Infinite Blue

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The ambience is dark, half lights lighten the tables around. A woman’s voice sings a beautiful song where people dance. They are dining, the place is extremely nice. Some of them are toasting and there’s my hero standing on his back, looking at the dance floor and following the music in a gentle swing. I move there, I can feel his loneliness again among the many people, the movement of his body causes me heat and I, levitating to meet him, I can imagine his perfume. The environment is bluish and reminds me of the sky, as if he were the only angel, exhaling the aroma of wood and musk that makes me serious. And I lose my mind. This man is everything, on the island of Mykonos, in Greece, made a god! …

(sandra barbosa de oliveira)

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20170721_230559 Engin Akyürek

Fotografia de Coimbra

(José Luís Peixoto)

“Coimbra é a cidade e a esperança dos domingos à tarde. Um calendário abandonado no bolso do casaco é Coimbra. Coimbra são fotografias reveladas de um rolo antigo, esquecido numa gaveta. E, no entanto, enquanto falamos, Coimbra existe e corre no recreio. Existe ar que é respirado apenas por Coimbra. Existe um coração no seu peito a bater, e esse é um milagre de deus que transcende deus.”

(Fotografia de Coimbra – Gaveta de Papéis)

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infinita impossibilidade

(Sandra Barbosa de Oliveira)

o poeta encanta
enquanto canta
mantra
em versos
canto escuro como um manto

encantado o véu assim
no entardecer do céu
do sol se pôr
por tanto
azul a iluminar minar
da água azul também
fazer brilhar

o poeta enquanto canta
o mantra em céu
a escoar da chuva
em pleno pôr do sol
no entardecer
lilás molhado
o santo manto
azul transformado
mina também
no anoitecer do seu canto
triste algum lugar
escuro azul

e o poeta canta
encanta estrela em verso
eterno amor
infinita impossibilidade
do canto triste
a desvendar caminho
como seguir seu sonho
a naufragar poemas

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Cuca Roseta – Igreja Santa Maria de Óbidos

Óbidos é a sede do município de mesmo nome, situado no distrito de Leiria, região central de Portugal. Sua grande atração é a Vila Medieval, que conta com cerca de 2200 habitantes e é hoje importante polo turístico da região.

Seus primeiros achados datam da Invasão Romana na península Ibérica, em tempos de César Augusto, no século I a.C., com referências bibliográficas remetidas ao século I, na obra “Naturalis Historia” de Plínio, o velho, onde foi citada.

Seu nome deriva do termo latino “ópido”, que significa cidadela. E é conceituada como a cidade literária.

Reza a lenda que a Igreja Santa Maria de Óbidos tenha sido construída no período visigótico e, depois de ser transformada em mesquita no período de dominação mulçumana, voltou ao poder da Igreja Romana, em 1148, pelas mão de D. Afonso Henriques.

Aos finais do século XV, ela passou por uma reedificação, pois que apresentava-se em completa ruína, promovida, quem sabe, por um possível terremoto, anterior ao de 1755 que devastou Lisboa e toda a região sul de Portugal.

E foi na Igreja Santa Maria de Óbidos, que no sábado, 03 de junho último, a maior cantora de fado da atualidade, Cuca Roseta, subiu ao altar em seu tradicionalíssimo casamento, e nos presenteou com essa interpretação impecável de Ave Maria, que fica aqui para celebrar o que é Portugal.

Conhecer Óbidos é paragem obrigatória para quem visita Portugal. Simplesmente inesquecível.

Portugal, minha paixão!

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As mudanças na imigração brasileira em Portugal

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ECONOMIA EM DIA COM A CATÓLICA-LISBON

  • Nelson Camanho, 21/4/2017

Há um encanto dos brasileiros com Portugal, uma atracção que a economia não explica, baseada na baixa criminalidade, na redescoberta da cultura portuguesa e da sua relação com as tradições brasileiras

Os portugueses constituem o principal grupo de imigrantes no Brasil, com quase 30% do total de imigrantes em 2012 (277.727 portugueses num total de 938.933 imigrantes no Brasil). Da mesma forma, os brasileiros formam a primeira nacionalidade de imigrantes em Portugal, com mais de 20% do total, com 82.590 brasileiros contabilizados pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras num total de 388.731 imigrantes em Portugal, em 2015. Existem, no entanto, fontes não oficiais que sugerem que este número é cerca de metade do número real de brasileiros em Portugal.

Naturalmente, não é muito surpreendente que os portugueses tenham tanta importância na imigração do país que colonizaram. De fato, de acordo com Carlos Lessa (2002), no ano de 1890, os portugueses compunham 20,36% da população da cidade do Rio de Janeiro (106.461 pessoas). Se somássemos a este número, os brasileiros natos com ambos pais portugueses, teríamos, naquele ano, 51,2% dos habitantes do Rio, um total de 267.664 pessoas.

Menos óbvia é a importância da imigração brasileira em Portugal. Apesar de o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras só disponibilizar dados a partir de 1999 (veja tabela abaixo), constata-se que só a partir de 2007, os brasileiros passaram a ser os imigrantes em maior número em Portugal, posto que era ocupado pelos cabo-verdianos.

Imigrantes em Portugal

A imigração recente brasileira em Portugal tem dois períodos bem distintos. O primeiro, de 1999 até 2010, consolidou os brasileiros como os principais imigrantes em Portugal, com um incrível crescimento de quase 700% nestes 11 anos, passando de cerca de 20 mil para quase 120 mil, e de 10,9% para 26,8% do total de imigrantes em Portugal. O segundo de 2011 até ao presente, assistimos a um fluxo negativo de imigração brasileira em Portugal, com mais brasileiros a sair do que a entrar.

Há muitos fatores que influenciam fluxos migratórios e certamente não tenho a pretensão de explicar todos. Mas ao investigar outros dados podemos aprender um pouco do que pode ter levado primeiro à explosão do fluxo e posteriormente à sua inversão. Será que podemos aprender um pouco ao compararmos os dados de fluxos migratórios com os dados de PIB e desemprego brasileiros e portugueses?

Nesta análise do PIB e do desemprego brasileiro e português, levo em conta que há um desfasamento no efeito destas variáveis no fluxo de brasileiros para Portugal. Utilizo um desfasamento de três anos, assim, o período 1 termina três anos antes de 2010, ano que o fluxo imigratório passou de positivo para negativo. Já o período 2 vai de 2008 até 2013, três anos antes do último ano que temos dados, 2016. Finalmente, o período 3, que dá sugestões de como o fluxo migratório se comportará a partir de 2016 (os dados do SEF vão até 2015), começa em 2014 e vai até 2016.

Nos gráficos abaixo, justaponho o crescimento do fluxo de brasileiros para Portugal – definido como a variação percentual anual do número de brasileiros contabilizados pelo SEF – com o Produto Interno Bruto de Portugal e do Brasil, e a taxa de desemprego dos dois países, definida como percentual da população que busca emprego e não está a trabalhar.

Como se pode depreender das figuras acima, o período 1 é favorável ao fluxo positivo de imigrantes brasileiros em Portugal: O PIB português é relativamente alto, o PIB brasileiro é relativamente baixo, o desemprego português cresce, mas ainda se encontra num nível baixo, o desemprego brasileiro diminui, mas ainda se encontra a um nível alto.

A partir de 2008, a grande crise financeira mundial e a crise da dívida europeia levaram Portugal a uma forte recessão, enquanto o Brasil parecia dar sinais de decoupling, a explicação encontrada por economistas na época, de que os países emergentes finalmente se encontravam numa trajetória de crescimento claramente superior à dos países desenvolvidos. Ao mesmo tempo, o desemprego português continuava a crescer, mas agora já estava a níveis altos. Enquanto isso, o desemprego brasileiro continuava a decrescer e estava agora a um nível baixo. Assim, o período 2 dá algumas explicações sobre a alteração do fluxo brasileiro de positivo para negativo.

O que esperar então do fluxo migratório a partir de 2016, explicado em parte sobre o desempenho das economias portuguesa e brasileira a partir de 2014? Talvez o período 3 seja o que ofereça sinais mais claros: a economia portuguesa em franca expansão, com o desemprego em nítida trajetória de queda; a economia brasileira, ao contrário, sofre o maior período de contração desde que a série de PIB brasileira começou a ser calculada, em 1947, e o desemprego mais que duplicou em menos de dois anos. Se depender apenas destes fatores, assistiremos nos próximos 3 anos a uma nova alteração do fluxo de imigrantes brasileiros para Portugal de negativo para positivo.

As análises acima estão resumidas na tabela abaixo.

É claro que a análise não é completa. Há muitos outros fatores que não dizem respeito à economia que afetam o fluxo migratório. Como luso-brasileiro nascido e criado no Brasil e com quatro bisavós portugueses, sinto-me à vontade para dizer que os brasileiros estão recentemente a redescobrir Portugal, que, incrivelmente, ficou esquecido ou com pouco destaque na mente brasileira durante boa parte do século XX. Há um encanto dos brasileiros com Portugal, e há atrativos não explicados em séries económicas, tais como a baixa criminalidade, a redescoberta da rica cultura portuguesa e a sua íntima relação com as tradições brasileiras. Claro, há também a língua comum, mesmo que alguns brasileiros às vezes fiquem atónitos nos primeiros dias em Portugal.

Ainda é possível que uma parte importante da vaga de brasileiros que imigraram para Portugal até 2010 desejavam sobretudo adquirir um passaporte europeu e em seguida partir para outras praças europeias. Somando-se a isso evidência anedótica http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/01/1727310-nova-onda-de-brasileiros-que-vai-a-portugal-e-qualificada-e-foge-da-crise.shtml que os brasileiros que imigraram a Portugal nos últimos quatro anos são mais qualificados e vêm para ficar, talvez esta novíssima vaga seja menos importante que a anterior e o fluxo positivo da novíssima vaga não seja suficiente para estancar o fluxo negativo, ainda em curso, da vaga anterior.

Portanto, a análise conjuntural que ofereço neste artigo não pode explicar efeitos de tendência que são melhor compreendidos por estudiosos de costumes das duas sociedades.

Em todo caso, efeito de tendência ou conjuntural, os laços culturais entre os dois países tornaram-se mais fortes nas últimas décadas. Não é possível ignorar os principais imigrantes no Brasil e os imigrantes que compõem, de acordo com dados que também incluem imigrantes brasileiros não contabilizados pelo SEF, cerca de 1,5% da população em Portugal e 4% da região da grande Lisboa.

Assistant Professor da Católica Lisbon School of Business & Economics

Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Sofia Cerveira – um pedacinho de Lisboa aqui no coração

Sem querer, num belo dia de sol, num belo lugar… não me lembro mais nem onde, nem porquê …

… porque onde e porquê tem horas que tanto faz …

… Me apareceu um anjo.

… Ora com sotaque lusitano … ora com impecável dicção do português falado no Brasil … Num Rio de Janeiro de mar, montanhas e luz … só podia ter vindo do céu.

E um bem-querer veio se instando com força, que de tanta, fez gerar uma amizade de grandes dimensões, que surportou a imensidão de um oceano, as imposições da distância e o girar das duas vidas.

Porque as vidas giraram muito.

Mas mesmo assim, a força do coração não desiste.

Num belo dia de sol, de não sei onde, nem porquê, apareceu um anjo que me levou um pedacinho do coração para “além-mar” … mas me deixou um pedacinho de Lisboa…

Aqui pra mim.

Ela é Sofia, uma simples menina, com alma de oceanco! Alma de anjo!

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A primeira viagem

Foi apenas quando o trem de pouso bateu com as rodas no chão que eu me dei conta de que ali estava eu, sozinha e que estava por começar uma grande aventura.

O destino entre os tantos que algozmente antecederam a escolha, desde os primeiros momentos, não surgiu ao acaso e seria o tiro da grande jornada de autoconhecimento e motivação, que estava há muito a minha espera.

Seria eu ali a vislumbrar um mundo de aromas e paisagens, arte, sensações e solidão.

Meu medo me obstruía a passagem mas nunca haveria de chegar a minha hora se eu não criasse o momento… e parti.

Ao desembarcar em Barcelona, naquele que seria o meu primeiro chão de mundo livre, o aeroporto me recepcionou com maestria e me encaminhou para as ruas da cidade.

Ônibus, buzinas, o peso da mochila nas costas, tudo meio adormecido ainda diante do desembarque, no momento da chegada.

A tarde estava morna, o tempo sem cor, nem frio nem calor.

Eu ainda embriagada pelas horas do voo, desci na praça principal, rodeei-a a 360 graus e percebi-me perdida em meu giro, em meu relógio, em meus sentidos, em minhas pernas, tantas eram as ruas que a cercavam que eu não conseguia sair do lugar.

Até que por um momento eu parei, oxigenei, e percebi que já havia chegado ao meu destino e que o caminho me levaria de encontro aos meus anseios de marinheiro atracado no primeiro porto.

E foi assim que eu encontrei o hostel, logo ali perto, no mesmíssimo lugar em que o mapa o havia apontado.

E foi que eu sorri diante da majestosa porta centenária que ao abrí-la pensei comigo…

eu venci!
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Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades

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Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança:
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto,
Que não se muda já como soía.

Luís Vaz de Camões, in “Sonetos”

Mudanças

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Chega uma hora na vida da gente que há a necessidade de se fazer um movimento. De dez em dez anos ( é o que eu mais ou menos calculo) precisamos fechar nossos ciclos e abrir novas perspectivas para trilhar nossos caminhos. Foi o que aconteceu aqui, com o Elemento Língua. Ele sempre foi um carregador de emoções e novidades que foram pintando na minha vida, depois que eu resolvi dar uma primeira grande virada, porque pequenas viradas eu sempre dei, nunca me ausentei ao novo, ao difícil, ao diferente. E é aqui, hoje, agora… que eu darei mais um passo a diante. Porque temos que seguir em frente, porque somos responsáveis por nossas trilhas, ou simplesmente… porque chegou a hora. Eu poderia ter criado um blog novo, para essa nova etapa, mas tudo o que tem aqui faz parte da minha trajetória, então eu não me foquei em querer que ele fique dentro dos moldes do mercado, que fique super, hiper, ultra profissional… mas o que eu desejo, com essa minha mais uma reviravolta na vida, é que todo o conteúdo que saia daqui seja bem apreendido, e que eu possa estar à altura das expectativas do meu público leitor. E é isso, o Blog mudou, a vida mudou, eu mudei. E o meu sentimento agora, é que a alguns meses antes de completar os meus 60, eu possa contribuir para aquilo que eu mais preso nas pessoas… que é o direito de se dar chance, de olhar pra frente com a cabeça erguida, de juntar todas as forças pra fazer de suas vidas uma constante mudança. Porque pra ser feliz é preciso querer. São Paulo, 30 de junho de 2017.

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O Poeta II

Feito um bicho da seda, a enrolar-se na maciez de seus fios
a aprisionar-se em frieza …
lá se ia o poeta, a murmurar o próprio êxodo,
em fuga a seus próprios sentimentos
sem sentido, nem direção, preso a tradições monótonas
protegido por falsas muralhas,
a carregar, ludibriado, uma garrafa vazia de habilidades
pois nem a pena conseguia por-se a prumo
em suas palavras que como sempre, nefastas.
Pobre poeta.
Seu outono adormecia em pinceladas esparsas
pelos cinzas de sua própria complexidade.

Fumei mas não traguei

Não estou aqui para generalizar, nem para acusar ninguém; não detenho a verdade, apenas faço prevalecer uma opinião pessoal, fazendo-me valer do direito à liberdade de expressão, a favor da descriminalização da maconha e visando a educação de modo que pelo menos se tente diminuir o comércio ilegal de drogas. Se você acha que não tem como ajudar, converse com seu vizinho …

Como já dizia Bill Clinton… também juro, pelo Deus das Santas Contravenções. O que não vem ao caso, ao menos por minha pobre insignificância.
Mas foi hoje, ou no máximo ontem que retuitei (para quem não sabe, copiar e colar o link de um artigo cujo conteúdo você ratifica no twitter – se ainda assim não entendeu o mais indicado é que se atualize um pouquinho mais na web) … um artigo em que se dizia terem os especialistas médicos da UNIFESP chegado ao final de um estudo em que comprovavam que a “maconha emburrece” !!!
Ora ora … achei polêmica a conclusão.
O artigo dizia respeito ao comprometimento intelectual nos indivíduos usuários da droga e, se bem me lembro, de uma provável perda de memória decorrente desse uso.
Ora ora 2 … Atirando meus “achismos” na ciranda, confesso que sem ser especialista no assunto, não vi novidade alguma no que li; em mim, não gerou uma única ponta de surpresa mas, refletindo e ponderando sobre esses anos todos desde que nasci, no finalzinho da década de 1950, os glamurosos e extrovertidos anos 1960 … os 1970, 1980 e 1990 … e diante da necessidade política em se estabelecer esse raciocínio católico em torno do assunto … pensei:
Achismo nº1 – Podem os médicos que trabalham nessas pesquisas e que não nasceram ontem nem hoje, não serem tão leigos no assunto quanto querem parecer, não é?
Achismo nº2 – Estudantes de medicina não são tão tolinhos enquanto estão na universidade, são?
Achismo nº3 – A grande maioria dos grandes intelectuais não precisa ou não quer ter boa memória, não é?
Achismo nº4 – Adolescentes não devem fumar maconha jamais e para isso devem receber educação adequada em casa e na escola, certo? Nem que para isso tenham os pais que serem educados também, ok?
Achismo nº5 – Minha mãe dizia para eu ter cuidado com o pipoqueiro da frente da escola, e a sua também, lembra-se?
Achismo nº6 – Nada que a mãe da gente fala tem muita importância numa determinada idade, só nos damos conta disso quando estamos enrascados com a educação dos nossos filhos, não é mesmo?
Achismo nº7 – Há uma necessidade grande em desmitificar o uso de determinadas drogas como também ficar muito atento ao consumo de bebida alcoólica entre adolescentes cada vez mais jovens porque isso os leva, com toda certeza a querer experimentar drogas mais pesadas, tô errada?
Achismo nº8 – É através do exemplo dos pais que a grande maioria dos adolescentes se inicia no consumo de drogas lícitas (principalmente) e ilícitas, não é? E a grande parte dos pais e mães sabem que um “tapinha” não dói, né não?
Achismo nº9 – Precisamos valorizar a pessoa do professor, ando achando que ele anda com a auto-estima um pouquinho baixa, pode ser?
Achismo nº10 – Não estou aqui para fazer apologia à droga nenhuma, sou mãe, não sou idiota quanto ao consumo de drogas e não posso admitir esse modo quase analfabeto com que a medicina trata um assunto terrível, de saúde pública como é o consumo de drogas que está há muito fora do controle das autoridades, e é assim que estamos vivendo no Brasil. Estou me colocando civicamente do lado oposto ao da hipocrisia com que o assunto é abordado por profissionais de saúde na mídia, como se todos estivéssemos intelectualmente danificados.
Chamar dependentes químicos de burros eu “acho” não ser o melhor caminho.
O tradicional “maconheiro” dos anos 60 já virou médico, engenheiro, arquiteto, músico, jornalista, presidente da república dos Estados Unidos da América. Talvez traficante, bandido ou deputado.
E “nóis” aqui, com essa conversinha mole, nefasta e politicamente impraticável, que jamais acabará com o problema do tráfico de drogas que está matando “os meninos” às vistas da polícia e da sociedade “mediocremente de olhos fechados” para a sarjeta da dita, maldita e malvista “cracolândia” …

Rogai por nós !!! … Fumei, mas não traguei …

Pelas produções brasileiras de audiovisual e cinema …

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoListaSignatarios.aspx?pi=PLC116

Bora lá, rapaziada !!! … Vamos divulgar essa parada. E assinar … Nossos produtores, nossos artistas, nossos músicos, nossos técnicos … nossas famílias estão dependendo disso pra ter uma vida mais digna. O Brasil precisa dar valor para a própria cultura… para a própria produção artística. E isso depende também de VOCÊ !!! Vamos tirar a bunda da cadeira e nos juntarmos nessa briga por melhores condições de divulgação e veiculação de nosso cinema. #culturabrasil Salve salve !!! …

Musical

A música é matéria molecular.
Ela me alimenta
me acalenta
me modifica…

Ela me adiciona
ao fluir do vento
me faz navegar pela imaginação
incontida

A música me faz tremer,
temer e me ausentar
recuar…
Ela me subtrai

Através da música
meu coração pulsa
meus amores incontroláveis

Ela me invade
na busca
dos arquétipos
escondidos

Me impulsiona
se transformando aos poucos
em palavras…

matéria prima
viceral
da minha linguagem
intimista

E nas palavras que nascem da música,
em emoções a me fazer emergir
de sonhos…

um apenas poder te envolver
neste meu amor autoral.