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Rompendo tabus … com Isabel Dias

Quando o assunto é erotismo, muita gente aplaude a literatura apresentada em livros como “Cinquenta tons de cinza”, transformando esse instrumento de opressão em best-seller internacional.
Hollywood também aposta nessa opressão porque sabe que é o idealismo machista que patrocina a exploração de conteúdos onde a mulher é alvo de violência e desrespeito, trazendo milhões de dólares aos cofres da indústria de produções.
Mas quando do tema se faz a abordagem da libertação feminina, onde é a mulher quem resolve mostrar a igualdade de poderes; que o virtuosismo em nada está implícito na castidade; e que, depois de uma longa trajetória de sofrimento, em que sempre impera a traição, a deslealdade, todo tipo de violência psicológica e humilhação por parte de seus próprios companheiros de jornada; o que temos (claro que não em termos gerais), é julgamento, preconceito e discriminação por parte de um tribunal trans-vestido em hipocrisia, dos setores desta sociedade que se diz moderna (no sentido coloquial da palavra) e libertária, mas que no fundo está imersa num conservadorismo provinciano, há dezenas de gerações.
Será que a mulher está despreparada para a felicidade?
Digo tudo isso para introduzir opinião ao livro que acabo de ler.
A autora, minha amiga, se desnuda diante do leitor sem pudores, ao descrever os casos que teve, durante um período de dois anos e meio… com cada um dos 32 homens que conheceu através de um site de relacionamentos, depois de um trágico e complicado processo de divórcio, impulsionada pela raiva e pelo desejo de dar o troco à traição do marido, ao descobrir que ele tinha quatro amantes.
“32 – um homem para cada ano que passei com você” é um livro que lava a alma de todas nós mulheres, que experimentamos a dor de sermos traídas, humilhadas e psicologicamente violentadas por esses homens com quem nos dispusemos a compartilhar a vida, onde acreditávamos viver nossa grande história de amor, com quem nos sentíamos seguras e acalentadas. Com quem tivemos nossos filhos, a quem tivemos dedicados nossos melhores anos, nossa lealdade, nossa beleza vigorosa e nossa juventude.
Isabel Regina Dias é uma mulher de coragem, que não demonstrou ter pudor algum ao denunciar publicamente sua decepção em relação ao homem com quem imaginava envelhecer; a depressão que quase a matou e as descobertas que fez acerca de si mesma; ao se propor, com a aceitação e apoio dos filhos, a essa busca implacável pela mulher que nem sequer sabia haver dentro de si.
Parabéns, Regina, minha amiga… estou aqui pra dizer que você me representa! …
*
Com prefácio de Xico Sá … 215 páginas de muita diversão e reflexão.

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A ganância é “Lilás”! …

O que eles querem mesmo é dinheiro, sim !!!!!

Foi-se o tempo em que os artistas primavam por sua arte, se engajavam em lutas ideológicas e sociais, eles mudaram de lado, ficaram ricos.

Junto a essa briga escandalosa para censurar de antemão suas “pretensas biografias”, existem máscaras a serem derrubadas. A vida do músico (o empregado do “canário”) no Brasil não é um mar de rosas, não. Passa muito longe do glamour idealizado por tiétes. A maioria recebe salário de fome, os artistas não têm critérios para cumprir suas agendas, desmarcam tournés inteiras sem o menor pudor e respeito às famílias dos músicos que dependem dessa agenda para educar seus filhos.

A maioria dos músicos trabalha sem contrato de trabalho, sem um plano de saúde, sem aposentadoria. Vivem uma vida clandestina de trabalho informal. Alguns “patrões sanguessugas” passam a vida “chupinhando” produtores e arranjadores sem sequer creditar seus nomes ao trabalho, quanto mais pagamento justo dos percentuais em royalties.

Se apropriam, assim, da “arte do outro” para meter o dinheiro no bolso. Não entendo essa agora de acusar biógrafos por ações as quais eles mesmos passam a vida praticando contra seus “prestadores de serviço”. Estamos falando de arte. Estamos falando de música, de criação. A grande maioria dos músicos brasileiros acaba a vida na miséria.

Precisando de apoio financeiro de amigos; sem a menor dignidade. Às vezes, precisam se manter calados anos a fio para não sofrer represálias, porque músico que abre a boca não trabalha. Músico que processa artista por questões trabalhistas não consegue tocar com mais ninguém.

Nana Caymmi disse tudo: “Vida de artista é vida pública. Devem dar graças a Deus se alguém tiver interesse em biografá-las.” Afinal de contas foi essa a escolha. Esse é o preço e o que todos almejam é o sucesso.

Se querem privacidade devem fechar suas portas pra revista Caras. O mercado editorial brasileiro tem que reagir ao egocentrismo.

Lógico que falo apenas de alguns.

É uma “cúpula abastada e gananciosa” que não pensa que seus trabalhos dependem de uma equipe. O mínimo que eu sempre esperei foi que tratassem os profissionais da equipe com um pouco de respeito.

O ministério do trabalho deveria abrir uma sindicância pra averiguar as condições em que trabalham esses músicos no Brasil.

E a receita federal deveria prestar um pouco mais de atenção aos “borderôs” das bilheterias dos shows.

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Opinião

– Pior do que a ação radical de direita e de esquerda, as quais nem merecem a inclusão no mérito, por deverem estar fora de qualquer classificação numa sociedade civilizada, é a legitimação da ignorância.
A China tem uma das ditaduras mais austeras do mundo, onde o cidadão é qualificado quase como um animal, para prover o sonho de consumo no resto do mundo.
A dicotomia vertical entre a miséria e a riqueza material é absolutamente inaceitável. Mas no Brasil, isso não é diferente. Por isso o meu levantamento de questões que invalidam o uso de termos ideológicos como “comunismo” e “capitalismo”.
No Brasil, o poder é ditado pela extrema direita parlamenrar há décadas. Num rodízio estúpido que sempre cai no mesmo lugar. Esse governo sindicalista corrompido só conseguiu o poder através de conchavos com a direita dos clãs coronealistas, latifundiários e centenários que exercem um poder sujo às custas da pobreza e da falta de interesse pelas questões sociais, forçando assim a má distribuição de renda e o possível crescimento de uma classe média, sobrecarregada de encargos e tributos, avaliados entres os maiores do mundo.
Portanto, essa dita esquerda que nos governa nada mais é do que a direita disfarçada. O Brasil está muito longe de ter um governo socialista moderado, voltado para o bem estar social. Somos um pais de ricos e pobres. Onde o privilégio institucional do capital concentra o poder na mão de poucos, em detrimento às necessidades básicas do cidadão.
O que precisamos é concentrar esforços para que as melhorias no campo da educação, da saúde, do transporte público e da segurança, obrigações constitucionais do Estado estejam ao alcance de toda a população de forma igualitária e justa e isso está muito longe de estar entre as atribuição das ideologias marxistas ou maoístas ou o que quer que se possa querer anexar ao contexto em voga.
O que se há de prezar aqui é apenas justiça social. E para isso há necessidade de manter-se em foco as reformas políticas, tributárias e eleitorais, para que o Brasil possa realmente dar um passo à frente.