#forever, Ajuda, amigas para sempre, Ciências Sociais, comportamento, crônica, dia-a-dia, momentos, Movimento, Opinião, realidade, reflexão, Sandra Barbosa de Oliveira 2

Rompendo tabus … com Isabel Dias

Quando o assunto é erotismo, muita gente aplaude a literatura apresentada em livros como “Cinquenta tons de cinza”, transformando esse instrumento de opressão em best-seller internacional.
Hollywood também aposta nessa opressão porque sabe que é o idealismo machista que patrocina a exploração de conteúdos onde a mulher é alvo de violência e desrespeito, trazendo milhões de dólares aos cofres da indústria de produções.
Mas quando do tema se faz a abordagem da libertação feminina, onde é a mulher quem resolve mostrar a igualdade de poderes; que o virtuosismo em nada está implícito na castidade; e que, depois de uma longa trajetória de sofrimento, em que sempre impera a traição, a deslealdade, todo tipo de violência psicológica e humilhação por parte de seus próprios companheiros de jornada; o que temos (claro que não em termos gerais), é julgamento, preconceito e discriminação por parte de um tribunal trans-vestido em hipocrisia, dos setores desta sociedade que se diz moderna (no sentido coloquial da palavra) e libertária, mas que no fundo está imersa num conservadorismo provinciano, há dezenas de gerações.
Será que a mulher está despreparada para a felicidade?
Digo tudo isso para introduzir opinião ao livro que acabo de ler.
A autora, minha amiga, se desnuda diante do leitor sem pudores, ao descrever os casos que teve, durante um período de dois anos e meio… com cada um dos 32 homens que conheceu através de um site de relacionamentos, depois de um trágico e complicado processo de divórcio, impulsionada pela raiva e pelo desejo de dar o troco à traição do marido, ao descobrir que ele tinha quatro amantes.
“32 – um homem para cada ano que passei com você” é um livro que lava a alma de todas nós mulheres, que experimentamos a dor de sermos traídas, humilhadas e psicologicamente violentadas por esses homens com quem nos dispusemos a compartilhar a vida, onde acreditávamos viver nossa grande história de amor, com quem nos sentíamos seguras e acalentadas. Com quem tivemos nossos filhos, a quem tivemos dedicados nossos melhores anos, nossa lealdade, nossa beleza vigorosa e nossa juventude.
Isabel Regina Dias é uma mulher de coragem, que não demonstrou ter pudor algum ao denunciar publicamente sua decepção em relação ao homem com quem imaginava envelhecer; a depressão que quase a matou e as descobertas que fez acerca de si mesma; ao se propor, com a aceitação e apoio dos filhos, a essa busca implacável pela mulher que nem sequer sabia haver dentro de si.
Parabéns, Regina, minha amiga… estou aqui pra dizer que você me representa! …
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Com prefácio de Xico Sá … 215 páginas de muita diversão e reflexão.

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#forever, amigos para sempre, Contos e crônicas, momentos, reflexão, Sandra Barbosa de Oliveira 2

Em resposta

Um dia para pensar nos teus sonhos pra mim é muito pouco.
Talvez mais um, ou muitos pra pensar na tua tradução de si mesmo.
Cato entre palavras e entrelinhas alguma possibilidade de você, ao tentar captar do tempo a definição. Minha necessidade é saber.
Olhar e sentir podem esperar a primavera que pra mim já é. Tuas palavras me assombram e mesmo assim encantam. Mas do canto eu espero um sinal.
Palavras e sonhos se misturam numa coisa só. Mas em cada uma delas me arrebento na ânsia de decifrar os signos. Imagens. As enzimas nas histórias que só você pode contar. Leio e releio pra descobrir se sou um bem ou um mal. Se pessoa ou personagem. Se me perdi no tempo… ou se estou perdida no espaço também! …
O meu sonho é voar como fada. Brincar em outras dimensões não é sonhar, viver é brincar em todas elas.
Quero estar nos braços dessa definição bem resolvida em cores fortes, mas o medo é ter mofado nos filmes das tuas lembranças. Dúvidas e certezas estão sempre de passagem e a fraqueza é insólita! …
Ser possível não é estar disponível. É estar presente na tradução do outro.

#forever, momentos, retrato de família, Sandra Barbosa de Oliveira 2

Saudade

Primo, você tava aí olhando e resolvi te dar um beijo.
Te beijar é como alçar um voo intergaláctico, por entre as estrelas ou ao redor do sol. Sabe aquelas imagens de astronautas girando na imensidão do universo? Pois é, essa é a valsa que danço com você agora. É que de repente, primo, o céu ficou bem pequeninho e eu o guardei aqui no coração pra poder continuar o meu caminho por entre as horas e os dias, e as flores do jardim, olhando o mar. Mas quero que saiba, que o universo inteirinho coube bem apertadinho no meu coração e que por isso pra mim não importa onde esteja. Estará sempre aqui dentro de mim. Dance, primo, dance solto nessa imensidão de vazios. Dê muitas gargalhadas de nós, mas não deixe nunca de postar o teu olhar no meu olhar.
Porque em meus sonhos você é a canção.
Saudade primo!

#forever, momentos, Sandra Barbosa de Oliveira 2

Pra sempre! …

Quando o amor não se explica, quando brinca de roda, quando não precisa de palavras, isso é para sempre! …

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Quarenta e três anos depois e o amor é ainda maior! …

E o menino com o brilho do sol
Na menina dos olhos
Sorri e estende a mão
Entregando o seu coração
E eu entrego o meu coração
E eu entro na roda
E canto as antigas cantigas
De amigo irmão
As canções de amanhecer
Lumiar a escuridão
E é como se eu despertasse de um sonho
Que não me deixou viver
E a vida explodisse em meu peito
Com as cores que eu não sonhei
E é como se eu descobrisse que a força
Esteve o tempo todo em mim
E é como se então de repente eu chegasse
Ao fundo do fim
De volta ao começo
Ao fundo do fim
De volta ao começo…

Gonzaga Jr.


Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela alegria ainda está comigo
E que a minha ternura não ficou na estrada
Não ficou no tempo presa na poeira

Eu apenas queria que você soubesse
Que esta menina hoje é uma mulher
E que esta mulher é uma menina
Que colheu seu fruto flor do seu carinho

Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais
Porque me entendo muito mais também

E que a atitude de recomeçar é todo dia toda hora
É se respeitar na sua força e fé
E se olhar bem fundo até o dedão do pé

Eu apenas queira que você soubesse
Que essa criança brinca nesta roda
E não teme o corte de novas feridas
Pois tem a saúde que aprendeu com a vida

Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela alegria ainda está comigo
E que a minha ternura não ficou na estrada
Não ficou no tempo presa na poeira

Eu apenas queria que você soubesse
Que esta menina hoje é uma mulher
E que esta mulher é uma menina
Que colheu seu fruto flor do seu carinho

Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais
Porque me entendo muito mais também

Gonzaga Jr.

#forever, amigos para sempre, Amor, Contos e crônicas, especial, momentos, Sandra Barbosa de Oliveira 2

Vem? …

Vamos lá, vai.
Tire as suas máscaras que eu visto as minhas. Vamos experimentar a liberdade de poder não sermos nada. Que tal fechar um pouco os olhos para nos exercermos na escuridão? …
Se liberta dos protótipos e venha se sentar aqui no chão, no meu jardim, olhar comigo a carinha das flôres, traquilizar o zunido das abelhas.
Venha sentir um pouquinho desse vento antes que ele vire ventania, pior ainda, calmaria. Vamos lá, sem máscaras deve ser muito melhor. Pouse uma das suas mãos sobre uma das minhas. Uma só, porque com a outra a gente tem que se segurar no balanço. Sendo assim, pra cada frio na barriga vai havendo um soprar de amor, só pra encantar ainda mais o nosso dia.
Vem, vai! …

#forever, amigos para sempre, comportamento, Contos e crônicas, especial, Eterno Amor, momentos, Sandra Barbosa de Oliveira 2, verdadeiro amor

Quando o amor sai do passado

Guardados para sempre na minha caixinha.
Eu amo todos vocês! Eu amo você, Armando Bravi.

Cumprindo Profecias
(Armando Bravi)

Da janela do décimo quinto andar fico procurando sinais da cidade da minha adolescência. Entre prédios modernos de arquitetura duvidosa encontro aqui e alí um telhado familiar, um quintal conhecido – cenários abandonados. Mesmo com toda paisagem renovada e repleta do não-eu, consigo me encontrar nas novas alturas desta vasta Jundiaí.

Na criação deste vídeo passo oito dias em frente ao computador tentando fazer sentido de todas as fotos e lembranças que elas me trazem. Trabalho árduo e detalhista, neurótico por contrôle que sou, que me pede um envolvimento técnico absoluto e força a emoção prá fora do estúdio.

Rostos, escadas, janelas e gestos que passam pelo meu monitor em direção à um resultado coeso e sincronizado com a profecia do Milton Nascimento. Emoções fortes de alegrias passadas e tristezas marcantes passeiam pelo meu coração, um vídeo clip que eu não controlo ou manipulo. Meu coração sempre foi seu próprio diretor e nunca ouviu a voz da razão, mas como na profecia do Milton, só aceita a voz que vem dele mesmo. Meu coração as vezes fala por demais…

Páro o processo de edição por um tempo, pra descansar, fumar, renovar a energia, mas eu sei que realmente é meu coração que precisa de tempo pra transbordar todas as emoções que este passado fotografado me traz e choro, choro muito…

Choro muito na sacada do décimo quinto andar olhando a nova paisagem e não preciso mais do telhado conhecido, do quintal familiar… Agora o externo não pode mais me traduzir. Mudei pra dentro de mim. Só o que me traduz são essas fotos que passeiam pelo monitor e que me levam de cabeça ao passado. Meu presente é este passado branco e preto de recordações. Minhas mãos se unem ao teclado, o computador sou eu e meu coração é a placa mãe.

E vejo Elianas e Cidinhas;
Lauras, Rôs, Selmas, Anas e Cristinas;
vejo as três estrelinhas.
Vejo Frenhis, Vilhenas, Fratesis e Silvas.
Pitucas, Fortunatas, Rabelos e Luizinhas.
Vejo mestres queridos que jamais esquecí.
Vejo Ivaniras, Antonio Carlos, Abigaís e Doroty.
Vejo o laranja e branco no vestido de seda pura
Vejo Regina Toledo, a mãe da minha loucura.

Esse vídeo é para todos nós que, independente de quais anos passamos por estes corredores e salas, escrevemos a história da nossa escola.

Corredores do GEVA, repletos das dúvidas e sonhos da nossa adolescência, estamos de volta para cumprir a profecia do Milton Nascimento. Apertem o cinto de segurança, abram bem os olhos e não deixe o coração piscar. São 50 anos em quatro minutos. Espero ter feito justiça à este presente que, no presente, hoje o passado nos dá!

Armando Bravi é ator e diretor de teatro. Hoje, em NY.

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O Poeta II

Feito um bicho da seda, a enrolar-se na maciez de seus fios
a aprisionar-se em frieza …
lá se ia o poeta, a murmurar o próprio êxodo,
em fuga a seus próprios sentimentos
sem sentido, nem direção, preso a tradições monótonas
protegido por falsas muralhas,
a carregar, ludibriado, uma garrafa vazia de habilidades
pois nem a pena conseguia por-se a prumo
em suas palavras que como sempre, nefastas.
Pobre poeta.
Seu outono adormecia em pinceladas esparsas
pelos cinzas de sua própria complexidade.