Cuca Roseta – Igreja Santa Maria de Óbidos

Óbidos é a sede do município de mesmo nome, situado no distrito de Leiria, região central de Portugal. Sua grande atração é a Vila Medieval, que conta com cerca de 2200 habitantes e é hoje importante polo turístico da região.

Seus primeiros achados datam da Invasão Romana na península Ibérica, em tempos de César Augusto, no século I a.C., com referências bibliográficas remetidas ao século I, na obra “Naturalis Historia” de Plínio, o velho, onde foi citada.

Seu nome deriva do termo latino “ópido”, que significa cidadela. E é conceituada como a cidade literária.

Reza a lenda que a Igreja Santa Maria de Óbidos tenha sido construída no período visigótico e, depois de ser transformada em mesquita no período de dominação mulçumana, voltou ao poder da Igreja Romana, em 1148, pelas mão de D. Afonso Henriques.

Aos finais do século XV, ela passou por uma reedificação, pois que apresentava-se em completa ruína, promovida, quem sabe, por um possível terremoto, anterior ao de 1755 que devastou Lisboa e toda a região sul de Portugal.

E foi na Igreja Santa Maria de Óbidos, que no sábado, 03 de junho último, a maior cantora de fado da atualidade, Cuca Roseta, subiu ao altar em seu tradicionalíssimo casamento, e nos presenteou com essa interpretação impecável de Ave Maria, que fica aqui para celebrar o que é Portugal.

Conhecer Óbidos é paragem obrigatória para quem visita Portugal. Simplesmente inesquecível.

Portugal, minha paixão!

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É hora de participar!

Não se trata de defender ou acusar governos ou parlamentares, trata-se apenas de defender valores referentes a direitos adquiridos.

Nossos problemas deixaram  de envolver apenas as questões políticas e entraram no campo moral e ético. Perdeu-se a credibilidade nas instituições.

Não se pode revolver-se no tempo para destituir grandes conquistas legais ou coisas quaisquer que possam desconstruir uma suada trajetória às liberdades individuais, nem fortalecer ameaças ao estado democrático de direito.

É a Democracia que está em jogo.Não estamos em meio à uma partida num estádio.

Estamos construindo sociedades, educando crianças para o futuro político da nação.

Toda responsabilidade é pouca em se tratando da vida e do bem comum.

Precisamos de garantias institucionais para que os direitos das minorias fiquem preservados, não permitindo retrocessos e nenhuma subjeção, pois que devemos ouvir, nesse momento, a voz de toda a sociedade.

*

Em tempo: o Brasil é um país laico! …

 

 

Rompendo tabus … com Isabel Dias

Quando o assunto é erotismo, muita gente aplaude a literatura apresentada em livros como “Cinquenta tons de cinza”, transformando esse instrumento de opressão em best-seller internacional.
Hollywood também aposta nessa opressão porque sabe que é o idealismo machista que patrocina a exploração de conteúdos onde a mulher é alvo de violência e desrespeito, trazendo milhões de dólares aos cofres da indústria de produções.
Mas quando do tema se faz a abordagem da libertação feminina, onde é a mulher quem resolve mostrar a igualdade de poderes; que o virtuosismo em nada está implícito na castidade; e que, depois de uma longa trajetória de sofrimento, em que sempre impera a traição, a deslealdade, todo tipo de violência psicológica e humilhação por parte de seus próprios companheiros de jornada; o que temos (claro que não em termos gerais), é julgamento, preconceito e discriminação por parte de um tribunal trans-vestido em hipocrisia, dos setores desta sociedade que se diz moderna (no sentido coloquial da palavra) e libertária, mas que no fundo está imersa num conservadorismo provinciano, há dezenas de gerações.
Será que a mulher está despreparada para a felicidade?
Digo tudo isso para introduzir opinião ao livro que acabo de ler.
A autora, minha amiga, se desnuda diante do leitor sem pudores, ao descrever os casos que teve, durante um período de dois anos e meio… com cada um dos 32 homens que conheceu através de um site de relacionamentos, depois de um trágico e complicado processo de divórcio, impulsionada pela raiva e pelo desejo de dar o troco à traição do marido, ao descobrir que ele tinha quatro amantes.
“32 – um homem para cada ano que passei com você” é um livro que lava a alma de todas nós mulheres, que experimentamos a dor de sermos traídas, humilhadas e psicologicamente violentadas por esses homens com quem nos dispusemos a compartilhar a vida, onde acreditávamos viver nossa grande história de amor, com quem nos sentíamos seguras e acalentadas. Com quem tivemos nossos filhos, a quem tivemos dedicados nossos melhores anos, nossa lealdade, nossa beleza vigorosa e nossa juventude.
Isabel Regina Dias é uma mulher de coragem, que não demonstrou ter pudor algum ao denunciar publicamente sua decepção em relação ao homem com quem imaginava envelhecer; a depressão que quase a matou e as descobertas que fez acerca de si mesma; ao se propor, com a aceitação e apoio dos filhos, a essa busca implacável pela mulher que nem sequer sabia haver dentro de si.
Parabéns, Regina, minha amiga… estou aqui pra dizer que você me representa! …
*
Com prefácio de Xico Sá … 215 páginas de muita diversão e reflexão.

Interrompendo as Buscas

Martha Medeiros

– “Assistindo ao ótimo ‘Closer – Perto demais’, me veio à lembrança um poema chamado ‘Salvação’, de Nei Duclós, que tem um verso bonito que diz: “Nenhuma pessoa é lugar de repouso”.

Volta e meia este verso me persegue, e ele caiu como uma luva para a história que eu acompanhava dentro do cinema, em que quatro pessoas relacionam-se entre si e nunca se dão por satisfeitas, seguindo sempre em busca de algo que não sabem exatamente o que é. Não há interação com outros personagens ou com as questões banais da vida. É uma egotrip que não permite avanço, que não encontra uma saída – o que é irônico, pois o maior medo dos quatro é justamente a paralisia, precisam estar sempre em movimento. Eles certamente assinariam embaixo: nenhuma pessoa é lugar de repouso.

Apesar dos diálogos divertidos, é um filme triste. Seco. Uma mirada microscópica sobre o que o terceiro milênio tem a nos oferecer: um amplo leque de opções sexuais e descompromisso total com a eternidade – nada foi feito pra durar. Quem não estiver feliz, é só fazer a mala e bater a porta. Relações mais honestas, mais práticas e mais excitantes. Deveria parecer o paraíso, mas o fato é que saímos do cinema com um gosto amargo na boca.

Com o tempo, nos tornamos pessoas maduras, aprendemos a lidar com as nossas perdas e já não temos tantas ilusões. Sabemos que não iremos encontrar uma pessoa que, sozinha, conseguirá corresponder 100% a todas as nossas expectativas ¿ sexuais, afetivas e intelectuais. Os que não se conformam com isso adotam o ‘rodízio’ e aproveitam a vida. Que bom, que maravilha, então deveriam sofrer menos, não? O problema é que ninguém é tão maduro a ponto de abrir mão do que lhe restou de inocência. Ainda dói trocar o romantismo pelo ceticismo, ainda guardamos resquícios dos contos de fada. Mesmo a vida lá fora flertando descaradamente conosco, nos seduzindo com propostas tipo “leve dois, pague um”, também nos parece tentadora a idéia de contrariar o verso de Duclós e encontrar alguém que acalme nossa histeria e nos faça interromper as buscas.

Não há nada de errado em curtir a mansidão de um relacionamento que já não é apaixonante, mas que oferece em troca a benção da intimidade e do silêncio compartilhado, sem ninguém mais precisar se preocupar em mentir ou dizer a verdade. Quando se está há muitos anos com a mesma pessoa, há grande chance de ela conhecer bem você, já não é preciso ficar explicando a todo instante suas contradições, seus motivos, seus desejos. Economiza-se muito em palavras, os gestos falam por si. Quer coisa melhor do que poder ficar quieto ao lado de alguém, sem que nenhum dos dois se atrapalhe com isso?

Longas relações conseguem atravessar a fronteira do estranhamento, um vira pátria do outro. Amizade com sexo também é um jeito legítimo de se relacionar, mesmo não sendo bem encarado pelos caçadores de emoções. Não é pela ansiedade que se mede a grandeza de um sentimento. Sentar, ambos, de frente pra lua, havendo lua, ou de frente pra chuva, havendo chuva, e juntos fazerem um brinde com as taças, contenham elas vinho ou café, a isso chama-se trégua. Uma relação calma entre duas pessoas que, sem se preocuparem em ser modernos ou eternos, fizeram um do outro seu lugar de repouso. Preguiça de voltar à ativa? Muitas vezes, é. Mas também, vá saber, pode ser amor.

E se Obama fosse africano?

Mia Couto

… “na realidade, só existe um modo de nos valorizarmos: é pelo trabalho, pela obra que formos capazes de fazer. (…) somos pobres. Ou melhor, fomos empobrecidos pela História, fomos também empobrecidos por nós próprios. A razão dos nossos actuais e futuros fracassos mora também dentro de nós. (…) somos produtores do nosso destino. (…) construtores de um tempo e de um lugar onde nascemos todos os dias. (…) antes vale andar descalço do que tropeçar com os sapatos dos outros.”

* Mia Couto é poeta e biólogo moçambicano e publica no Brasil pela Companhia das Letras, São Paulo.

Putas

BLOG DO FREITAS

” estamos eu, a Scheila e mais três bilhões de putas ralando diariamente na boquinha da garrafa.”

Por Talita Corrêa

Não sou a primeira. Não sou a última puta da história. Portanto, com a sua licença, um mergulho no submundo:

Nesta semana, UMA MOÇA DIREITA E DE FAMÍLIA resolveu divulgar (com fotos, baixarias e menções ao filho morto do casal) que (pausa para a hashtag) #estápegandoomaridodaScheilaCarvalho.
Uma internauta intelectual, virtuosa e virgem analisou o caso: “Pau que nasce torto nunca se endireita (Menina que requebra, mãe, pega na cabeça). Quem mandou ter um passado sujo como morena do ‘Tchan’? Nunca vai ter respeito. Sou dona de casa e meu marido não faria isso. Agora, que botou botox e virou uma puta velha, vai chorar!’’.

Li. Ri. E pensei: estamos eu, a Scheila e mais três bilhões de putas ralando diariamente na boquinha da garrafa.
Somos putas velhas, sim. Há mais…

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Meu verbo é ir

Andar na contra-mão é ir além do senso comum. É levantar com o pé esquerdo sem superstição. Enxergar o lado bom de quem é “mau”. E se dar o direito de ser original.
Andar na contra-mão é se lançar no acostamento pra chegar mais rápido. É se permitir estar fora da lei. Longe do que é convencional. Aflorado de subversão. Submerso na emoção para ser feliz.
Liberdade às vezes dói. Mas voar não é pra qualquer um…
Porque o amor é xadrez.

O momento: uma maneira de viver! …

“O Iluminismo representa a saída dos seres humanos de uma tutelagem a qual estes mesmos impuseram a si. Tutelados são aqueles que se encontram incapazes de fazer uso da própria razão independentemente da direção de outrem. É-se culpado da própria tutelagem quando esta resulta não de uma deficiência do entendimento mas da falta de resolução e coragem para se fazer uso do entendimento independentemente da direção de outrem. Sapere aude! Tem coragem para fazer uso da tua própria razão! – esse é o lema do Iluminismo.”

Immanuel Kant (O que é o iluminismo?)

#Movimento-Ação

Tenho tentado fazer esse vídeo girar o mundo.
Quanto mais for compartilhado, maior a possibilidade de fazê-lo chegar aos quatro cantos do planeta.
O mundo precisa ver o descontentamento do povo brasileiro pra parar com a idolatria por nossos governantes corruptos, lá fora.
Temos que tirar as máscaras do Brasil e mostrar pra eles que as mulheres aqui são ativistas, professoras, médicas, cientístas, advogadas, mães, domésticas, e não PUTAS, como querem nos mostrar lá fora.
Temos prostitutas também. Mas é uma classe trabalhadora minoritária, que não representa a classe trabalhadora feminina do nosso pais. A voz feminina prevalece, nesse coro do vídeo.
Pegando carona aqui pra deixar o meu protesto contra o turismo sexual que já está sendo preparado para a Copa do Mundo. Isso tem que acabar! …
Eu quero ser respeitada. Porque nem “nossos maridos” nos respeitam! …
A mulher tem sido violentada, física e psicologicamente dentro da sua própria casa.
E isso vem trazendo seqüelas para as novas gerações de meninas que crescem vendo o descaso, o desrespeito, o autoritarismo, gerado por seus pais sobre suas mães e sobre elas próprias durante anos e anos a fio.
Essa violência psicológica gera, consequentemente, uma nova geração de mulheres submissas, e isso não tem fim.
A violência psicológica deixa mais sequelas do que a violência física. A mulher brasileira tem que dar um basta nisso. Dar-se ao respeito, e exigir respeito dentro de casa desde o início, porque uma vez sob domínio, não conseguirá refazer sua alto-estima nunca mais.
Se estiver se sentindo subestimada dentro de casa, procure ajuda psicológica imediata.
Porque quem ama, não abusa, não maltrata, e não desrespeita.
Reflita sobre isso também. Estamos na hora da grande virada! …

https://www.facebook.com/video/embed?video_id=536149766449645

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=oqbPYG0yDuI

“TOMORROW IT WILL BE BIGGER”…

“Folks! Pay attention!
Our actions were victorious, but the movement has only begun!
We are part of a national struggle, of a global struggle!
And we won’t stop here. And so, it’s important that everyone come at 6pm,
to the Subway steps, to the bus station!
We will continue the movement because our struggle is much greater than this.
We will only stop when we put ONE MILLION, TWO MILLION, THREE MILLION…
TWENTY MILLION, HERE (Congress)…
To tell them, that it’s not right, what they do with our money.
With our health, with our education.
-TOMORROW IT WILL BE BIGGER”
*
Ouçam a voz do Brasil, numa convocação uníssona, representada pelo movimento que invadiu a cobertura do Congresso Nacional, na última segunda-feira. A força desse grito me representa !!!!!!!!! Esta convocação é para Brasília, mas todos estaremos de prontidão em algum lugar. A Luta é NOSSA! …
*
“Galera … Muita atenção!
O nosso Ato foi vitorioso, mas o movimento apenas começou.
Nós fazemos parte de uma Luta Nacional, de uma Luta Mundial!
Não podemos parar por aqui. Por isso, é importante que todo mundo que está aqui, esteja às seis horas de quinta-feira em frente à escadaria do metrô, na rodoviária. Vamos seguir o movimento porque a nossa luta é muito maior que isto !!!!!! Só vamos parar quando a gente colocar um milhão, dois milhões, três milhões, VINTE MILHÕES, AQUI, PRA FALAR PRA ELES, QUE NÃO ESTÁ CERTO, O QUE ELES FAZEM COM O NOSSO DINHEIRO, COM A NOSSA SAÚDE, COM A NOSSA EDUCAÇÃO !!!!!!”
-“AMANHÃ VAI SER MAIOR MAIOR” !!! …
*
https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=oqbPYG0yDuI

Ato nº5 (parte 2)

Um Ato nº5 muito diferente.

O Famoso “AI5 (Ato Institucional nº5)” de 13 de dezembro de 1968, tolheu a liberdade de expressão e reprimiu qualquer tipo de manifestação pública. Em tempos de ditadura, no regime Militar. 45 anos depois, vem um novo Ato nº5, pra mostrar que a rua é do povo, e que as palavras também.

Uma simbologia difícil de passar em branco! …

Eu e o Posto

Não sei porque eu tenho em minha vida histórico curioso com posto de gasolina.

Uma vez eu conheci um cara, num posto de estrada e casei com ele. Ah, o amor. Jovens são tão esquisitos!

Anos depois, passados carnavais e vendavais, revoluções e resoluções, resolvi dar uma de broto e parti numa viagem autoral, de “canudo e canequinha” por Minas Gerais, o que me acarretou longas quatro horas de espera, num posto de gasolina, por uma condução que me valesse o peso, da espera e da “muamba” que toda mulher gosta de carregar quando volta pra casa.

Haja quinquilharia!

Pois hoje, depois de truculenta noite de descaso, ao acaso me deparei com um posto de gasolina do tipo “salvador da Pátria”.

Literalmente.

Eu ali, no meio de uma multidão de meninos gritando palavras de ordem com muita energia, pulei a corrente de um posto e me deparei com dois policiais recostados em sentinela, dos quais me tornei um grupo, pra levar pedrada, se o caso fosse, pois o “alto-comando” deliberou à folga, o Choque.

-Pois que bem, seu guarda: hoje vai ter calma? Perguntei ao soldado de prontidão.

-A “ordem de cima” diz que sim, respondeu o “polícia”.

E assim se fez, que levei vinte minutos a catequisar os guardas – o senhor tem filhos? -Tenho sim, minha senhora.
Pois que sim, outra vez.

-Se alguma coisa acontecer, antes de bater nos meninos, pense nos seus filhos, porque eu tenho duas, que estão aí.
E partiu a passeata sem uma única ocorrência de violência até a Ponte Estaiada, Zona Oeste de São Paulo.

Ao chegar em casa eu pensei: o “Alto-Comando Lá de Cima” protegeu os meninos.

Pôxa vida, esqueci do caso que casei lá no começo. Mas me lembrei que o posto era “Ipiranga”, olha a foto aí…

Ô pátria amada, salve salve!…

Ipiranga

Ato nº5

A verdade é que o brasileiro está descobrindo que manifestar-se é melhor que carnaval.
Eu fiquei muito emocionada com a rapaziada e orgulhosa de minhas filhas. Uma delas estava atrasada, porque saiu tarde da faculdade.
Chegou a chorar por ter perdido a carona. Então eu entrei em ação.
Entrei no carro e falei pra ela tocar em frente. Fomos muito tranquilas até o Largo da Batata.
Chegando lá, ela se agrupou e eu fiquei um tempo alí, marcando presença na concentração.
Depois parti pra casa, mas quando estava chegando, vi a Hélio Pellegrino totalmente deserta, não resisti. Peguei o sentido Pinheiros e voltei.
Estacionei e fiquei esperando na Cidade Jardim. Quando chegaram, que eu pude ver a dimensão que o Ato tinha tomado.
O Brasil estava ali, diante dos meus olhos.

brasil

O depertar do Brasil 4 !!! …

Que o domingo seja traquilo para que a segunda venha com fé e coragem.

Saiamos às ruas para proteger esses meninos. Para mostrar ao mundo que somos pacíficos e civilizados. Que estamos no limite. Que quem instiga a desordem é o comando geral despreparado do Dr. Alkmin.

Que o Sr. Haddad só cumpre ordens do Sr. José Dirceu, o chefe da quadrilha, que está condenado em última instância por um Tribunal que não consegue fazer cumprir as leis.

Saiam às ruas, nem que seja em frente de casa, com as mãos dadas aos vizinhos, e que essa corrente de manifestação chegue até o largo da Batata.

Onde a repressão estará à espera das lideranças do movimento. Manifeste-se. Cada um a seu modo. Porque somos milhões e ninguém poderá nos segurar, nem prender, nem calar! …

Não espere que alguém grite por vc. Faça a sua parte! …

Manuel Castells analisa as manifestações em São Paulo

por Equipe Fronteiras … (via Jose Luiz Goldfarb)

Sociólogo espanhol, Manuel Castells esteve no Fronteiras do Pensamento 2013 para a conferência Redes de indignação e esperança, homônima à sua mais recente obra, a ser lançada no Brasil em setembro (editora Zahar). Em São Paulo, no preciso momento de sua fala no Teatro Geo (11/06), a Avenida Paulista era espaço de tensão entre a polícia militar e os manifestantes contra o aumento das passagens de ônibus. Questionado pelo público sobre o que estava acontecendo na cidade, Manuel Castells respondeu:

“Todos estes movimentos, como todos os movimentos sociais na história, são principalmente emocionais, não são pontualmente indicativos. Em São Paulo, não é sobre o transporte. Em algum momento, há um fato que traz à tona uma indignação maior. Por isso, meu livro se chama REDES de indignação e de esperança. O fato provoca a indignação e, então, ao sentirem a possibilidade de estarem juntos, ao sentirem que muitos que pensam o mesmo fora do quadro institucional, surge a esperança de fazer algo diferente. O quê? Não se sabe, mas seguramente não é o que está aí. Porque, fundamentalmente, os cidadãos do mundo não se sentem representados pelas instituições democráticas. Não é a velha história da democracia real, não. Eles são contra esta precisa prática democrática em que a classe política se apropria da representação, não presta contas em nenhum momento e justifica qualquer coisa em função dos interesses que servem ao Estado e à classe política, ou seja, os interesses econômicos, tecnológicos e culturais. Eles não respeitam os cidadãos. É esta a manifestação. É isso que os cidadãos sentem e pensam: que eles não são respeitados.

Então, quando há qualquer pretexto que possa unir uma reação coletiva, concentram-se todos os demais. É daí que surge a indicação de todos os motivos – o que cada pessoa sente a respeito da forma com que a sociedade em geral, sobretudo representada pelas instituições políticas, trata os cidadãos. Junto a isso, há algo a mais. Quando falo do espaço público, é o espaço em que se reúne o público, claro. Mas, atualmente, esse espaço é o físico, o urbano, e também o da internet, o ciberespaço. É a conjunção de ambos que cria o espaço autônomo. Porém, o espaço físico é extremamente importante, porque a capacidade do contato pessoal na grande metrópole está sendo negada constantemente. Há uma destituição sistemática do espaço público da cidade, que está sendo convertido em espaço comercial. Shopping centers não são espaços públicos, são espaços privados organizando a interação das pessoas em direção a funções comerciais e de consumo. Os cidadãos resistem a isso.

Veja que interessante é o caso da Praça Taksim e do Parque Gezi, em Istambul. Há meses, eles estão protestando contra a destruição do último parque no centro histórico da cidade, onde seria construído um shopping center, um complexo dedicado aos turistas, que nega aos jovens o espaço que poderiam ter para se relacionar com a natureza, para se reunir, para existir como cidadãos. Portanto, é a negação do direito básico à cidade. O direito, como disse Henri Lefebvre, de se reunir e ocupar um espaço sem ter que pagar, sem ter que consumir ou pedir permissão a autoridades. Por isso, tenta-se ultrapassar a lógica da liberdade na internet à liberdade no espaço urbano.

Eu não posso opinar diretamente sobre os movimentos que estão acontecendo neste momento aqui em São Paulo, mas há algumas características de tentar manifestar que a cidade é dos cidadãos. E este é o elemento fundamental em todas as manifestações que eu observei no mundo.

O que muda atualmente é que os cidadãos têm um instrumento próprio de informação, auto-organização e automobilização que não existia. Antes, se estavam descontentes, a única coisa que podiam fazer era ir diretamente para uma manifestação de massa organizada por partidos e sindicatos, que logo negociavam em nome das pessoas. Mas, agora, a capacidade de auto-organização é espontânea. Isso é novo e isso são as redes sociais. E o virtual sempre acaba no espaço público. Essa é a novidade. Sem depender das organizações, a sociedade tem a capacidade de se organizar, debater e intervir no espaço público.”

O despertar do Brasil 3 !!! …

São Paulo, a maior cidade da América Latina, está borbulhando.

Quanto maior a pressão, maior o risco da panela explodir. Somos quase 12 milhões de habitantes.

Trabalhadores que seguram o “Brasilzão” nos ombros, como as formigas, na fábula da cigarra. Uma pequena minoria, de garotos ainda, deu início à rebelião.
E estão pondo as nossas caras pra bater, mas é a deles que sangra, enquanto ficamos sentados no sofá, esperando os jogos da Copa das Confederações.

E é assim, vendo a violência dos cassetetes pela tv, é que esperamos que alguém faça baixar o preço das passagens do “pau-de-arara” que nos carrega ao ofício onde todos os dias, cada vez mais arraigados aos carnês de prestações, nos esprememos pra manter o ganha pão.

E assim vai o Brasil.

O preço da passagem subiu menos que a inflação, desculpa-se o “governador”.

Mas é a inflação que está saindo do controle, não a população. É o descontrole da política, o nepotismo, a corrupção, o descaso com as reformas, com a educação e a saúde é que está na mira desta explosão.

O povo ainda não se manifestou.

Mas a verdadeira explosão se fará quando fecharmos as nossas portas e apagarmos as nossas luzes, parar, em vez de marchar. Essa será a grande virada.

A cidade tem que parar. Vamos dormir tranquilos, ninguém nas ruas, num toque surdo de silêncio.
Nenhum centavo na corrente sanguínea da cidade.

E o povo então se fará presente. São Paulo tem que parar. E o Brasil ouvirá as suas súplicas.

É isso! …

O despertar do Brasil !!! …

O Brasil está acordando.

Infelizmente, há de haver violência. A briga é política. Quem paga?…

Estudantes, jornalistas, ativistas, trabalhadores… mas temos sangue latino correndo nas veias.

A cada confronto está embutido o “fora Renan”, o “fora Feliciano”, o “queremos Dirceu e sua quadrilha na cadeia”, o “queremos de volta nossa democracia”, o “queremos a autonomia dos poderes”, a “justiça”, o “não à impunidade”.
Nós queremos nosso Brasil de volta.

Chega de tapar os olhos com Copa do Mundo, essa foi a estratégia usada em 1970, por um regime assassino, do qual não temos saudade. Eu quero poder seguir a minha vida, com meus filhos e netos, “caminhando e cantando e seguindo a canção!” …

O Brasil precisa de diálogo. De voz, e se preciso for… de GRITO! ….

Ninguém está brigando pelo aumento das passagens, o buraco está bem mais embaixo.
Queremos viver com dignidade, pois nós somos os brasileiros.

A Pátria é nossa!

“No que creem os que não creem”

Hoje, “folheando” a internet em busca de conhecimento, eu esbarrei num livro que li há 13 anos, cujo conteúdo se mantém atualíssimo, extremamente apropriado ao momento em que vivemos.

O escritor e filósofo Umberto Eco, um dos mais conceituados pensadores laicos, dos mais importantes semiólogos da atualidade e o Cardeal Carlo Maria Martini, então Arcebispo de Milão (1999), passaram um ano se correspondendo sobre assuntos como …

“A existência de Deus e a invenção de Deus, os fundamentos da ética e o respeito ao outro, as mulheres e o sacerdócio, a liberdade de escolha e de ação frente aos imperativos religiosos, o aborto, o respeito à vida, a engenheira genética, o apocalipse e a idéia de fim na cultura laica, a existência ou não de uma noção de esperança comum a crentes e não crentes.”

Cartas tansformadas em livro, interessante pela dualidade ideológica do debate, travado com total liberdade dialética, “No que creem os que não creem” é litaratura obrigatória para aqueles que sentem a necessidade de formar opinião acerca dos assuntos que envolvem religião e Ética, tão em voga nos dias de hoje.

É um livro de 160 páginas, editado pela Editora Record.
Vale a pena ler. Indico! …

Não há silêncio que não termine – Parte I

“Estou só. Ninguém me olha. Finalmente, sozinha comigo mesma. Nessas horas de silêncio que adoro, falo comigo e rememoro (…) Estou livre e choro. De felicidade e de tristeza, de honra e de gratidão. Tornei-me um ser complexo. Não consigo mais sentir uma emoção de cada vez, estou dividida entre contrários que me habitam e me sacodem. Sou dona de mim mesma, mas pequena e frágil, humilde pois consciente demais de minha vulnerabilidade e de minha inconsequência. E minha solidão me descansa. Sou a única responsável por minhas contradições. Sem precisar me esconder, sem o peso daquele que escarnece, que late ou que morde.” (Não há silêncio que não termine – Ingrid Betancourt – Companhia das Letras – 2010.)

Quando o amor sai do passado

Guardados para sempre na minha caixinha.
Eu amo todos vocês! Eu amo você, Armando Bravi.

Cumprindo Profecias
(Armando Bravi)

Da janela do décimo quinto andar fico procurando sinais da cidade da minha adolescência. Entre prédios modernos de arquitetura duvidosa encontro aqui e alí um telhado familiar, um quintal conhecido – cenários abandonados. Mesmo com toda paisagem renovada e repleta do não-eu, consigo me encontrar nas novas alturas desta vasta Jundiaí.

Na criação deste vídeo passo oito dias em frente ao computador tentando fazer sentido de todas as fotos e lembranças que elas me trazem. Trabalho árduo e detalhista, neurótico por contrôle que sou, que me pede um envolvimento técnico absoluto e força a emoção prá fora do estúdio.

Rostos, escadas, janelas e gestos que passam pelo meu monitor em direção à um resultado coeso e sincronizado com a profecia do Milton Nascimento. Emoções fortes de alegrias passadas e tristezas marcantes passeiam pelo meu coração, um vídeo clip que eu não controlo ou manipulo. Meu coração sempre foi seu próprio diretor e nunca ouviu a voz da razão, mas como na profecia do Milton, só aceita a voz que vem dele mesmo. Meu coração as vezes fala por demais…

Páro o processo de edição por um tempo, pra descansar, fumar, renovar a energia, mas eu sei que realmente é meu coração que precisa de tempo pra transbordar todas as emoções que este passado fotografado me traz e choro, choro muito…

Choro muito na sacada do décimo quinto andar olhando a nova paisagem e não preciso mais do telhado conhecido, do quintal familiar… Agora o externo não pode mais me traduzir. Mudei pra dentro de mim. Só o que me traduz são essas fotos que passeiam pelo monitor e que me levam de cabeça ao passado. Meu presente é este passado branco e preto de recordações. Minhas mãos se unem ao teclado, o computador sou eu e meu coração é a placa mãe.

E vejo Elianas e Cidinhas;
Lauras, Rôs, Selmas, Anas e Cristinas;
vejo as três estrelinhas.
Vejo Frenhis, Vilhenas, Fratesis e Silvas.
Pitucas, Fortunatas, Rabelos e Luizinhas.
Vejo mestres queridos que jamais esquecí.
Vejo Ivaniras, Antonio Carlos, Abigaís e Doroty.
Vejo o laranja e branco no vestido de seda pura
Vejo Regina Toledo, a mãe da minha loucura.

Esse vídeo é para todos nós que, independente de quais anos passamos por estes corredores e salas, escrevemos a história da nossa escola.

Corredores do GEVA, repletos das dúvidas e sonhos da nossa adolescência, estamos de volta para cumprir a profecia do Milton Nascimento. Apertem o cinto de segurança, abram bem os olhos e não deixe o coração piscar. São 50 anos em quatro minutos. Espero ter feito justiça à este presente que, no presente, hoje o passado nos dá!

Armando Bravi é ator e diretor de teatro. Hoje, em NY.

Thrive … the world is waking up!

Pra prestar muita atenção. Rever os valores. Conceitos. Rever atitudes. Pensar. Agir! … Mudar

Fumei mas não traguei

Não estou aqui para generalizar, nem para acusar ninguém; não detenho a verdade, apenas faço prevalecer uma opinião pessoal, fazendo-me valer do direito à liberdade de expressão, a favor da descriminalização da maconha e visando a educação de modo que pelo menos se tente diminuir o comércio ilegal de drogas. Se você acha que não tem como ajudar, converse com seu vizinho …

Como já dizia Bill Clinton… também juro, pelo Deus das Santas Contravenções. O que não vem ao caso, ao menos por minha pobre insignificância.
Mas foi hoje, ou no máximo ontem que retuitei (para quem não sabe, copiar e colar o link de um artigo cujo conteúdo você ratifica no twitter – se ainda assim não entendeu o mais indicado é que se atualize um pouquinho mais na web) … um artigo em que se dizia terem os especialistas médicos da UNIFESP chegado ao final de um estudo em que comprovavam que a “maconha emburrece” !!!
Ora ora … achei polêmica a conclusão.
O artigo dizia respeito ao comprometimento intelectual nos indivíduos usuários da droga e, se bem me lembro, de uma provável perda de memória decorrente desse uso.
Ora ora 2 … Atirando meus “achismos” na ciranda, confesso que sem ser especialista no assunto, não vi novidade alguma no que li; em mim, não gerou uma única ponta de surpresa mas, refletindo e ponderando sobre esses anos todos desde que nasci, no finalzinho da década de 1950, os glamurosos e extrovertidos anos 1960 … os 1970, 1980 e 1990 … e diante da necessidade política em se estabelecer esse raciocínio católico em torno do assunto … pensei:
Achismo nº1 – Podem os médicos que trabalham nessas pesquisas e que não nasceram ontem nem hoje, não serem tão leigos no assunto quanto querem parecer, não é?
Achismo nº2 – Estudantes de medicina não são tão tolinhos enquanto estão na universidade, são?
Achismo nº3 – A grande maioria dos grandes intelectuais não precisa ou não quer ter boa memória, não é?
Achismo nº4 – Adolescentes não devem fumar maconha jamais e para isso devem receber educação adequada em casa e na escola, certo? Nem que para isso tenham os pais que serem educados também, ok?
Achismo nº5 – Minha mãe dizia para eu ter cuidado com o pipoqueiro da frente da escola, e a sua também, lembra-se?
Achismo nº6 – Nada que a mãe da gente fala tem muita importância numa determinada idade, só nos damos conta disso quando estamos enrascados com a educação dos nossos filhos, não é mesmo?
Achismo nº7 – Há uma necessidade grande em desmitificar o uso de determinadas drogas como também ficar muito atento ao consumo de bebida alcoólica entre adolescentes cada vez mais jovens porque isso os leva, com toda certeza a querer experimentar drogas mais pesadas, tô errada?
Achismo nº8 – É através do exemplo dos pais que a grande maioria dos adolescentes se inicia no consumo de drogas lícitas (principalmente) e ilícitas, não é? E a grande parte dos pais e mães sabem que um “tapinha” não dói, né não?
Achismo nº9 – Precisamos valorizar a pessoa do professor, ando achando que ele anda com a auto-estima um pouquinho baixa, pode ser?
Achismo nº10 – Não estou aqui para fazer apologia à droga nenhuma, sou mãe, não sou idiota quanto ao consumo de drogas e não posso admitir esse modo quase analfabeto com que a medicina trata um assunto terrível, de saúde pública como é o consumo de drogas que está há muito fora do controle das autoridades, e é assim que estamos vivendo no Brasil. Estou me colocando civicamente do lado oposto ao da hipocrisia com que o assunto é abordado por profissionais de saúde na mídia, como se todos estivéssemos intelectualmente danificados.
Chamar dependentes químicos de burros eu “acho” não ser o melhor caminho.
O tradicional “maconheiro” dos anos 60 já virou médico, engenheiro, arquiteto, músico, jornalista, presidente da república dos Estados Unidos da América. Talvez traficante, bandido ou deputado.
E “nóis” aqui, com essa conversinha mole, nefasta e politicamente impraticável, que jamais acabará com o problema do tráfico de drogas que está matando “os meninos” às vistas da polícia e da sociedade “mediocremente de olhos fechados” para a sarjeta da dita, maldita e malvista “cracolândia” …

Rogai por nós !!! … Fumei, mas não traguei …

Teu despertar é canja de galinha

http://www.obagastronomia.com.br/uma-canja-com-sandra-calasans/

Às vezes ficamos tristes.

Nem sempre a razão oferece opções e o coração se aperta todinho, e fica resmungando, cheio de cobranças sobre o que passou, sobre o que é e sobre o que virá.

Céus! Dá um vazio, aquela deprê sem gosto que aposta em nossa desgraça deixando uma vontade de ficar acuado num canto, sem se mexer, sem querer existir.

Hoje, acho que é um dia desses. Tô pior que canja. E não aquela que só eu mesma sei fazer, com galinha gostosa, fresquinha e cheirosa.

Sabe como é?

Você pega uns peitinhos lindinhos e dá uma boa temperada neles. Uma douradinha e um banho que pode ser com água fria mesmo. Aí deixe que cozinhe na água do banho até ficar tenro; não pode passar do ponto senão endurece.

Enquanto ele cozinha já vai dando um caldo com cheirinho bom, mas dois cubinhos de caldo de galinha vão fazer um rebuliço e o cheiro vai ficar ainda mais esperto.

E você vai pensando na vida, nos amores que deixou passar, naqueles que perdeu sabe-se lá por que. Mas não esqueça que deixou a panela no fogo porque senão a canja vai virar uma gororoba.

Pra não mergulhar demais nessa tristeza, você pode dar uma raladinha em cebola (que vai te fazer chorar mais que tua pior desilusão) e na cenoura já pra dentro da panela. E ir colocando pitadas de orégano, manjericão, salsinha … bem devagarinho, só pra dar um colorido, porque isso vai alegrar um pouquinho você.

Tire os peitinhos da panela e coloque lá dentro aquele arroz que sobrou do almoço, já cozido, pro caldo não ficar muito empapado com o cozimento do arroz.

Ponha uma música suave pra tocar, mas não “aquela”… porque vai fazer você lembrar daqueles momentos especiais e isso vai chatear muito você.

Como penitência, desfie o frango ainda quente; vai queimar um pouco as mãos mas você tá merecendo se punir … Não consegue esquecer essa paixão esquisita que arrumou na internet.

Depois de desfiado, jogue o peito na panela, corrija o sal e adicione toda a raiva que você está guardando de si mesmo por ter se lascado em não lascar um beijo logo de uma vez, naquele primeiro e único encontro.

Deixe ferver tudo. Não se esqueça do azeite extra virgem e do queijo ralado no final.

Depois de pronto … encha a cara de vinho tinto, embebede-se de canja de galinha e vá dormir.

Tenha certeza que terá sonhos lindos. E que, pela manhã, adquirirá coragem pra mandar um torpedo dizendo: “Teu despertar é mar” !!! …

Numa ciranda

Nesta brincadeira de roda onde todos estamos girando, andando em corda bamba, cada um pensando apenas nas estratégias de sua pobre vida, existe um mundo inteirinho lá fora, querendo  “estar”.

Não se fala em outra coisa, a palavra é “inclusão”… Uma fórmula para a “nova ordem social”… Uma nova maneira de existir no mundo.

Enquanto alguns poucos privilegiados que podem desfrutar do melhor de todos os sonhos adormecem na infusão de água morna e erva daninha, o mundo fervilha a cortar as cabeças de quem não faz jus ao que lhe fora dado em oferenda.

Mas a vida é mesmo assim. Há quem mereça, mas o escolhido nem sempre sabe aproveitar.

Não se poderia querer que nesta rotação frenética houvesse tempo para parar pra pensar. Temos que pensar com o sangue bombando pra cima,  produzindo as enzimas que nos empurram para o fim do túnel. Porque no fim deste túnel existe uma única luz, e todos nós buscando atravessar.

Temos a obrigação de brigar por ela! … Senão, morreremos na praia.