corrente de manifestação chegue até o largo da Batata.

Onde a repressão estará à espera das lideranças do movimento. Manifeste-se. Cada um a seu modo. Porque somos milhões e ninguém poderá nos segurar, nem prender, nem calar! …

Não espere que alguém grite por vc. Faça a sua parte! …

Manuel Castells analisa as manifestações em São Paulo

por Equipe Fronteiras … (via Jose Luiz Goldfarb)

Sociólogo espanhol, Manuel Castells esteve no Fronteiras do Pensamento 2013 para a conferência Redes de indignação e esperança, homônima à sua mais recente obra, a ser lançada no Brasil em setembro (editora Zahar). Em São Paulo, no preciso momento de sua fala no Teatro Geo (11/06), a Avenida Paulista era espaço de tensão entre a polícia militar e os manifestantes contra o aumento das passagens de ônibus. Questionado pelo público sobre o que estava acontecendo na cidade, Manuel Castells respondeu:

“Todos estes movimentos, como todos os movimentos sociais na história, são principalmente emocionais, não são pontualmente indicativos. Em São Paulo, não é sobre o transporte. Em algum momento, há um fato que traz à tona uma indignação maior. Por isso, meu livro se chama REDES de indignação e de esperança. O fato provoca a indignação e, então, ao sentirem a possibilidade de estarem juntos, ao sentirem que muitos que pensam o mesmo fora do quadro institucional, surge a esperança de fazer algo diferente. O quê? Não se sabe, mas seguramente não é o que está aí. Porque, fundamentalmente, os cidadãos do mundo não se sentem representados pelas instituições democráticas. Não é a velha história da democracia real, não. Eles são contra esta precisa prática democrática em que a classe política se apropria da representação, não presta contas em nenhum momento e justifica qualquer coisa em função dos interesses que servem ao Estado e à classe política, ou seja, os interesses econômicos, tecnológicos e culturais. Eles não respeitam os cidadãos. É esta a manifestação. É isso que os cidadãos sentem e pensam: que eles não são respeitados.

Então, quando há qualquer pretexto que possa unir uma reação coletiva, concentram-se todos os demais. É daí que surge a indicação de todos os motivos – o que cada pessoa sente a respeito da forma com que a sociedade em geral, sobretudo representada pelas instituições políticas, trata os cidadãos. Junto a isso, há algo a mais. Quando falo do espaço público, é o espaço em que se reúne o público, claro. Mas, atualmente, esse espaço é o físico, o urbano, e também o da internet, o ciberespaço. É a conjunção de ambos que cria o espaço autônomo. Porém, o espaço físico é extremamente importante, porque a capacidade do contato pessoal na grande metrópole está sendo negada constantemente. Há uma destituição sistemática do espaço público da cidade, que está sendo convertido em espaço comercial. Shopping centers não são espaços públicos, são espaços privados organizando a interação das pessoas em direção a funções comerciais e de consumo. Os cidadãos resistem a isso.

Veja que interessante é o caso da Praça Taksim e do Parque Gezi, em Istambul. Há meses, eles estão protestando contra a destruição do último parque no centro histórico da cidade, onde seria construído um shopping center, um complexo dedicado aos turistas, que nega aos jovens o espaço que poderiam ter para se relacionar com a natureza, para se reunir, para existir como cidadãos. Portanto, é a negação do direito básico à cidade. O direito, como disse Henri Lefebvre, de se reunir e ocupar um espaço sem ter que pagar, sem ter que consumir ou pedir permissão a autoridades. Por isso, tenta-se ultrapassar a lógica da liberdade na internet à liberdade no espaço urbano.

Eu não posso opinar diretamente sobre os movimentos que estão acontecendo neste momento aqui em São Paulo, mas há algumas características de tentar manifestar que a cidade é dos cidadãos. E este é o elemento fundamental em todas as manifestações que eu observei no mundo.

O que muda atualmente é que os cidadãos têm um instrumento próprio de informação, auto-organização e automobilização que não existia. Antes, se estavam descontentes, a única coisa que podiam fazer era ir diretamente para uma manifestação de massa organizada por partidos e sindicatos, que logo negociavam em nome das pessoas. Mas, agora, a capacidade de auto-organização é espontânea. Isso é novo e isso são as redes sociais. E o virtual sempre acaba no espaço público. Essa é a novidade. Sem depender das organizações, a sociedade tem a capacidade de se organizar, debater e intervir no espaço público.”

O despertar do Brasil 3 !!! …

São Paulo, a maior cidade da América Latina, está borbulhando.

Quanto maior a pressão, maior o risco da panela explodir. Somos quase 12 milhões de habitantes.

Trabalhadores que seguram o “Brasilzão” nos ombros, como as formigas, na fábula da cigarra. Uma pequena minoria, de garotos ainda, deu início à rebelião.
E estão pondo as nossas caras pra bater, mas é a deles que sangra, enquanto ficamos sentados no sofá, esperando os jogos da Copa das Confederações.

E é assim, vendo a violência dos cassetetes pela tv, é que esperamos que alguém faça baixar o preço das passagens do “pau-de-arara” que nos carrega ao ofício onde todos os dias, cada vez mais arraigados aos carnês de prestações, nos esprememos pra manter o ganha pão.

E assim vai o Brasil.

O preço da passagem subiu menos que a inflação, desculpa-se o “governador”.

Mas é a inflação que está saindo do controle, não a população. É o descontrole da política, o nepotismo, a corrupção, o descaso com as reformas, com a educação e a saúde é que está na mira desta explosão.

O povo ainda não se manifestou.

Mas a verdadeira explosão se fará quando fecharmos as nossas portas e apagarmos as nossas luzes, parar, em vez de marchar. Essa será a grande virada.

A cidade tem que parar. Vamos dormir tranquilos, ninguém nas ruas, num toque surdo de silêncio.
Nenhum centavo na corrente sanguínea da cidade.

E o povo então se fará presente. São Paulo tem que parar. E o Brasil ouvirá as suas súplicas.

É isso! …

O despertar do Brasil !!! …

O Brasil está acordando.

Infelizmente, há de haver violência. A briga é política. Quem paga?…

Estudantes, jornalistas, ativistas, trabalhadores… mas temos sangue latino correndo nas veias.

A cada confronto está embutido o “fora Renan”, o “fora Feliciano”, o “queremos Dirceu e sua quadrilha na cadeia”, o “queremos de volta nossa democracia”, o “queremos a autonomia dos poderes”, a “justiça”, o “não à impunidade”.
Nós queremos nosso Brasil de volta.

Chega de tapar os olhos com Copa do Mundo, essa foi a estratégia usada em 1970, por um regime assassino, do qual não temos saudade. Eu quero poder seguir a minha vida, com meus filhos e netos, “caminhando e cantando e seguindo a canção!” …

O Brasil precisa de diálogo. De voz, e se preciso for… de GRITO! ….

Ninguém está brigando pelo aumento das passagens, o buraco está bem mais embaixo.
Queremos viver com dignidade, pois nós somos os brasileiros.

A Pátria é nossa!

Somos o país da vergonha! …

EU TENHO VERGONHA DE SER BRASILEIRO!

Vergonha de não conseguir fazer nada para conter essa pouca vergonha institucionalizada que é este país.
Vergonha de fazer parte desse povinho chulo, de quem se vende na hora de votar, povinho corruptível, povinho que não tem memória, povinho desatento, alienado.
Nós merecemos as instituições que temos.
Somos responsáveis por esse bando de cafejestes, salafrários e ladrões que estão se deleitando no próprio sêmen de tanto gozar na cara de quem paga impostos neste país. Ordinários e vagabundos somos nós, que nos permitimos a isto. Aonde chegamos!
O que foi feito da minha Pátria Amada? …

Sandra Barbosa de Oliveira – jornalista.

Thrive … the world is waking up!

Pra prestar muita atenção. Rever os valores. Conceitos. Rever atitudes. Pensar. Agir! … Mudar

Me visitem na cadeia! João Ubaldo Ribeiro

Publicado em “O Globo”, a 02 de abril de 2006, se mantém absolutamente atual e oportuno …

Passei uns dias fora, sem ler jornais ou ver televisão. Deve ter sido esse afastamento fugaz das notícias a razão por que, ao voltar ao convívio delas, tomei um susto. Bastaram esses dias para minha perspectiva se apurar, por assim dizer, e eu sentir em cheio a assombrosa desvergonha a que chegaram o Brasil e suas instituições. Com perdão da má pergunta, que país é este, meu Deus do céu? Resolvi tomar a liberdade de dizer o que me parece no momento, sem eufemismos ou ressalvazinhas bestas, embora, é claro, me arrisque bastante. Posso ter meu sigilo bancário aberto – o que certamente provocaria frouxos de riso nos bisbilhoteiros -, assim como qualquer outro sigilo, pois o governo demonstrou que não merece confiança e é destituído de escrúpulos. Portanto, nenhum dos nossos dados a que é garantida confidencialidade está seguro. Ou de repente escarafuncham meu passado e descobrem um contemporâneo capaz de jurar que eu colei numa prova de latim do ginásio e portanto passei fraudulentamente, o que será considerado crime hediondo por algum tribunal desses do Executivo, que por aí abundam. Finalmente, como não empregarei eufemismos, não é impossível que me acusem de calúnia, difamação ou injúria e eu venha a ser condenado pelo que se considerará um ou mais desses crimes, apesar de que, no meu parecer, se trataria de delito de opinião, figura que não existe, mas que pode perfeitamente ser posta em prática, sob nomes artísticos que lhe emprestem a aparência de legitimidade.

Começo, não sem certo enfado, a dizer o que penso do Executivo, na figura do nosso presidente. Sua conduta me tem transmitido a impressão de que ele é enganador, cara-de-pau, evasivo, fanfarrão, oportunista, ardiloso, demagogo e cínico o suficiente para encarar com desplante todo mundo saber que ele é candidato, mas se aproveita de brechas na lei para fazer campanha à custa do erário e não raro enganosamente. Acho que só é de fato sincero quando se apresenta como o melhor presidente que “este país” já teve, pois o movem as certezas absolutas que a ignorância costuma suscitar. O povo é engabelado por cestas e bolsas mil, enquanto as reformas que efetivamente o redimiriam não vêm e tudo indica que não virão. Tampouco tenho – admito que muito subjetivamente – boa impressão do caráter de Sua Excelência e da sua propalada fidelidade aos amigos, diante da gana de grudar no poder.

Estendo-me, com igual ou maior enfado, ao Congresso e em particular à Câmara. Fazendo as exceções que com certeza são em menor número do que a gente esperançosamente pensa, na minha opinião o Congresso abriga elevada população de faltos de hombridade, larápios, carreiristas, mentirosos, venais, descarados, aproveitadores e membros da futura escola de samba Unidos do Deboche, tal a desfaçatez com que perderam o senso dos limites e da compostura e acham que podem fazer qualquer coisa, inclusive transformar a Câmara em gafieira. Cobertos de privilégios incogitáveis em qualquer país civilizado, os deputados quase não trabalham, trocam de partido em busca de vantagens pessoais e agora só faltam dizer-nos que comamos brioche ou que os incomodados se mudem. Continuarão a desrespeitar e aviltar o pouco que nos deixaram de dignidade e a protagonizar o que poderia ser chamado de chanchada ou ópera-bufa, se isto não insultasse essas duas categorias artísticas.

Minha opinião sobre o Judiciário é que o número de juízes desidiosos ou venais é imenso, o povo não tem confiança na Justiça e ela própria muitas vezes parece não alimentar respeito por si mesma. Não consigo imaginar um juiz da Suprema Corte americana, que inspirou a criação do nosso Supremo Tribunal Federal, distribuindo entrevistinhas a torto e a direito. Tenho certeza de que estaria ameaçado de impeachment o magistrado da Suprema Corte que fosse cumprimentar um advogado de defesa que ganhou uma causa na qual esse mesmo juiz atuou. A Suprema Corte é sagrada, como devia ser o nosso Supremo. Mas, ainda na minha modesta opinião, o Supremo se tem abastardado em inúmeras ocasiões e nunca sua imagem foi tão vulgar e deslustrada.

O que eu penso do nosso sistema político é que falta um bom nome para designá-lo, pois democracia é que não é. Tentando assim de orelhada, ocorrem-me cacocracia, cleptocracia, hipocritocracia ou, melhor ainda, pornocracia, pois é muito menos pornográfico um travesti se exibindo na Avenida Atlântica, para faturar um dinheirinho com os pais de família inatacáveis que constituem a parte mor de sua clientela, do que um vendilhão da pátria, um traficante de votos, um deslumbrado pelo poder, um criminoso disfarçado sob alegações grotescamente entortadas. E penso que nosso país é hoje moralmente flácido e desorientado. Não é incomum que o cidadão não consiga agir corretamente porque o sistema é tão corrompido que não aceita a integridade, ela nos é cada vez mais uma estranha. A corrupção está em toda parte, da gasolina adulterada ao peso roubado nos produtos embalados, aos remédios falsificados, aos atestados forjados, às instituições de caridade trapaceiras e a tudo mais que nos rodeia, onde sempre suspeitamos da existência de uma mutreta, pois a mutreta é o nosso modus operandi trivial.

Havendo assim expressado com franqueza minhas opiniões, no que julgo ser o exercício de um direito que, mais que constitucional, é direito humano basilar (sou jusnaturalista da velha guarda, colegas bacharéis), estou disposto a enfrentar as conseqüências a porventura advirem do que acabo de escrever. Se me processarem e prenderem, espero que o dr. Fernando Henrique, que processado já está sendo, também acabe preso. Achei meu diploma em Itaparica e tenho a mesma famosa prerrogativa de cárcere especial. Mas receio que, numa insólita confluência de posições, ambos peçamos celas separadas.

João Ubaldo Ribeiro

Por que questionar a candidatura Dilma?

Eu não entendo o porquê da indicação do nome de Dilma pelo PT, diante da falta de experiência e preparo na área político-administrativa. Se reclamam da falta de carisma do Serra, o que dizer do carisma de Dilma? E ainda… nós não estamos precisando de autoritarismo, repressão e de nenhuma forma de censura, que tanto o presidente Lula como Dilma e o poderoso Sr. José Dirceu conhecem muito bem e que parecem não ter escrúpulos quanto à sua aplicação. Ninguém precisa de um Hugo Chaves por aqui. Sofremos muito com a ditaduta militar de extrema direita no passado e ninguém quer saber de regimes autoritários. Ditadura é ditadura. Seja na China, em Cuba, no Oriente Médio, na Argentina, no Chile ou em toda a América Latina. Não estamos precisando enaltecer regimes extremistas falidos como o de Fidel, não precisamos de caricaturas políticas. Precisamos de um socialismo liberal que nos garanta as liberdades individuais e de um estadista com competência e experiência em administração pública, que mantenha uma equipe técnica também competente, para dar prosseguimento ao excelente trabalho iniciado por Fernando Henrique Cardoso, ao qual foi dado continuidade satisfatória no governo Lula e que deve seguir adiante no próximo governo para que o país cresça e se desenvolva, concentrando as atenções de forma imediata e definitiva prioritariamente às carências nos setores da saúde e da educação, assuntos que precisam ser solucionados respeitando preceitos de excelência , não para garantir demonstrações estatísticas infames (pelos infames “IBOPES”), mas para garantir urgentes demonstrações dos índices internacionais da ONU. Dilma NÃO!

Porque eu falo tanto…

De repente me deu saudade de um tempo. Um tempo em que as militâncias sabiam pra quê e pra quem militavam. Porque sentiam na carne a dor de seus acertos e de seus erros.

Eu era ainda muito jovem e não posso afirmar que entendia bem o que se passava. Só sei que aos poucos fui entendendo a necessidade da minha participação. Mínima que fosse. E foi assim que tomei coragem pra falar das coisas que eu penso, pra enfrentar preconceitos e a mediocridade que a sociedade me impunha e à sua numerosa minoria. Pois é… apesar dos meus olhos azuis!

Aprendi que ter coragem é invadir espaços, insuflá-los para torná-los mais cheios de ar, para que todos possam respirar. Porque o ar é igual pra todos. Aprendi a arregaçar as mangas… a me fazer entender.

E foi bem assim, parando pra ouvir, pra prestar atenção à minha volta, pra me indignar, que eu consegui desconstruir estigmas e construir dentro de mim, o que há de mais valioso, um ser humano. Hoje eu sou uma pessoa!

…” e se eu soltar a minha voz pôr favor entenda…

… Estudava em Campinas, já havia entre os estudantes um sério movimento pela anistia. Era 1979 e eu estava apenas no cursinho. Mas nos círculos universitários fervilhava ainda aquela indignação guardada desde o final dos anos 1960. Com o AI-5 em 68, o silêncio foi instituído como língua oficial.
Já havia 10 anos desse silêncio profundo.

O que era difícil, pra nós que éramos filhos da ditadura, era que havíamos sido criados por ela. As melhores escolas eram as públicas; e eram elas que, ao mesmo tempo em que nos davam um ensino da melhor qualidade, envenenavam nossas cabeças. E cobriam nossos olhos.

Porém, pouco a pouco, eles não conseguiam mais esconder o tamanho das atrocidades que cometiam. E as listas dos estudantes desaparecidos iam circulando pelas universidades. Em plena ditadura, estudantes se concentravam bem de manhãzinha sob o pretexto de shows como os do Gonzaguinha.
Era ele quem lia os manifestos e as listas de desaparecidos. Presenciei mais de uma vez esses tais encontros.

Depois parti para uma nova fase. Fui estudar jornalismo em São Paulo. As escolas de jornalismo estavam retomando fôlego. A imprensa dita “marrom” perseguida, todo dia uma banca de jornal era incendiada. Os movimentos clandestinos continuavam atuantes mas quem ia perdendo fôlego eram eles, os opressores.
A anistia estava para transbordar e com ela surgiram novas lideranças… entre eles o professor Fernando Henrique.

Lula, Menegueli e alguns outros, num PT embrionário sempre presentes nos congressos estudantis, e até mesmo dentro das salas de aulas, também, bem cedinho… falavam de liberdade… de luta… de abertura política… de anistia… de direitos humanos.

A partir daí, me concentrei na necessidade de apoiar um novo partido, de contribuir, o mínimo que fosse, para o crescimento dessa fé popular. De uma salvação que só poderia vir de baixo. E eu acreditei no PT.

Agora, eles estão lá… e sinto novamente aquela necessidade de começar a apoiar alguém que venha de baixo. Eu sei que meu apoio vale muito pouco… vale apenas um, mas que somado aos brasileiros que pensam como eu, pode vir a se tornar milhões.

Deixo aqui minha sincera e muito particular opinião, de que nadinha adiantará esse fanatismo partidário que estamos assistindo às vésperas da talvez mais importante de todas as eleições presidenciais já realizadas no Brasil. Se o foco não estiver em estabelecer compromissos com as necessidades do país, vai tudo por água abaixo!

Sem trocadilhos, vamos pensar a respeito. Não podemos por tudo a perder!

Eu ainda acredito!

O que o PT quer de Dilma (Editorial – por Ricardo Noblat)

Deu em O Estado de S.Paulo
6.2.2010 10h10m

A versão preliminar do projeto do PT para um eventual governo Dilma Rousseff, a ser aprovado no 4º Congresso Nacional do partido, logo depois do carnaval, quando a ministra será sagrada herdeira do presidente Lula, é uma espécie de PAC político.

Junta alguns dos objetivos clássicos do petismo – a começar da expansão da presença do Estado na economia – com a preocupação de privilegiar a ideologia como força motriz da “grande transformação” que dá título ao documento.

Dilma, encarnando o pós-Lula, seria uma presidente mais ortodoxa do que o seu patrono – uma posição que não lhe seria difícil assumir, a julgar por sua formação, trajetória e personalidade.

“O programa é mais à esquerda do presidente Lula, mas não é mais esquerdista”, diz o deputado Ricardo Berzoini, presidente do PT. “Isso significa que poderemos cumprir agora os objetivos sociais mais ambiciosos, porque as grandes questões macroeconômicas, como a dívida interna, ou foram solucionadas ou estão equacionadas.”

Se o plano fosse além das generalidades seria mais fácil avaliar se esses objetivos são compatíveis com os fundamentos macroeconômicos mantidos por Lula ou, se não forem, de que lado arrebentará a corda.

De qualquer forma, o espírito do novo “projeto nacional de desenvolvimento” não é menos triunfalista do que a retórica do presidente – que só irá se intensificar para converter a sua popularidade em sufrágios para a candidata que pinçou, à falta de alternativas.

“O Brasil deixou de ser o país do futuro”, proclama a carta de intenções petista, divulgada por este jornal. “O futuro chegou.” Fortalecido por uma “burocracia de alta qualidade”, o Estado dirigista teria condições de capitanear um ciclo presumivelmente duradouro de crescimento acelerado, com investimentos públicos pesados e gastos sociais robustos.

“A elevação das taxas de crescimento deverá marcar o governo Dilma”, prevê o partido, com “mais empregos, renda e bem-estar social”. Em consequência, “programas de transferência de renda, como o Bolsa-Família, perderão a importância que têm”, ousa o documento, talvez numa tentativa de responder às críticas da oposição segundo as quais esses programas não preveem portas de saída.

O PT não está preocupado em explicar como ocorrerá “a grande transformação” ou de onde virão os recursos para ter um SUS de qualidade e expandir o orçamento da educação, como propõe o texto.

Basta-lhe afirmar que, sob Dilma, o Brasil terá tudo isso e o céu também. Não se equivocará quem encontrar nesse palavreado ecos do “ninguém segura este país” da ditadura militar.

Como o papel aceita tudo, o programa promete ainda “melhor condição de vida nas grandes cidades” – nome de um dos seus 13 “eixos” -, com mais linhas de metrô, veículos leves sobre trilhos e corredores de ônibus. Pelo visto, Dilma seria presidente, governadora e prefeita.

Mas a invasão retórica das atribuições dos poderes estaduais e municipais tem endereço certo. O PT precisa dos votos da nova classe média.

Nos anos Lula, 31 milhões de brasileiros mudaram de estrato social. Nem por isso se alinharão automaticamente nas urnas com a protegida dele.

Fiel da balança da sucessão, são de longe mais conservadores do que os petistas históricos – e julgam os políticos por suas ações.

Prudentemente, o plano para Dilma deixa implícito que a política fiscal e monetária não passará por nenhuma grande transformação.

Em princípio, portanto, a candidata ficará dispensada de assinar uma nova versão da Carta aos Brasileiros, de junho de 2002. Com ela, o candidato Lula tratou de exorcizar os receios de que, se eleito, poderia “mudar tudo isso que está aí”, como o PT prometia. A plataforma do partido até então vigente, a Carta de Olinda, de dezembro de 2001, falava explicitamente em “ruptura”.

Hoje, esse esquerdismo, como diria o presidente petista Berzoini, se tornou anacrônico. Lula não só o renegou na campanha que o levou pela primeira vez ao Planalto, como ignorou as pressões do partido, no início do seu governo, pela mudança da política econômica executada pelo então ministro da Fazenda, Antonio Palocci.

Mas, na eventualidade de o partido vir a carregar nas tintas, ao ir além dos enunciados genéricos do que quer de Dilma, é de perguntar se ela teria a autoridade de Lula para contrariar os companheiros – se discordasse deles.

Ricardo Noblat

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/02/06/o-que-pt-quer-de-dilma-editorial-264127.as

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“Mais empregos, renda e bem-estar social” é o sonho de qualquer cidadão. Porém, foi com esse discurso que a ditadura militar deixou o país à deriva.
Queremos sim mais empregos, melhor distribuição de renda (…fora das cuecas) e o tão desejado bem-estar social… mas isso não pode se estabelecer a qualquer custo. Precisamos de gerenciamento responsável. Essa de que o futuro é hoje tem que causar desconforto. O futuro é amanhã, e se fizermos mal uso do cartão de crédito, sabemos bem o que acontece!

“O desafio do discurso pós-Lula”

Luiz Horacio comentou para Vera Rosa do Estadão publicado no blog de Luis Nassif:

Esse período “pós-Lula” coloca diante do Brasil três possibilidades básicas: ir além de até onde Lula foi, retroceder e retornar a estágios “pré-Lula”, ou ficar vagando em algum lugar entre esses dois pólos. O mais indicado seria a primeira opção, um projeto real de país, de Estado e de governo, mas será que as principais candidaturas estão se preparando para isso? O “continuísmo” do país conflituoso e de divisão quase inconciliável entre as forças internas, na melhor (ou pior) tradição “latina”, seria ficar patinando na terceira opção, e aí a ocorrência de recuos e retrocessos torna-se possível e até provável.

O país tem bases excelentes, excelente material humano, um momento único em sua história, todos os recursos a ponto de causar inveja no mundo inteiro, mas, porém, contudo… Qual é a visão dos grupos políticos? Que tipo de alianças formam com vários setores, principalmente com o empresariado (que, apesar de sua complexidade de atividades, paradoxalmente se posiciona ainda de modo ideológico, mais até do que pediria as demandas de seu mercado)? Em conseqüência, apesar de todas essas pré-condições muito favoráveis, que decisões serão tomadas nos próximos anos no Brasil? Que prioridades serão eleitas (pelos governos eleitos)? É isso que preocupa tanto no caso de Dilma quanto no caso de Serra. Porque não há muita clareza, ou pelo menos há questões fundamentais que continuam a ser sempre deixadas de lado, porque “politicamente” não são interessantes. E é essa política de meias medidas (meio acertadas, meio erradas) que tem segurado o Brasil, nas várias vezes em que o país teve uma plataforma de projeção mundial, no passado, desde o Segundo Reinado, quando houve a briga do Imperador com o Barão de Mauá, e ao longo das décadas, no século 20.

Qualquer governo sério no Brasil terá de consolidar, garantir e avançar as políticas públicas, e dar a elas o tom mais forte no desenvolvimento COM um boom da educação. Se não houver esse boom na educação, de modo universalizado (em todos os níveis e regiões), não haverá uma boa direção para o país. E não será fácil afirmar a educação como prioridade, na hora de decidir e destinar recursos e esforços. A educação no Brasil precisa mudar total e radicalmente, começando pela estrutura escolar e pela carreira de professor. O que foi feito até agora nem faz cócegas no problema, que nem é visto ou aceito como prioridade real.

Isso sem falar de vários outros problemas muito graves. O pós-Lula (se houver – a 1a. opção) será de quem tiver a capacidade de levar o Brasil adiante, resolvendo as prioridades reais do país.

Luiz Horacio
24/01/2010 às 9:40

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/01/24/o-desafio-do-discurso-pos-lula/

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Muito bom. Faço de suas palavras, minhas. Mas nessa roda viva de intenções há uma pergunta que não quer calar: … Quem? …

Um comentário novo para uma história velha

Só porque é ano eleitoral resolvi reviver um episódio morto e enterrado. Notícia velha só serve pra embrulhar coco de cachorro. Será ?????

Muito ainda vai se ouvir falar sobre este assunto. Quem viver, verá.

Se o candidato Serra continuar liderando as pesquisas (diga-se de passagem que o IBOPE não tem demonstrado ser nada confiável), o ex-presidente FHC será alvo de fuxico e falação. Bem merecido até. Transparência deveria ser pré-requisito para quem quer seguir carreira política. Ainda mais se esse “seguir” significar assumir a Presidência da República!

A fofoca a que me refiro é sobre o filho que Fernando Henrique teve fora do casamento e sobre o qual, a duras penas, foi mantido sigilo, até a morte de D. Ruth.

Admiro muito o ex-presidente pelo conjunto de sua obra, por seu desempenho na vida política, por sua capacidade intelectual. Mas como tudo tem seu preço, vamos aguardar as consequências das deslizadas em sua vida pessoal.

Não que isso influa diretamente sobre seu passado político, mas pode sim “sujar a barra” para os seus sucessores de partido. Esperemos que não!

Então tá aí um novo comentário a respeito desta história que já está velha, onde esbarrei hoje ao ler um artigo no twitter:

http://tijoladasdomosquito.com.br/

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Xiii… Isso já é assunto passado a limpo. Mas acho que merece um comentariozinho sim.

Coisa feia… ficar todo mundo pregando o cara na cruz debaixo do véu da virgem maria!

Olha só: safadeza não tem sexo, idade, credo, raça, nível social, intelectual ou cultural. Quem sou eu pra julgar… mas pra mim são dois safados, que fizeram duas vítimas.

Eu sempre tive muito respeito pela D. Ruth. Um filho é sempre um filho… não é uma trepadinha à toa; e todo mundo aqui conhece a receita, né???

E tem mais… uma jornalista da Globo sabe bem o que quer quando vai pra cama com um senador casado, certo ???? Somou – o sedutor e a purinha (rsrsrs) – Santa ingenuidade… a minha !!!!!!

A imprensa fez o seu papel, de falar ou não dependendo dos interesses que estão sempre por trás.

A Globo fez o papel dela…de colocar na gaveta e mandar calar a boca… nada disso é novidade.

Portanto, diante dessa sujerada toda: acho que as pessoas precisam se dar mais ao respeito e respeitar mais o próximo. Era isso! Essas pessoas são pessoas de vida pública, não fosse isso eu também manteria minha boca fechada!

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E aí vai apenas uma opinião, não uma crítica.

Cada qual é o dono das suas próprias burradas!

Cuide do seu voto. GRITE!

Mantive esse espaço falando mais sobre cultura do que qualquer outra coisa, mas não dá mais.

Acordei cedinho hoje e já tive a notícia de que, a partir do dia 01 de janeiro, as tarifas de transporte público em São Paulo subirão de R$2,30 para R$2,70.

Fiquei indignada. Isso é um abuso, Sr. Kassab! Um absurdo.

Em pleno ano eleitoral esse é o primeiro presente para essa população que carrega a economia do país nas costas. Então, demagogicamente há um aumento no salário mínimo que faz pensar em aumento de salário mas, aqui em São Paulo o percentual já está engolido pelo transporte. Porém no nordeste… o bolsa família garante os votos para Dilma. E o ciclo fica garantido.

A vontade de gritar é tão grande que não me contenho.

A qualidade do transporte público em São Paulo é péssima. Precisamos exigir que esse dinheiro seja revertido em investimentos.
Não dá mais pra ficar calado.
Temos que mostrar a força da opinião pública.
No Brasil, os políticos costumam fazer pouco caso deste instrumento, que é um dos mais respeitados nos países de primeiro mundo. Não há nada mais forte do que a nossa voz, nosso barulho tem que incomodar. Temos que por nosso grito pra fora. EXIGIR!

E só há um caminho para isso : O VOTO!

Vamos lançar a operação “CUIDE DO SEU VOTO!”. Pois essa é a única maneira de por a casa em ordem.

Não dá mais pra segurar…
Explode coração!

Retomada da Virada

Apesar de estar com a mão com queimaduras devido a um acidente doméstico, quero deixar registrado aqui a importância de entrarmos o próximo ano em dia com a consciência política. Não deixemos para os outros as decisões importantes que devemos tomar para um futuro mais próspero e liberto de tanta corrupção. Pensemos…

Só para refletir…

São Jorge que me perdoe… mas têm coisas  urgentes a serem discutidas neste país e que  andam  um tanto esquecidas.  Mas também, não é de hoje…

Num país como o nosso, de dimensão territorial, diversidade cultural e religiosa, precisamos nos ater ao que representam os feriados, sejam eles nacionais, estaduais ou municipais, tanto para a economia quanto para a cultura.

Está virando moda, de uns tempos pra cá, emendarmos uma semana inteira por conta de feriados, sejam eles  religiosos, históricos, conceituais, políticos, emergenciais…ou o diabo a quatro…

Eu realmente acredito que nossas crianças devam aprender a respeitar a cultura, nosso polêmico passado histórico, ou quaisquer mitos que por ventura suas famílias adotarem como crença religiosa… mas acho também que devemos transmitir a elas o senso de cidadania, ética e responsabilidade, respeito e generosidade, que não estão embutidos nos pacotes de feriados ou de finais de semana prolongados.

Que tal mudarmos a cultura da vagabundagem em pról de  ideologias mais produtivas, mais realizadoras e representativas que nos tragam um bom retorno sob o ponto de vista humano, do que simplesmente cultuar uma tradição religiosa ditada por homens nem um pouco escrupulosos que não saem de seus tronos, nem arregaçam suas mangas pra ajudar efetivamente seus vizinhos, nem mesmo diante de  estrondosas catástrofes ?…

Sugiro tirarmos uma única semana anualmente, para que cada um possa se dedicar  àquilo em que acredita de verdade, seja lá o nascimento ou a morte de um  messias, o respeito à virgem sua mãe, à todos os homens e mulheres santos e márteres, entidades ou simbologismos de qualquer espécie, respeitando todos os grandes feitos históricos, e todas as religiões como também aqueles que, por ventura  escolherem permanecer fora delas.

Por que não efetivarmos a semana do meio ambiente, o dia da árvore, do ar, da água ?… que deverá ser  nossa escolhida e útil religião prum futuro muito próximo…  Será que não está na hora de voltarmos a reverenciar o deus  sol, a mãe lua, a deusa água, a virgem floresta, a sagrada Terra ?…

Por que não aderirmos à semana sem carro, sem lixo, sem poluição… sem violência, sem discórdias, inclusive as religiosas,  se é disso que depende o futuro de nossas  crianças ?…

Por que não instituirmos a semana da ética, da cidadania, do “bom caratismo”, da benevolência, da doação ?…

Por que não a paciência e a tolerancia citadas pelo Dalai Lama em detrimento da onipotência e arrogância ditadas por opressores através da excomunhão ?…

Por que não efetivarmos a semana santa da caridade, da vida sem fome, sem aids… sem armas ?…

Por que não efetivarmos com toda a nossa fé o uso da camisinha, já que vem sendo demosntrado que nossa vida afetiva e nossa sexualidade  estão passando por momentos de vulnerabilidade da qual não escapam nem os mais solenes representates da Santa Sé  que pouco a pouco, estão sendo desmascarados  por denúncias de pedofilia, estupros e relacionamentos nem um pouco condizentes ao seu ofício celibatário ?…

Por que dizer  “não” ao aborto se sua prática é uma triste e arriscada realidade…e  “sim”  à mortalidade infantil…  à fome, à falta de instrução, à vida  sem o mínimo de dignidade ?…

Será que foi isso mesmo que Ele veio nos ensinar ?…  Será que crianças não deveriam ter melhor qualidade de vida do que a miséria a que estão condenadas por todos os continentes do planeta?…

Ora, ora….por todo o sincretismo….  nós não precisamos de tantos feriados….o que precisamos é  elevar o pensamento aos céus para pedir por decência !!!!!!!!!!!!!!!!!!