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Fotografia de Coimbra

(José Luís Peixoto)

“Coimbra é a cidade e a esperança dos domingos à tarde. Um calendário abandonado no bolso do casaco é Coimbra. Coimbra são fotografias reveladas de um rolo antigo, esquecido numa gaveta. E, no entanto, enquanto falamos, Coimbra existe e corre no recreio. Existe ar que é respirado apenas por Coimbra. Existe um coração no seu peito a bater, e esse é um milagre de deus que transcende deus.”

(Fotografia de Coimbra – Gaveta de Papéis)

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infinita impossibilidade

(Sandra Barbosa de Oliveira)

o poeta encanta
enquanto canta
mantra
em versos
canto escuro como um manto

encantado o véu assim
no entardecer do céu
do sol se pôr
por tanto
azul a iluminar minar
da água azul também
fazer brilhar

o poeta enquanto canta
o mantra em céu
a escoar da chuva
em pleno pôr do sol
no entardecer
lilás molhado
o santo manto
azul transformado
mina também
no anoitecer do seu canto
triste algum lugar
escuro azul

e o poeta canta
encanta estrela em verso
eterno amor
infinita impossibilidade
do canto triste
a desvendar caminho
como seguir seu sonho
a naufragar poemas

*

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Cuca Roseta – Igreja Santa Maria de Óbidos

Óbidos é a sede do município de mesmo nome, situado no distrito de Leiria, região central de Portugal. Sua grande atração é a Vila Medieval, que conta com cerca de 2200 habitantes e é hoje importante polo turístico da região.

Seus primeiros achados datam da Invasão Romana na península Ibérica, em tempos de César Augusto, no século I a.C., com referências bibliográficas remetidas ao século I, na obra “Naturalis Historia” de Plínio, o velho, onde foi citada.

Seu nome deriva do termo latino “ópido”, que significa cidadela. E é conceituada como a cidade literária.

Reza a lenda que a Igreja Santa Maria de Óbidos tenha sido construída no período visigótico e, depois de ser transformada em mesquita no período de dominação mulçumana, voltou ao poder da Igreja Romana, em 1148, pelas mão de D. Afonso Henriques.

Aos finais do século XV, ela passou por uma reedificação, pois que apresentava-se em completa ruína, promovida, quem sabe, por um possível terremoto, anterior ao de 1755 que devastou Lisboa e toda a região sul de Portugal.

E foi na Igreja Santa Maria de Óbidos, que no sábado, 03 de junho último, a maior cantora de fado da atualidade, Cuca Roseta, subiu ao altar em seu tradicionalíssimo casamento, e nos presenteou com essa interpretação impecável de Ave Maria, que fica aqui para celebrar o que é Portugal.

Conhecer Óbidos é paragem obrigatória para quem visita Portugal. Simplesmente inesquecível.

Portugal, minha paixão!

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#EuTeAmoBarcelona

A primeira viagem

Foi apenas quando o trem de pouso bateu com as rodas no chão que eu me dei conta de que ali estava eu, sozinha e que estava por começar uma grande aventura.

O destino entre os tantos que antecederam a escolha, desde os primeiros momentos, não surgiu ao acaso e seria o tiro da grande jornada de autoconhecimento e motivação, que estava há muito a minha espera.

Seria eu ali a vislumbrar um mundo de aromas e paisagens, arte, sensações e solidão.

Meu medo me obstruía a passagem mas nunca haveria de chegar a minha hora se eu não criasse o momento… e parti.

Ao desembarcar em Barcelona, naquele que seria o meu primeiro chão de mundo livre, o aeroporto me recepcionou com maestria e me encaminhou para as ruas da cidade.

Ônibus, buzinas, o peso da mochila nas costas, tudo meio adormecido ainda diante do desembarque, no momento da chegada.

A tarde estava morna, o tempo sem cor, nem frio nem calor.

Eu ainda embriagada pelas horas do voo, desci na praça principal, rodeei-a a 360 graus e percebi-me perdida em meu giro, em meu relógio, em meus sentidos, em minhas pernas, tantas eram as ruas que a cercavam que eu não conseguia sair do lugar.

Até que por um momento eu parei, oxigenei, e percebi que já havia chegado ao meu destino e que o caminho me levaria de encontro aos meus anseios de marinheiro atracado no primeiro porto.

E foi assim que eu encontrei o hostel, logo ali perto, no mesmíssimo lugar em que o mapa o havia apontado.

E foi que eu sorri diante da majestosa porta centenária que ao abrí-la pensei comigo…

eu venci!
*

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E se Obama fosse africano?

Mia Couto

… “na realidade, só existe um modo de nos valorizarmos: é pelo trabalho, pela obra que formos capazes de fazer. (…) somos pobres. Ou melhor, fomos empobrecidos pela História, fomos também empobrecidos por nós próprios. A razão dos nossos actuais e futuros fracassos mora também dentro de nós. (…) somos produtores do nosso destino. (…) construtores de um tempo e de um lugar onde nascemos todos os dias. (…) antes vale andar descalço do que tropeçar com os sapatos dos outros.”

* Mia Couto é poeta e biólogo moçambicano e publica no Brasil pela Companhia das Letras, São Paulo.