Rompendo tabus … com Isabel Dias

Quando o assunto é erotismo, muita gente aplaude a literatura apresentada em livros como “Cinquenta tons de cinza”, transformando esse instrumento de opressão em best-seller internacional.
Hollywood também aposta nessa opressão porque sabe que é o idealismo machista que patrocina a exploração de conteúdos onde a mulher é alvo de violência e desrespeito, trazendo milhões de dólares aos cofres da indústria de produções.
Mas quando do tema se faz a abordagem da libertação feminina, onde é a mulher quem resolve mostrar a igualdade de poderes; que o virtuosismo em nada está implícito na castidade; e que, depois de uma longa trajetória de sofrimento, em que sempre impera a traição, a deslealdade, todo tipo de violência psicológica e humilhação por parte de seus próprios companheiros de jornada; o que temos (claro que não em termos gerais), é julgamento, preconceito e discriminação por parte de um tribunal trans-vestido em hipocrisia, dos setores desta sociedade que se diz moderna (no sentido coloquial da palavra) e libertária, mas que no fundo está imersa num conservadorismo provinciano, há dezenas de gerações.
Será que a mulher está despreparada para a felicidade?
Digo tudo isso para introduzir opinião ao livro que acabo de ler.
A autora, minha amiga, se desnuda diante do leitor sem pudores, ao descrever os casos que teve, durante um período de dois anos e meio… com cada um dos 32 homens que conheceu através de um site de relacionamentos, depois de um trágico e complicado processo de divórcio, impulsionada pela raiva e pelo desejo de dar o troco à traição do marido, ao descobrir que ele tinha quatro amantes.
“32 – um homem para cada ano que passei com você” é um livro que lava a alma de todas nós mulheres, que experimentamos a dor de sermos traídas, humilhadas e psicologicamente violentadas por esses homens com quem nos dispusemos a compartilhar a vida, onde acreditávamos viver nossa grande história de amor, com quem nos sentíamos seguras e acalentadas. Com quem tivemos nossos filhos, a quem tivemos dedicados nossos melhores anos, nossa lealdade, nossa beleza vigorosa e nossa juventude.
Isabel Regina Dias é uma mulher de coragem, que não demonstrou ter pudor algum ao denunciar publicamente sua decepção em relação ao homem com quem imaginava envelhecer; a depressão que quase a matou e as descobertas que fez acerca de si mesma; ao se propor, com a aceitação e apoio dos filhos, a essa busca implacável pela mulher que nem sequer sabia haver dentro de si.
Parabéns, Regina, minha amiga… estou aqui pra dizer que você me representa! …
*
Com prefácio de Xico Sá … 215 páginas de muita diversão e reflexão.

E se Obama fosse africano?

Mia Couto

… “na realidade, só existe um modo de nos valorizarmos: é pelo trabalho, pela obra que formos capazes de fazer. (…) somos pobres. Ou melhor, fomos empobrecidos pela História, fomos também empobrecidos por nós próprios. A razão dos nossos actuais e futuros fracassos mora também dentro de nós. (…) somos produtores do nosso destino. (…) construtores de um tempo e de um lugar onde nascemos todos os dias. (…) antes vale andar descalço do que tropeçar com os sapatos dos outros.”

* Mia Couto é poeta e biólogo moçambicano e publica no Brasil pela Companhia das Letras, São Paulo.

Thrive … the world is waking up!

Pra prestar muita atenção. Rever os valores. Conceitos. Rever atitudes. Pensar. Agir! … Mudar

Fumei mas não traguei

Não estou aqui para generalizar, nem para acusar ninguém; não detenho a verdade, apenas faço prevalecer uma opinião pessoal, fazendo-me valer do direito à liberdade de expressão, a favor da descriminalização da maconha e visando a educação de modo que pelo menos se tente diminuir o comércio ilegal de drogas. Se você acha que não tem como ajudar, converse com seu vizinho …

Como já dizia Bill Clinton… também juro, pelo Deus das Santas Contravenções. O que não vem ao caso, ao menos por minha pobre insignificância.
Mas foi hoje, ou no máximo ontem que retuitei (para quem não sabe, copiar e colar o link de um artigo cujo conteúdo você ratifica no twitter – se ainda assim não entendeu o mais indicado é que se atualize um pouquinho mais na web) … um artigo em que se dizia terem os especialistas médicos da UNIFESP chegado ao final de um estudo em que comprovavam que a “maconha emburrece” !!!
Ora ora … achei polêmica a conclusão.
O artigo dizia respeito ao comprometimento intelectual nos indivíduos usuários da droga e, se bem me lembro, de uma provável perda de memória decorrente desse uso.
Ora ora 2 … Atirando meus “achismos” na ciranda, confesso que sem ser especialista no assunto, não vi novidade alguma no que li; em mim, não gerou uma única ponta de surpresa mas, refletindo e ponderando sobre esses anos todos desde que nasci, no finalzinho da década de 1950, os glamurosos e extrovertidos anos 1960 … os 1970, 1980 e 1990 … e diante da necessidade política em se estabelecer esse raciocínio católico em torno do assunto … pensei:
Achismo nº1 – Podem os médicos que trabalham nessas pesquisas e que não nasceram ontem nem hoje, não serem tão leigos no assunto quanto querem parecer, não é?
Achismo nº2 – Estudantes de medicina não são tão tolinhos enquanto estão na universidade, são?
Achismo nº3 – A grande maioria dos grandes intelectuais não precisa ou não quer ter boa memória, não é?
Achismo nº4 – Adolescentes não devem fumar maconha jamais e para isso devem receber educação adequada em casa e na escola, certo? Nem que para isso tenham os pais que serem educados também, ok?
Achismo nº5 – Minha mãe dizia para eu ter cuidado com o pipoqueiro da frente da escola, e a sua também, lembra-se?
Achismo nº6 – Nada que a mãe da gente fala tem muita importância numa determinada idade, só nos damos conta disso quando estamos enrascados com a educação dos nossos filhos, não é mesmo?
Achismo nº7 – Há uma necessidade grande em desmitificar o uso de determinadas drogas como também ficar muito atento ao consumo de bebida alcoólica entre adolescentes cada vez mais jovens porque isso os leva, com toda certeza a querer experimentar drogas mais pesadas, tô errada?
Achismo nº8 – É através do exemplo dos pais que a grande maioria dos adolescentes se inicia no consumo de drogas lícitas (principalmente) e ilícitas, não é? E a grande parte dos pais e mães sabem que um “tapinha” não dói, né não?
Achismo nº9 – Precisamos valorizar a pessoa do professor, ando achando que ele anda com a auto-estima um pouquinho baixa, pode ser?
Achismo nº10 – Não estou aqui para fazer apologia à droga nenhuma, sou mãe, não sou idiota quanto ao consumo de drogas e não posso admitir esse modo quase analfabeto com que a medicina trata um assunto terrível, de saúde pública como é o consumo de drogas que está há muito fora do controle das autoridades, e é assim que estamos vivendo no Brasil. Estou me colocando civicamente do lado oposto ao da hipocrisia com que o assunto é abordado por profissionais de saúde na mídia, como se todos estivéssemos intelectualmente danificados.
Chamar dependentes químicos de burros eu “acho” não ser o melhor caminho.
O tradicional “maconheiro” dos anos 60 já virou médico, engenheiro, arquiteto, músico, jornalista, presidente da república dos Estados Unidos da América. Talvez traficante, bandido ou deputado.
E “nóis” aqui, com essa conversinha mole, nefasta e politicamente impraticável, que jamais acabará com o problema do tráfico de drogas que está matando “os meninos” às vistas da polícia e da sociedade “mediocremente de olhos fechados” para a sarjeta da dita, maldita e malvista “cracolândia” …

Rogai por nós !!! … Fumei, mas não traguei …

Teu despertar é canja de galinha

http://www.obagastronomia.com.br/uma-canja-com-sandra-calasans/

Às vezes ficamos tristes.

Nem sempre a razão oferece opções e o coração se aperta todinho, e fica resmungando, cheio de cobranças sobre o que passou, sobre o que é e sobre o que virá.

Céus! Dá um vazio, aquela deprê sem gosto que aposta em nossa desgraça deixando uma vontade de ficar acuado num canto, sem se mexer, sem querer existir.

Hoje, acho que é um dia desses. Tô pior que canja. E não aquela que só eu mesma sei fazer, com galinha gostosa, fresquinha e cheirosa.

Sabe como é?

Você pega uns peitinhos lindinhos e dá uma boa temperada neles. Uma douradinha e um banho que pode ser com água fria mesmo. Aí deixe que cozinhe na água do banho até ficar tenro; não pode passar do ponto senão endurece.

Enquanto ele cozinha já vai dando um caldo com cheirinho bom, mas dois cubinhos de caldo de galinha vão fazer um rebuliço e o cheiro vai ficar ainda mais esperto.

E você vai pensando na vida, nos amores que deixou passar, naqueles que perdeu sabe-se lá por que. Mas não esqueça que deixou a panela no fogo porque senão a canja vai virar uma gororoba.

Pra não mergulhar demais nessa tristeza, você pode dar uma raladinha em cebola (que vai te fazer chorar mais que tua pior desilusão) e na cenoura já pra dentro da panela. E ir colocando pitadas de orégano, manjericão, salsinha … bem devagarinho, só pra dar um colorido, porque isso vai alegrar um pouquinho você.

Tire os peitinhos da panela e coloque lá dentro aquele arroz que sobrou do almoço, já cozido, pro caldo não ficar muito empapado com o cozimento do arroz.

Ponha uma música suave pra tocar, mas não “aquela”… porque vai fazer você lembrar daqueles momentos especiais e isso vai chatear muito você.

Como penitência, desfie o frango ainda quente; vai queimar um pouco as mãos mas você tá merecendo se punir … Não consegue esquecer essa paixão esquisita que arrumou na internet.

Depois de desfiado, jogue o peito na panela, corrija o sal e adicione toda a raiva que você está guardando de si mesmo por ter se lascado em não lascar um beijo logo de uma vez, naquele primeiro e único encontro.

Deixe ferver tudo. Não se esqueça do azeite extra virgem e do queijo ralado no final.

Depois de pronto … encha a cara de vinho tinto, embebede-se de canja de galinha e vá dormir.

Tenha certeza que terá sonhos lindos. E que, pela manhã, adquirirá coragem pra mandar um torpedo dizendo: “Teu despertar é mar” !!! …

Trinta dias é a conta

Em apenas trinta dias
tudo pode acontecer
Você pode nascer,
você pode morrer …

Em apenas trinta dias
Você pode deixar a seriedade de lado
e só falar asneiras,
fazer bandalheira

Você pode deixar de ser severo consigo mesmo
e simplesmente se aceitar,
se permitir

Pode ser percebido … ou deletado …

Em apenas trinta dias
você pode trocar
o não pelo sim …

Uma lagoa de lágrimas
pelo riso (des)compromissado
da sacanagem

Trinta dias é a conta
pra você sair da casinha
e experimentar ser livre

Mas vai ter que se acertar
com a ansiedade
e muito, muito mesmo …
é com a saudade !!!

Em apenas trinta dias
tudo pode acontecer …

você pode adoecer
você pode socorrer
você pode desistir ou sobreviver

Em apenas trinta dias
você pode se envolver
mas pode se devolver

Pode ir, pode voltar
E de novo rir
E de novo chorar …

Trinta dias é a conta
para se reconhecer,
se decifrar, se reinventar

Mas o mais importante é que,
em apenas trinta dias
você pode persistir, resistir
e ficar pronto pra viver uma nova história

Porque a vida é movimento.

Pobre Eliza!…

(Pobre Eliza – vítima da família, de Bruno, da polícia, da justiça e da sociedade…)

“A família de Eliza Samudio tem que ser indenizada …”

“MULHERES MUITAS VEZES DEIXAM de denunciar estupros porque temem, ou sabem, que de alguma forma serão julgadas também culpadas. Ou de estimular o estuprador, ou de aceitar o jogo e depois dizer que não, ou de qualquer outra coisa que desvie o foco para ela e não para o agressor e a agressão.

Os debates em torno da tragédia de Eliza Samudio, a jovem provavelmente morta depois de se envolver com Bruno, goleiro do Flamengo, são reveladores de quanto é comum a inversão de posições quando uma história de sexo termina mal. Muitas vezes, sem se dar conta, as próprias mulheres condenam as vítimas. Se isso acontece, que dizer, então, dos homens.

Eliza, uma típica Maria Chuteira, bonita, atraente, jovem, não fez nada que outras tantas não fizeram, fazem e farão sem que nada lhes aconteça. Ela não andava com gangsters, traficantes, assassinos. Neste caso, e só então, se poderia dizer que ela cortejava o perigo.

Era procurada, pela beleza disponível, por jogadores. Outras mulheres cercam pilotos de Fórmula 1, tenistas, golfistas etc. Esportistas ricos atraem mulheres em todos as partes. É só ver as namoradas, mulheres e amantes dos jogadores da Copa do Mundo. Ou o cartel de Tiger Woods.

Eliza não era melhor nem pior, em sua preferência por jogadores, do que nenhuma outra mulher que se associou em algum momento a futebolistas, de Daniela Cicarelli a Vitoria Beckham. Nem que outras que borboleteiam ou borboleteavam nos grids, como Adriane Galisteu ao entrar na vida de Ayrton Senna.

Menos polida, menos culta, menos glamurosa? É possível. Mas não pior, por ser eventualmente mais tosca.

Ela sequer pode ser acusada de ter engravidado deliberadamente. Segundo o próprio Bruno, foi usada camisinha. Se estourou, não foi culpa dela. Por que ela deveria ter abortado? Para agradar Bruno? Para provar alguma coisa a hipócritas?

Em tragédias de mulheres como Eliza, a uma primeira condenação — a feita pelo agressor — se soma uma segunda, feita pela sociedade.

Eliza, como tantas mulheres, estava atrás de alegria, diversão e prazer quando ingressou no circuito dos jogadores. Se um deles tinha inclinações homicidas, foi um azar monumental. Um bilhete premiado às avessas. Não fosse ela a vítima, teria sido provavelmente uma outra mulher.

Talvez pela baixa criminalidade de jogadores de futebol a polícia não tenha ouvido e protegido Eliza como deveria. Ou por preconceito: por ela não ser rica e nem ter modos de dama. Ela gritou com todas as forças por socorro, como se vê nos múltiplos vídeos em que ela trata do caso. É estarrecedor que sua gritaria não a tenha salvo. E é justo que a família dela seja recompensada pelo que deveria ter sido feito e não foi.

Nos Estados Unidos, a família de Jaycee Dugard ganhou mais de 20 milhões de dólares do estado da Califórnia porque a polícia não a protegeu de um pedófilo cujos movimentos deveriam estar sendo controlados. Foi um processo velocíssimo e exemplar: durou menos que um semestre. (Aqui,o texto que escrevi.)

Se a polícia carioca tiver que pagar pela inépcia da qual foi vítima Eliza, outras mulheres em risco de vida terão um destino diferente.

Será um avanço para a sociedade — e especificamente para mulheres, tantas das quais lançam neste momento um lastimável olhar condenatório para a pobre Eliza.”

Paulo Nogueira – Revista Época

(Paulo Nogueira é jornalista e está vivendo em Londres. Foi editor assistente da Veja, editor da Veja São Paulo, diretor de redação da Exame, diretor superintendente de uma unidade de negócios da Editora Abril e diretor editorial da Editora Globo.)

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Esse caso é muito complexo:

O pai é acusado de estuprar a irmã menor, filha da cunhada, e espancar a ex-mulher. Ele pode ter abusado de Eliza também… a família é completamente desorganizada.
Eliza teve o azar de não ter tido ninguém por ela. Nem pai, nem mãe, nem muita instrução, nada!
Poderia estar à procura de um grande amor. Ou de status, dinheiro e fama fácil que é o que se vende à meninas sonhadoras e bonitas por uma sociedade sem escrúpulos. Ela não merecia, tentou se fazer ouvir, mas como sempre, nós fechamos os ouvidos e as portas para ela.
Pobre Eliza!

Pobres e geniais músicos brasileiros …

Carta a um estudioso leitor:

Sou jornalista e tento espalhar o que julgo ser o lado bom daquilo em que acredito. Tento ser atuante. Estou tentando aproveitar os espaços disponíveis na internet para divulgar o que endendo por ética, por dignidade, por integridade, que são coisas que estão sendo deixadas de lado na formação do cidadão, nos dias de hoje.

Por isso não consigo me manter calada quando vejo haver falta de transparência na atitude de pessoas que detenham algum tipo de poder.

E, por questões éticas também, é que não posso expor pessoas de minha convivência e que dependem , de alguma forma, das instituições em questão. Não posso entrar em detalhes por não ter conhecimento sobre dados estatísticos e datas. Seria irresponsabilidade falar em números. Para isso, sugiro que vc tente um contato com o pessoal do @sindimusi, por exemplo, pois estão atuando em Brasília para tentar a regulamentação para a profissão.

O que eu posso te dizer é que a OMB nunca foi um órgão muito sério. Desde 1964 até há bem pouco tempo a Ordem teve um único presidente que sempre foi tido como um ditador. Ele sempre conseguiu se reeleger por caminhos obscuros, pois na profissão de músico, existem várias e distintas modalidades que não interagem entre si, o que facilita a ação de oportunistas e aproveitadores.

Então, o que é bom para os músicos que tocam na noite, não é bom para os que gravam em estúdios ou tocam com artistas ou são instrumentistas, populares ou eruditos. E foi se aproveitando da vulnerabilidade de músicos da noite, que por muitos anos foram os mais mal remunerados de todas as outras, que o Sr. Wilson Sândoli conseguiu a proesa de ser reeleito por décadas em eleições as quais quase ninguém sequer ficava sabendo.

Existe sim uma obrigatoriedade de apresentação da carteira da Ordem para quase todas as atividades exercidas por músicos, no Brasil e até nos vistos de trabalho para quem vai tocar no Exterior. Mas os músicos estão ao Deus-dará. Não têm seus direitos sequer regulamentados, quiçá respeitados.

Não sei quanto a fiscalização, mas sei que para assinar quaisquer contratos de trabalho os músicos precisam apresentar a numeração da carteira da Ordem e comprovação de quitação de suas taxas. Pode até ser que seja oferecido algum “benefício”, mas com certeza, não atendem às reais necessidades de seus beneficiários.

Sou casada com um músico há 30 anos. Posso afirmar por mim, não por ele, que nesses 30 anos, minha família nunca se beneficiou de um centavo que fosse, oferecido por qualquer instituição voltada para a profissão.

É por isso que estou começando a me engajar nos movimentos da SindiMusi, organização que eu nem conheço muito bem, mas que eu acredito possa trazer um caminho mais civilizado para as questões trabalhistas dos músicos no Brasil.

Há países em que isso funciona muito bem. Nos EUA, por exemplo, existe um sindicato forte protegendo os interesses desta classe, que não parece, mas que é sim uma classe trabalhadora, de pais de família que pagam impostos, escolas, alimentação e vestiários para seus filhos, como qualquer outro trabalhador deste país, e ainda representam muitíssimo bem o nome do Brasil internacionalmente, através da arte e da cultura.

Espero ter ajudado um pouco para sua TCC e para que haja certo esclarecimento sobre o que vem a ser uma das profissões mais cobiçadas e mais mal remuneradas e assistidas neste país.

Tudo o que falo aqui, falo por mim e por minha experiência de vida, eximindo qualquer responsabilidade a quem quer que seja.

Sandra Barbosa de Oliveira

#Desafio #photoday

http://photodaytwitter.blogspot.com/

Idealizado e gerenciado por @rutevera @donakyon e @jorgepontual

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Da obra de Patrick Süskind – O Perfume – #adoro … #photoday

Tá na cara … #photoday


Luzes da noite … #photoday


Passeio no parque … #photoday

Quarta é feira … #photoday


#BRA … #photoday

Isso é tudo! … #photoday


Cheers! … #photoday

Meu presente – 12 de junho … #photoday

Anel de Bali … #photoday

Art Nouveau … #photoday

A face do Oriente … #photoday

Em cartaz no TUCA … #photoday


Acessório Fashion … #photoday

Foi no vizinho … #photoday

Vinho, flores e fogo! … #photoday


Antenado na Paulista … #photoday

Zygmunt Bauman – predileção … #photoday


Olhar fotográfico … #photoday

Meu vizinho Zen … #photoday

África mitológica … #photoday

Fui! … #photoday

Doutores da Alegria… abrace! … #photoday

The collection … #photoday

… a gente quer comida, diversão e arte! … #photoday

Om mani padme hum … #photoday

Segunda-feira pesada … #photoday

É o frio … #photoday

Grito popular … #photoday

Acorde – Amaj7 (¹³) … #photoday

Cores vegetais … # photoday


Coração vagabundo! … #photoday

Museu de Arte Contemporânea … #photoday

Afinidades … #photoday

Pequeno Buddha … #photoday

Ops! acidente doméstico … #photoday


Bagunça da hora! … #photoday


Um beijo em Bali … #photoday

Rush Hour …#photoday

No stress … #photoday

Sol e chuva … #photoday

“O homem é o macaco que cozinha” Richard Wrangham

Me visitem na cadeia! João Ubaldo Ribeiro

Publicado em “O Globo”, a 02 de abril de 2006, se mantém absolutamente atual e oportuno …

Passei uns dias fora, sem ler jornais ou ver televisão. Deve ter sido esse afastamento fugaz das notícias a razão por que, ao voltar ao convívio delas, tomei um susto. Bastaram esses dias para minha perspectiva se apurar, por assim dizer, e eu sentir em cheio a assombrosa desvergonha a que chegaram o Brasil e suas instituições. Com perdão da má pergunta, que país é este, meu Deus do céu? Resolvi tomar a liberdade de dizer o que me parece no momento, sem eufemismos ou ressalvazinhas bestas, embora, é claro, me arrisque bastante. Posso ter meu sigilo bancário aberto – o que certamente provocaria frouxos de riso nos bisbilhoteiros -, assim como qualquer outro sigilo, pois o governo demonstrou que não merece confiança e é destituído de escrúpulos. Portanto, nenhum dos nossos dados a que é garantida confidencialidade está seguro. Ou de repente escarafuncham meu passado e descobrem um contemporâneo capaz de jurar que eu colei numa prova de latim do ginásio e portanto passei fraudulentamente, o que será considerado crime hediondo por algum tribunal desses do Executivo, que por aí abundam. Finalmente, como não empregarei eufemismos, não é impossível que me acusem de calúnia, difamação ou injúria e eu venha a ser condenado pelo que se considerará um ou mais desses crimes, apesar de que, no meu parecer, se trataria de delito de opinião, figura que não existe, mas que pode perfeitamente ser posta em prática, sob nomes artísticos que lhe emprestem a aparência de legitimidade.

Começo, não sem certo enfado, a dizer o que penso do Executivo, na figura do nosso presidente. Sua conduta me tem transmitido a impressão de que ele é enganador, cara-de-pau, evasivo, fanfarrão, oportunista, ardiloso, demagogo e cínico o suficiente para encarar com desplante todo mundo saber que ele é candidato, mas se aproveita de brechas na lei para fazer campanha à custa do erário e não raro enganosamente. Acho que só é de fato sincero quando se apresenta como o melhor presidente que “este país” já teve, pois o movem as certezas absolutas que a ignorância costuma suscitar. O povo é engabelado por cestas e bolsas mil, enquanto as reformas que efetivamente o redimiriam não vêm e tudo indica que não virão. Tampouco tenho – admito que muito subjetivamente – boa impressão do caráter de Sua Excelência e da sua propalada fidelidade aos amigos, diante da gana de grudar no poder.

Estendo-me, com igual ou maior enfado, ao Congresso e em particular à Câmara. Fazendo as exceções que com certeza são em menor número do que a gente esperançosamente pensa, na minha opinião o Congresso abriga elevada população de faltos de hombridade, larápios, carreiristas, mentirosos, venais, descarados, aproveitadores e membros da futura escola de samba Unidos do Deboche, tal a desfaçatez com que perderam o senso dos limites e da compostura e acham que podem fazer qualquer coisa, inclusive transformar a Câmara em gafieira. Cobertos de privilégios incogitáveis em qualquer país civilizado, os deputados quase não trabalham, trocam de partido em busca de vantagens pessoais e agora só faltam dizer-nos que comamos brioche ou que os incomodados se mudem. Continuarão a desrespeitar e aviltar o pouco que nos deixaram de dignidade e a protagonizar o que poderia ser chamado de chanchada ou ópera-bufa, se isto não insultasse essas duas categorias artísticas.

Minha opinião sobre o Judiciário é que o número de juízes desidiosos ou venais é imenso, o povo não tem confiança na Justiça e ela própria muitas vezes parece não alimentar respeito por si mesma. Não consigo imaginar um juiz da Suprema Corte americana, que inspirou a criação do nosso Supremo Tribunal Federal, distribuindo entrevistinhas a torto e a direito. Tenho certeza de que estaria ameaçado de impeachment o magistrado da Suprema Corte que fosse cumprimentar um advogado de defesa que ganhou uma causa na qual esse mesmo juiz atuou. A Suprema Corte é sagrada, como devia ser o nosso Supremo. Mas, ainda na minha modesta opinião, o Supremo se tem abastardado em inúmeras ocasiões e nunca sua imagem foi tão vulgar e deslustrada.

O que eu penso do nosso sistema político é que falta um bom nome para designá-lo, pois democracia é que não é. Tentando assim de orelhada, ocorrem-me cacocracia, cleptocracia, hipocritocracia ou, melhor ainda, pornocracia, pois é muito menos pornográfico um travesti se exibindo na Avenida Atlântica, para faturar um dinheirinho com os pais de família inatacáveis que constituem a parte mor de sua clientela, do que um vendilhão da pátria, um traficante de votos, um deslumbrado pelo poder, um criminoso disfarçado sob alegações grotescamente entortadas. E penso que nosso país é hoje moralmente flácido e desorientado. Não é incomum que o cidadão não consiga agir corretamente porque o sistema é tão corrompido que não aceita a integridade, ela nos é cada vez mais uma estranha. A corrupção está em toda parte, da gasolina adulterada ao peso roubado nos produtos embalados, aos remédios falsificados, aos atestados forjados, às instituições de caridade trapaceiras e a tudo mais que nos rodeia, onde sempre suspeitamos da existência de uma mutreta, pois a mutreta é o nosso modus operandi trivial.

Havendo assim expressado com franqueza minhas opiniões, no que julgo ser o exercício de um direito que, mais que constitucional, é direito humano basilar (sou jusnaturalista da velha guarda, colegas bacharéis), estou disposto a enfrentar as conseqüências a porventura advirem do que acabo de escrever. Se me processarem e prenderem, espero que o dr. Fernando Henrique, que processado já está sendo, também acabe preso. Achei meu diploma em Itaparica e tenho a mesma famosa prerrogativa de cárcere especial. Mas receio que, numa insólita confluência de posições, ambos peçamos celas separadas.

João Ubaldo Ribeiro

Por que questionar a candidatura Dilma?

Eu não entendo o porquê da indicação do nome de Dilma pelo PT, diante da falta de experiência e preparo na área político-administrativa. Se reclamam da falta de carisma do Serra, o que dizer do carisma de Dilma? E ainda… nós não estamos precisando de autoritarismo, repressão e de nenhuma forma de censura, que tanto o presidente Lula como Dilma e o poderoso Sr. José Dirceu conhecem muito bem e que parecem não ter escrúpulos quanto à sua aplicação. Ninguém precisa de um Hugo Chaves por aqui. Sofremos muito com a ditaduta militar de extrema direita no passado e ninguém quer saber de regimes autoritários. Ditadura é ditadura. Seja na China, em Cuba, no Oriente Médio, na Argentina, no Chile ou em toda a América Latina. Não estamos precisando enaltecer regimes extremistas falidos como o de Fidel, não precisamos de caricaturas políticas. Precisamos de um socialismo liberal que nos garanta as liberdades individuais e de um estadista com competência e experiência em administração pública, que mantenha uma equipe técnica também competente, para dar prosseguimento ao excelente trabalho iniciado por Fernando Henrique Cardoso, ao qual foi dado continuidade satisfatória no governo Lula e que deve seguir adiante no próximo governo para que o país cresça e se desenvolva, concentrando as atenções de forma imediata e definitiva prioritariamente às carências nos setores da saúde e da educação, assuntos que precisam ser solucionados respeitando preceitos de excelência , não para garantir demonstrações estatísticas infames (pelos infames “IBOPES”), mas para garantir urgentes demonstrações dos índices internacionais da ONU. Dilma NÃO!

Porque eu falo tanto…

De repente me deu saudade de um tempo. Um tempo em que as militâncias sabiam pra quê e pra quem militavam. Porque sentiam na carne a dor de seus acertos e de seus erros.

Eu era ainda muito jovem e não posso afirmar que entendia bem o que se passava. Só sei que aos poucos fui entendendo a necessidade da minha participação. Mínima que fosse. E foi assim que tomei coragem pra falar das coisas que eu penso, pra enfrentar preconceitos e a mediocridade que a sociedade me impunha e à sua numerosa minoria. Pois é… apesar dos meus olhos azuis!

Aprendi que ter coragem é invadir espaços, insuflá-los para torná-los mais cheios de ar, para que todos possam respirar. Porque o ar é igual pra todos. Aprendi a arregaçar as mangas… a me fazer entender.

E foi bem assim, parando pra ouvir, pra prestar atenção à minha volta, pra me indignar, que eu consegui desconstruir estigmas e construir dentro de mim, o que há de mais valioso, um ser humano. Hoje eu sou uma pessoa!

…” e se eu soltar a minha voz pôr favor entenda…

… Estudava em Campinas, já havia entre os estudantes um sério movimento pela anistia. Era 1979 e eu estava apenas no cursinho. Mas nos círculos universitários fervilhava ainda aquela indignação guardada desde o final dos anos 1960. Com o AI-5 em 68, o silêncio foi instituído como língua oficial.
Já havia 10 anos desse silêncio profundo.

O que era difícil, pra nós que éramos filhos da ditadura, era que havíamos sido criados por ela. As melhores escolas eram as públicas; e eram elas que, ao mesmo tempo em que nos davam um ensino da melhor qualidade, envenenavam nossas cabeças. E cobriam nossos olhos.

Porém, pouco a pouco, eles não conseguiam mais esconder o tamanho das atrocidades que cometiam. E as listas dos estudantes desaparecidos iam circulando pelas universidades. Em plena ditadura, estudantes se concentravam bem de manhãzinha sob o pretexto de shows como os do Gonzaguinha.
Era ele quem lia os manifestos e as listas de desaparecidos. Presenciei mais de uma vez esses tais encontros.

Depois parti para uma nova fase. Fui estudar jornalismo em São Paulo. As escolas de jornalismo estavam retomando fôlego. A imprensa dita “marrom” perseguida, todo dia uma banca de jornal era incendiada. Os movimentos clandestinos continuavam atuantes mas quem ia perdendo fôlego eram eles, os opressores.
A anistia estava para transbordar e com ela surgiram novas lideranças… entre eles o professor Fernando Henrique.

Lula, Menegueli e alguns outros, num PT embrionário sempre presentes nos congressos estudantis, e até mesmo dentro das salas de aulas, também, bem cedinho… falavam de liberdade… de luta… de abertura política… de anistia… de direitos humanos.

A partir daí, me concentrei na necessidade de apoiar um novo partido, de contribuir, o mínimo que fosse, para o crescimento dessa fé popular. De uma salvação que só poderia vir de baixo. E eu acreditei no PT.

Agora, eles estão lá… e sinto novamente aquela necessidade de começar a apoiar alguém que venha de baixo. Eu sei que meu apoio vale muito pouco… vale apenas um, mas que somado aos brasileiros que pensam como eu, pode vir a se tornar milhões.

Deixo aqui minha sincera e muito particular opinião, de que nadinha adiantará esse fanatismo partidário que estamos assistindo às vésperas da talvez mais importante de todas as eleições presidenciais já realizadas no Brasil. Se o foco não estiver em estabelecer compromissos com as necessidades do país, vai tudo por água abaixo!

Sem trocadilhos, vamos pensar a respeito. Não podemos por tudo a perder!

Eu ainda acredito!

Sobre o milho do Nassif

Os vendedores de milho da Paulista

Acabou minha farra gastronômica na Paulista. Sempre fui milheiro militante, isto é, comedor de milho verde. Já cheguei ao cúmulo de, indo a um restaurante, encontrar um carrinho de milho na porta, comprar uma espiga e pedir um prato para comê-la antes da escolher o prato principal.

Pois a brava Guarda Municipal de São Paulo incluiu os carrinhos de milho nas suas prioridades. Não bastasse o grande tirocínio de considerar que as bancas de revista do centro são refúgios de criminosos, agora resolveu relacionar os carrinhos de milho com os vendedores de produtos pirateados.

Rondam, então, a região. Não encontrando ambulantes que vendem CDs piratas, investem contra os carrinhos, que descem em desabalada carreira Rua Augustua abaixo. Se detidos, perdem carrinhos e milho verde.

Só falta, agora, investirem contra o vendedor de amendoim doce que faz ponto no Conjunto Nacional.

Luis Nassif

27/01/2010 – 18:22

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/01/27/os-vendedores-de-milho-da-paulista/comment-page-1/#comment-930715

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… Pois sim amigos, só pra concluir a discussão que se travou lá no Blog do Nassif.

“De nada adianda essa discussãozinha chula entre paulistas e cariocas porque só quem vive nas duas cidades pra saber o quanto as duas são maravilhosas e quais os riscos que as duas estão causando à integridade de seus moradores e visitantes. O Rio de Janeiro realmente acertou o pé quando elegeu uma dupla de administradores visivelmente preocupados com a cidade. O choque de ordem está mostrando ao povo Carioca que leis existem para serem cumpridas e que as pessoas têm que ter um mínimo de civilidade para viverem em sociedade. Parabéns ao prefeito Eduardo Paes pelo trabalho que vem realizando. Em São Paulo, infelizmente, não se teve a mesma sorte. A dupla de administradores parecem estar com a cabeça em outros projetos. O Kassab, ao lançar o projeto
cidade limpa, se esqueceu de olhar para o chão. A cidade nunca esteve tão cheia de lixo nas ruas. De nada adianta limpar o visual da cidade e não investir na educação para que a população fiscalize ostensivamente quem joga lixo nas ruas. Acho que é a população quem deve fiscalizar. As pessoas que estão tendo seus imóveis invadidos pela água, seus carros danificados, que estão perdendo horas no trânsito por causa dos alagamentos.
É a população que tem que dar um basta nisso tudo. Mas cabe à administração educar! Ouço as pessoas reclamando que os bueiros não estão sendo limpos. O que é preciso fazer é não jogar lixo nas ruas para que os bueiros não fiquem entupidos. Apenas um ato de civilidade. Enfim, o que tem o milho verde a ver com tudo isso? A guarda municipal deve ser respeitada, deve exercer o seu dever de manter a ordem pública. A administração e a vigilância sanitária devem manter uma fiscalização sobre os vendedores de alimentos nas ruas, para garantir, isso sim, a qualidade da saúde pública. E nós, pobres sonhadores, que possamos comer nosso milhozinho em paz!”

Sandra Barbosa de Oliveira

“O desafio do discurso pós-Lula”

Luiz Horacio comentou para Vera Rosa do Estadão publicado no blog de Luis Nassif:

Esse período “pós-Lula” coloca diante do Brasil três possibilidades básicas: ir além de até onde Lula foi, retroceder e retornar a estágios “pré-Lula”, ou ficar vagando em algum lugar entre esses dois pólos. O mais indicado seria a primeira opção, um projeto real de país, de Estado e de governo, mas será que as principais candidaturas estão se preparando para isso? O “continuísmo” do país conflituoso e de divisão quase inconciliável entre as forças internas, na melhor (ou pior) tradição “latina”, seria ficar patinando na terceira opção, e aí a ocorrência de recuos e retrocessos torna-se possível e até provável.

O país tem bases excelentes, excelente material humano, um momento único em sua história, todos os recursos a ponto de causar inveja no mundo inteiro, mas, porém, contudo… Qual é a visão dos grupos políticos? Que tipo de alianças formam com vários setores, principalmente com o empresariado (que, apesar de sua complexidade de atividades, paradoxalmente se posiciona ainda de modo ideológico, mais até do que pediria as demandas de seu mercado)? Em conseqüência, apesar de todas essas pré-condições muito favoráveis, que decisões serão tomadas nos próximos anos no Brasil? Que prioridades serão eleitas (pelos governos eleitos)? É isso que preocupa tanto no caso de Dilma quanto no caso de Serra. Porque não há muita clareza, ou pelo menos há questões fundamentais que continuam a ser sempre deixadas de lado, porque “politicamente” não são interessantes. E é essa política de meias medidas (meio acertadas, meio erradas) que tem segurado o Brasil, nas várias vezes em que o país teve uma plataforma de projeção mundial, no passado, desde o Segundo Reinado, quando houve a briga do Imperador com o Barão de Mauá, e ao longo das décadas, no século 20.

Qualquer governo sério no Brasil terá de consolidar, garantir e avançar as políticas públicas, e dar a elas o tom mais forte no desenvolvimento COM um boom da educação. Se não houver esse boom na educação, de modo universalizado (em todos os níveis e regiões), não haverá uma boa direção para o país. E não será fácil afirmar a educação como prioridade, na hora de decidir e destinar recursos e esforços. A educação no Brasil precisa mudar total e radicalmente, começando pela estrutura escolar e pela carreira de professor. O que foi feito até agora nem faz cócegas no problema, que nem é visto ou aceito como prioridade real.

Isso sem falar de vários outros problemas muito graves. O pós-Lula (se houver – a 1a. opção) será de quem tiver a capacidade de levar o Brasil adiante, resolvendo as prioridades reais do país.

Luiz Horacio
24/01/2010 às 9:40

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/01/24/o-desafio-do-discurso-pos-lula/

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Muito bom. Faço de suas palavras, minhas. Mas nessa roda viva de intenções há uma pergunta que não quer calar: … Quem? …

Um comentário novo para uma história velha

Só porque é ano eleitoral resolvi reviver um episódio morto e enterrado. Notícia velha só serve pra embrulhar coco de cachorro. Será ?????

Muito ainda vai se ouvir falar sobre este assunto. Quem viver, verá.

Se o candidato Serra continuar liderando as pesquisas (diga-se de passagem que o IBOPE não tem demonstrado ser nada confiável), o ex-presidente FHC será alvo de fuxico e falação. Bem merecido até. Transparência deveria ser pré-requisito para quem quer seguir carreira política. Ainda mais se esse “seguir” significar assumir a Presidência da República!

A fofoca a que me refiro é sobre o filho que Fernando Henrique teve fora do casamento e sobre o qual, a duras penas, foi mantido sigilo, até a morte de D. Ruth.

Admiro muito o ex-presidente pelo conjunto de sua obra, por seu desempenho na vida política, por sua capacidade intelectual. Mas como tudo tem seu preço, vamos aguardar as consequências das deslizadas em sua vida pessoal.

Não que isso influa diretamente sobre seu passado político, mas pode sim “sujar a barra” para os seus sucessores de partido. Esperemos que não!

Então tá aí um novo comentário a respeito desta história que já está velha, onde esbarrei hoje ao ler um artigo no twitter:

http://tijoladasdomosquito.com.br/

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Xiii… Isso já é assunto passado a limpo. Mas acho que merece um comentariozinho sim.

Coisa feia… ficar todo mundo pregando o cara na cruz debaixo do véu da virgem maria!

Olha só: safadeza não tem sexo, idade, credo, raça, nível social, intelectual ou cultural. Quem sou eu pra julgar… mas pra mim são dois safados, que fizeram duas vítimas.

Eu sempre tive muito respeito pela D. Ruth. Um filho é sempre um filho… não é uma trepadinha à toa; e todo mundo aqui conhece a receita, né???

E tem mais… uma jornalista da Globo sabe bem o que quer quando vai pra cama com um senador casado, certo ???? Somou – o sedutor e a purinha (rsrsrs) – Santa ingenuidade… a minha !!!!!!

A imprensa fez o seu papel, de falar ou não dependendo dos interesses que estão sempre por trás.

A Globo fez o papel dela…de colocar na gaveta e mandar calar a boca… nada disso é novidade.

Portanto, diante dessa sujerada toda: acho que as pessoas precisam se dar mais ao respeito e respeitar mais o próximo. Era isso! Essas pessoas são pessoas de vida pública, não fosse isso eu também manteria minha boca fechada!

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E aí vai apenas uma opinião, não uma crítica.

Cada qual é o dono das suas próprias burradas!

Ato de rua contra o aumento das tarifas de ônibus em São Paulo!!!!!

A palhaçada do aumento da tarifa do busão continua!! Amanhã tem manifestação!!! Vamos comparecer pra mudar essa história!!!

(Fonte: http://barraroaumento.wordpress.com/)
Contra o aumento da Tarifa!!!
ATO DE RUA CONTRA O AUMENTO DA TARIFA!

Dia: 07/01, quinta-feira

Concentração no Teatro Municipal às 16h

Saída em manifestação às 17h

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Reunião da Rede de Luta Contra o Aumento

Dia: 10/01, domingo – às 15h

Local: Ay Carmela! (Rua das Carmelitas, n° 140 – Sé)

Kassab aumentou a tarifa do ônibus para R$ 2,70!
A integração com o Metrô passou de R$ 3,65 para R$ 4,00. O prefeito ainda tem a cara de pau de pedir nossa compreensão, aproveitando-se das férias escolares e do recesso de fim de ano para evitar mobilizações contrárias a esse abuso!Todo ano os empresários do transporte pressionam a prefeitura para aumentar as passagens, para que possam continuar a lucrar. Cada um desses aumentos faz com que milhares de pessoas deixem de usar os ônibus por não terem dinheiro para pagar a tarifa. O aumento atual, de 17,4%, está acima da inflação do período. O acréscimo de R$ 0,40 em cada tarifa vai fazer com que gastemos R$ 118,00 com ônibus todo mês, ou 23% do salário mínimo – isso apenas para ir e voltar do trabalho. São Paulo terá a 2ª tarifa de ônibus mais cara do Brasil! E o Governo do Estado já anunciou que Metrô, CPTM e EMTU também serão reajustados em breve.Se o transporte é um direito do cidadão, não pode ser pensado enquanto lucro das empresas, mas sim como uma necessidade básica da população. Se ir e vir é um direito, o ônibus não deveria sequer ter tarifa. Imagine se os hospitais e as escolas públicas tivessem catracas na porta?
O poder público investe na construção de pontes, túneis e na ampliação da Marginal, o que só beneficia os carros particulares. Um grande volume de dinheiro tem sido aplicado em transporte coletivo visando a Copa do Mundo de 2014, mas esses investimentos não necessariamente correspondem às necessidades reais da população. Exemplo disso é a construção da Linha 4-Amarela do Metrô, que passará por bairros ricos como o Morumbi enquanto a periferia continua sem esse tipo de transporte, e o Terminal Campo Limpo – que prejudicou a locomoção dos moradores da região. Até quando as políticas públicas de transporte serão definidas sem que a população seja consultada?
Prefeitura e empresários tentam nos convencer de que o aumento é inevitável porque sabem que nós podemos barrá-lo. Aconteceu em Florianópolis e em Vitória em 2005, quando a população dessas cidades barrou aumentos de tarifa indo para as ruas se manifestar. Em 2006, em São Paulo, milhares de pessoas saíram às ruas contra o aumento. É isto que as autoridades querem evitar, mas não vão! O conjunto da população de São Paulo pode e vai barrar este aumento!

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http://bolaearte.wordpress.com/2010/01/06/ato-de-rua-contra-o-aumento-da-tarifa-do-busao

Mude ! – Tente outra vez …

” Mude, mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.

Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.

Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.

Durma no outro lado da cama…
depois, procure dormir em outras camas.

Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais…
leia outros livros,
Viva outros romances.

Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.

Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.

Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.

Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.

Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.

Escolha outro mercado…
outra marca de sabonete,
outro creme dental…
tome banho em novos horários.

Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.

Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.

Troque de bolsa,
de carteira,
de malas,
troque de carro,
compre novos óculos,
escreva outras poesias.

Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.

Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.

Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem
despretensiosa,
longa, se possível sem destino.

Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas,
mas não é isso o que importa.

O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda !

Repito por pura alegria de viver:
a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não
vale a pena!!!! ”

Texto de Edson Marques

* Texto escrito por Edson Marques, cujo livro (contendo o poema) foi lançado pela Editora Original Pandabooks, com prefácio de Antonio Abujamra. (Erroneamente creditado à Clarice Lispector).
adaptação: Pedro Bial

Raul Seixas – Tente outra vez…

Cuide do seu voto. GRITE!

Mantive esse espaço falando mais sobre cultura do que qualquer outra coisa, mas não dá mais.

Acordei cedinho hoje e já tive a notícia de que, a partir do dia 01 de janeiro, as tarifas de transporte público em São Paulo subirão de R$2,30 para R$2,70.

Fiquei indignada. Isso é um abuso, Sr. Kassab! Um absurdo.

Em pleno ano eleitoral esse é o primeiro presente para essa população que carrega a economia do país nas costas. Então, demagogicamente há um aumento no salário mínimo que faz pensar em aumento de salário mas, aqui em São Paulo o percentual já está engolido pelo transporte. Porém no nordeste… o bolsa família garante os votos para Dilma. E o ciclo fica garantido.

A vontade de gritar é tão grande que não me contenho.

A qualidade do transporte público em São Paulo é péssima. Precisamos exigir que esse dinheiro seja revertido em investimentos.
Não dá mais pra ficar calado.
Temos que mostrar a força da opinião pública.
No Brasil, os políticos costumam fazer pouco caso deste instrumento, que é um dos mais respeitados nos países de primeiro mundo. Não há nada mais forte do que a nossa voz, nosso barulho tem que incomodar. Temos que por nosso grito pra fora. EXIGIR!

E só há um caminho para isso : O VOTO!

Vamos lançar a operação “CUIDE DO SEU VOTO!”. Pois essa é a única maneira de por a casa em ordem.

Não dá mais pra segurar…
Explode coração!

Retomada da Virada

Apesar de estar com a mão com queimaduras devido a um acidente doméstico, quero deixar registrado aqui a importância de entrarmos o próximo ano em dia com a consciência política. Não deixemos para os outros as decisões importantes que devemos tomar para um futuro mais próspero e liberto de tanta corrupção. Pensemos…

“Perdão e perdão”

“Há muito queria ler Jaques Derrida, um filósofo franco-argelino. Derrida é dono do conceito “desconstrução”, uma palavra-chave para a estética, a ética e a própria filosofia. Mas um outro conceito de Derrida me raptou, o entendimento para o perdão.
Segundo ele, o perdão pode ser vivenciado de duas maneiras.Uma é o perdão incondicional, em que o culpado é perdoado mesmo sem pedir perdão ou sem arrependimento, num gesto unilateral que não exige troca. Um perdão sem poder. A outra forma é o perdão em troca do arrependimento, da transformação do pecador. Um perdão condicional.
Incondicional ou condicional, o perdão é sempre foda de ser vivido. Todo mundo tem em sua vida um fato fatídico, uma quebra de confiança, uma catástrofe afetiva…um 11/09. Será que os familiares das vítimas dos ataques terroristas de 11/09 um dia praticarão o perdão? Será que as vítimas do holocausto um dia vão perdoar os alemães?? Quem bate sempre esquece, quem apanha se lembra pra sempre e dependendo da dor, quer é que o perdão se dane.
O próprio Derrida morreu sem perdoar os franceses que o expulsaram do colégio, aos 12 anos, por ser judeu. Segundo ele, isso deixou uma marca indelével na vida dele. E olha que o cara é filósofo.
Todo mundo tem seu 11/09. Um dia os aviões se chocam contra nossas torres gêmeas e o mundo todo te pede pra perdoar. Essa é uma consciência judaico-cristã que separa os bons dos maus pela (in)capacidade de perdoar.
Tem ocasiões que o melhor mesmo é erguer um obelisco no lugar das torres destroçadas e lembrar pra sempre do que o ser humano é capaz e quem sabe não viver o mesmo desastre.”

Ney Messias Jr.
Sexta-feira, Setembro 25, 2009.

Caindo de paraquedas nesta crônica do jornalista e radialista paraense Ney Messias Jr, eu não me contive em republicá-la aqui. Pedindo licença ao autor, com todo o meu respeito.

Elemento Língua.

O lamentável caso “Uniban”

Parte 1

Eu acho que o problema do Brasil é puramento educacional. Extremismos nunca foram a solução para o bom convívio social. Não se pode defender a liberdade extrema quando se vive em sociedade. Nunca podemos esquecer que o direito de um acaba quando começa o direito do outro. A palavra “adequação” eu acho um tanto razoável neste caso. As pessoas precisam saber se portar em público.Vejo pessoas se esquecendo que o melhor para todos é que sejamos educados, gentís e elegantes, acima de tudo. Ter elegância não significa vestir-se bem, mas agir adequadamente conforme a ocasião nos exige. Para mim, esse é apenas mais um episódio doloroso na história dos estabelecimentos de ensino no Brasil, que estão a cada dia demosnstrando menos preparo na preparação de seus alunos. A escola mostra que não ensina nada, os alunos mostram que não apreendem nada, o que faz deste um episódio lamentável. Na minha opinião precisamos estabelecer críterios e empreender em nossas ações um pouquinho mais de bom senso.

Comentando post do blog da jornalista Rosana Herman
http://blogs.r7.com/querido-leitor/2009/11/08/geisy-a-geny-unibanida/comment-page-3/#comment-8212

Um psicopata chamado Pedro e um chip roubado (Perguntas que não querem calar)

Levantei esta manhã e, no café em família, surgiu uma discussão sobre a mais nova celebridade da mídia eletrônica do Brasil.

Simplesmente Pedro.

Com quase 84.000 visitas desde meados de setembro deste ano, o vídeo está bombando no Youtube, é engraçado mas Pedro nem foi o protagonista.

Acho que, depois do BBB, onde as pessoas se tornam famosas pelo excesso de exposição, chegou a hora dos “cinco minutos de fama” de um “coadjuvante anônimo”.

Pedro não tem rosto. Só fama. Tem sido procurado para dar entrevistas e já foi localizado para prestar alguns esclarecimentos sobre a apropriação indevida de um chip ….rsrsrsrs…

Barack Obama afirma não merecer o Prêmio Nobel da Paz. O que teria feito Pedro para merecer tamanha notoriedade?

O que teria realmente acontecido com aquela mulher para ter saído do sério e ter ficado “tão possuida” apenas por querer reaver o seu pequeno chip ?

Que razões teria Pedro para não devolvê-lo já que o chip não era seu?

Só sei que uma mulher tomada por uma crise de isteria se pôs a gritar na porta da casa de um tal de Pedro numa madrugada, acordando toda a vizinhança, que gravou e postou na internet um vídeo extremamente engraçado, que tem divertido milhares de pessoas e que deixou esse Pedro famoso na internet sem sequer ter saido na janela.

Todos que assistem riem muito daquela mulher gritando feito louca. Ela realmente está sem controle, sem estribeiras, sem equilíbrio, perdeu o sentido das coisas.

Seria mesmo uma maluca?

Pedro é o bonzinho desta história? Ou seria ele um sarcástico, mau-caráter, desumano, que estaria cometendo violência psicológica pra cima daquela mulher, que já estava esgotada de tanto “mendigar” atenção para um problema já quase sem solução?

Quantas milhares de vezes ela pode ter pedido para Pedro devolvê-lo já que ela o teria emprestado com a melhor das intenções?

Por quê estaria Pedro tratando essa mulher com tanto desprezo?

Que valores estão em julgamento? Quem é o verdadeiro palhaço da história? Quem está desorientado, gritando na noite, incomodando os vizinhos ou quem está bancando o bonzinho, omisso e covarde, desrespeitando os sentimentos alheios?

Seria Pedro um ladrão psicopata?

Seria a mulher uma louca varrida com intenção de colocar Pedro numa situação de constrangimento?

Pois é… quanta coisa pode estar escondida atrás de uma imagem engraçada postada na internet.

E se fosse você? que graça teria?