A primeira viagem

Foi apenas quando o trem de pouso bateu com as rodas no chão que eu me dei conta de que ali estava eu, sozinha e que estava por começar uma grande aventura.

O destino entre os tantos que algozmente antecederam a escolha, desde os primeiros momentos, não surgiu ao acaso e seria o tiro da grande jornada de autoconhecimento e motivação, que estava há muito a minha espera.

Seria eu ali a vislumbrar um mundo de aromas e paisagens, arte, sensações e solidão.

Meu medo me obstruía a passagem mas nunca haveria de chegar a minha hora se eu não criasse o momento… e parti.

Ao desembarcar em Barcelona, naquele que seria o meu primeiro chão de mundo livre, o aeroporto me recepcionou com maestria e me encaminhou para as ruas da cidade.

Ônibus, buzinas, o peso da mochila nas costas, tudo meio adormecido ainda diante do desembarque, no momento da chegada.

A tarde estava morna, o tempo sem cor, nem frio nem calor.

Eu ainda embriagada pelas horas do voo, desci na praça principal, rodeei-a a 360 graus e percebi-me perdida em meu giro, em meu relógio, em meus sentidos, em minhas pernas, tantas eram as ruas que a cercavam que eu não conseguia sair do lugar.

Até que por um momento eu parei, oxigenei, e percebi que já havia chegado ao meu destino e que o caminho me levaria de encontro aos meus anseios de marinheiro atracado no primeiro porto.

E foi assim que eu encontrei o hostel, logo ali perto, no mesmíssimo lugar em que o mapa o havia apontado.

E foi que eu sorri diante da majestosa porta centenária que ao abrí-la pensei comigo…

eu venci!
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É hora de participar!

Não se trata de defender ou acusar governos ou parlamentares, trata-se apenas de defender valores referentes a direitos adquiridos.

Nossos problemas deixaram  de envolver apenas as questões políticas e entraram no campo moral e ético. Perdeu-se a credibilidade nas instituições.

Não se pode revolver-se no tempo para destituir grandes conquistas legais ou coisas quaisquer que possam desconstruir uma suada trajetória às liberdades individuais, nem fortalecer ameaças ao estado democrático de direito.

É a Democracia que está em jogo.Não estamos em meio à uma partida num estádio.

Estamos construindo sociedades, educando crianças para o futuro político da nação.

Toda responsabilidade é pouca em se tratando da vida e do bem comum.

Precisamos de garantias institucionais para que os direitos das minorias fiquem preservados, não permitindo retrocessos e nenhuma subjeção, pois que devemos ouvir, nesse momento, a voz de toda a sociedade.

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Em tempo: o Brasil é um país laico! …

 

 

Rompendo tabus … com Isabel Dias

Quando o assunto é erotismo, muita gente aplaude a literatura apresentada em livros como “Cinquenta tons de cinza”, transformando esse instrumento de opressão em best-seller internacional.
Hollywood também aposta nessa opressão porque sabe que é o idealismo machista que patrocina a exploração de conteúdos onde a mulher é alvo de violência e desrespeito, trazendo milhões de dólares aos cofres da indústria de produções.
Mas quando do tema se faz a abordagem da libertação feminina, onde é a mulher quem resolve mostrar a igualdade de poderes; que o virtuosismo em nada está implícito na castidade; e que, depois de uma longa trajetória de sofrimento, em que sempre impera a traição, a deslealdade, todo tipo de violência psicológica e humilhação por parte de seus próprios companheiros de jornada; o que temos (claro que não em termos gerais), é julgamento, preconceito e discriminação por parte de um tribunal trans-vestido em hipocrisia, dos setores desta sociedade que se diz moderna (no sentido coloquial da palavra) e libertária, mas que no fundo está imersa num conservadorismo provinciano, há dezenas de gerações.
Será que a mulher está despreparada para a felicidade?
Digo tudo isso para introduzir opinião ao livro que acabo de ler.
A autora, minha amiga, se desnuda diante do leitor sem pudores, ao descrever os casos que teve, durante um período de dois anos e meio… com cada um dos 32 homens que conheceu através de um site de relacionamentos, depois de um trágico e complicado processo de divórcio, impulsionada pela raiva e pelo desejo de dar o troco à traição do marido, ao descobrir que ele tinha quatro amantes.
“32 – um homem para cada ano que passei com você” é um livro que lava a alma de todas nós mulheres, que experimentamos a dor de sermos traídas, humilhadas e psicologicamente violentadas por esses homens com quem nos dispusemos a compartilhar a vida, onde acreditávamos viver nossa grande história de amor, com quem nos sentíamos seguras e acalentadas. Com quem tivemos nossos filhos, a quem tivemos dedicados nossos melhores anos, nossa lealdade, nossa beleza vigorosa e nossa juventude.
Isabel Regina Dias é uma mulher de coragem, que não demonstrou ter pudor algum ao denunciar publicamente sua decepção em relação ao homem com quem imaginava envelhecer; a depressão que quase a matou e as descobertas que fez acerca de si mesma; ao se propor, com a aceitação e apoio dos filhos, a essa busca implacável pela mulher que nem sequer sabia haver dentro de si.
Parabéns, Regina, minha amiga… estou aqui pra dizer que você me representa! …
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Com prefácio de Xico Sá … 215 páginas de muita diversão e reflexão.

Mundo perdido

Desde a hora em que procuro a chave, não sei como tudo há de acabar.
Visto o casaco e me açoito pela avenida lúdica. Única distância até então, a me separar daquilo que eu já nem sei mais o que é. Vou me entranhando no desconhecido, com o frio na barriga de sempre, como uma garota a procurar seu par numa sala de dança lotada de valsa. Mas nada gira, pelo contrário, é apenas um caminho herege e eu, a atravessar toda a cidade, afivelada ao cinto, para me encontrar com alguém, ou ninguém. A procura do endereço, o telefone no bluetooth, a música no rádio e a cidade a me encantar e a me contorcer a caminhada, como se houvesse galhos a desviar a cavalgada. E assim se dá o encontro. Nada de mais, não fosse o amor pendente. Escondido feito adolescente, a cruzar os pontilhões e rotatórias nesta dança macabra que o destino nos impôs. Vai se tornando mais e mais visível. A distância e o frio da cidade que não nos é novidade e os lugares desbravados no passado nos vão re-contando suas histórias. Derretendo-as por calçadas e sargetas em tantas noites frias que nos envaidece. Pois que não conseguem se calar. Os edifícios e as fachadas nos sorriem. Estacionar, trancar, descer, procurar, procurar, olhar, reconhecer, olhar, olhar… não saber onde chegar. Dois mundos, duas vidas, dois amores que já foram um. Pouca conversa, muitas lágrimas, foi o que nos pôde restar. E esse, talvez o último encontro. Desarmados. Com o apagar das luzes num palco macabro a encerrar espetáculos. O descer das cortinas. Com profunda tristeza, é traçada a retórica dos tempos finais. Porque não sei se meu coração tende a aguentar mais despedidas. Cada vez mais funestas a acalentar nosso silêncio. Seu mundo não é mais meu mundo. A estranheza vira autora do empobrecer do tato. O que sempre foi profundo se perde em profundeza. Há despedida. A distância emerge novamente na minha reta avenida. Meu coração não aguenta mais aparar essas arestas. Ele se cala, gélido, como a cidade embevecida na névoa da madrugada. E o carro segue veloz para o nunca. Com um coração a bordo, a espreitar por um mundo perdido.

Black Bird fly! …

Recrio meus dias e semanas e meses.
Recrio uma vida, uma história inteira. Recrio um novo personagem, a cada dia um novo poeta em mim. Revivo um novo romance, um novo recanto, um novo momento.
Redescubro meus instintos, meus intuitos, meus dilemas.
Incorporo a bailarina girando, o beijo do palhaço navegando pelos ares. Num descuido,
descubro uma nova mulher, altiva e voraz. A derramar seu sangue ainda quente pelas ruas da cidade.
Força bruta a cuspir o fogo de uma viagem aos infernos. Ou simplesmente um sopro… que levita feito nuvem pelos céus de seu novo encantamento. Porque aqui, “jazz” é coragem!

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A bailarina em seu giro, olha pra todos os lados como se conseguisse ver o mundo. Mas é o mundo que a vislumbra, a leveza e a beleza desse quase flutuar.

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O palhaço, esse sim encaminha o seu beijo com um sopro ao destino traçado, deslizando o carinho a seu alvo secreto. Sem que um mísero vento lhe desvie o trajeto.

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Mas é o poeta quem morre pra reviver um lugar, outro amar, numa dor, noutra flor. O poeta é quem arde na teimosia de suas escolhas, na maioria das vezes… imprudentes.
E é essa imprudência que o leva novamente à morte, para o renascer do seu original e novo cantar: o poema!

Eu quero 100% EDUCAÇÃO! …

A educação precisa de dinheiro vivo.
Educação gera saúde! Educação gera medicina preventiva. Que haja corte nas mordomias desses salafrários que estão no Congresso Nacional. Vamos aplicar o dinheiro em projetos sociais que levem medicina preventiva para as comunidades carentes e isso só será possível através da educação.
Que se leve educação para mães melhorarem as condições de vida de seus filhos, doença tem que ser prevenida, depois tratada. Melhor preparo para os professores do ensino fundamental.
Criança que se alimenta na escola, que trata os dentes na escola e que toma vacina na escola, que passa por consulta médica na escola, precisa menos de hospitais e postos de saúde.
A educação tira a criança das ruas, baixa os níveis de violência. Mães precisam de creches de qualidade pra deixar seus filhos, tudo isso vem através da educação. Um país que investe em educação é um país de população saudável.
Há quem discorde. Mas essa é a minha bandeira.

O momento: uma maneira de viver! …

“O Iluminismo representa a saída dos seres humanos de uma tutelagem a qual estes mesmos impuseram a si. Tutelados são aqueles que se encontram incapazes de fazer uso da própria razão independentemente da direção de outrem. É-se culpado da própria tutelagem quando esta resulta não de uma deficiência do entendimento mas da falta de resolução e coragem para se fazer uso do entendimento independentemente da direção de outrem. Sapere aude! Tem coragem para fazer uso da tua própria razão! – esse é o lema do Iluminismo.”

Immanuel Kant (O que é o iluminismo?)

#Movimento-Ação

Tenho tentado fazer esse vídeo girar o mundo.
Quanto mais for compartilhado, maior a possibilidade de fazê-lo chegar aos quatro cantos do planeta.
O mundo precisa ver o descontentamento do povo brasileiro pra parar com a idolatria por nossos governantes corruptos, lá fora.
Temos que tirar as máscaras do Brasil e mostrar pra eles que as mulheres aqui são ativistas, professoras, médicas, cientístas, advogadas, mães, domésticas, e não PUTAS, como querem nos mostrar lá fora.
Temos prostitutas também. Mas é uma classe trabalhadora minoritária, que não representa a classe trabalhadora feminina do nosso pais. A voz feminina prevalece, nesse coro do vídeo.
Pegando carona aqui pra deixar o meu protesto contra o turismo sexual que já está sendo preparado para a Copa do Mundo. Isso tem que acabar! …
Eu quero ser respeitada. Porque nem “nossos maridos” nos respeitam! …
A mulher tem sido violentada, física e psicologicamente dentro da sua própria casa.
E isso vem trazendo seqüelas para as novas gerações de meninas que crescem vendo o descaso, o desrespeito, o autoritarismo, gerado por seus pais sobre suas mães e sobre elas próprias durante anos e anos a fio.
Essa violência psicológica gera, consequentemente, uma nova geração de mulheres submissas, e isso não tem fim.
A violência psicológica deixa mais sequelas do que a violência física. A mulher brasileira tem que dar um basta nisso. Dar-se ao respeito, e exigir respeito dentro de casa desde o início, porque uma vez sob domínio, não conseguirá refazer sua alto-estima nunca mais.
Se estiver se sentindo subestimada dentro de casa, procure ajuda psicológica imediata.
Porque quem ama, não abusa, não maltrata, e não desrespeita.
Reflita sobre isso também. Estamos na hora da grande virada! …

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