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A história do automobilismo – Exposição

Conjunto Nacional – São Paulo

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Alucinações

Leia… ouvindo !!! …

*


Existe sempre um alguém elaborando a narrativa.
Se assim não fosse, as histórias não germinariam.

Lindas…

elas brotam e desabrocham,
para abrigar o pólen
que se entrega ao vento para salvaguardar a origem,
até encontrar o sublime momento do êxtase sensorial
que dará o sopro de vida à criação fecunda.

Mas histórias de vivências divergentes
vão sendo talhadas nas rampas do absurdo.

Ficção, descrença, medo, estranheza.
Sob técnicas de persuasão sonora,
onde as vozes viscerais derramam suas palavras
no tear de um destino encrudescido,

e vão sendo transportadas por trilhas
que difundem o caminhar cambaleante,
no dropar por ondas inequívocas, quase imaculadas.

Histórias deslizam pelas convulsões do mundo
num sentido que não se traduz…

E o tempo alenta com a energia dos furacões
pra demonstrar poder no exato instante
do regurgitar da prosa em versos.

Pelos desejos mais intransponíveis
na tormenta avassaladora de suas mal digeridas perdas,

infringe assim, o narrador vigente
em dissidência vertente sobre a mesma estrada,
apenas para mascarar a história que se faz longilínea, viceral…

Ao brindar, transparente e lânguido,
dos lábios em busca de delicados vitrais
que transbordam cores e sabores
pelo cálice do vinho.

Sandra Barbosa de Oliveira

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Sobre um voar

Para ler … ouvindo !!!

*

Apenas em sonho
sou uma ave a navegar
nas nuvens de um bem-querer
abstrato

Mas o meu sobrevoar suave
rabisca no céu um único nome
num desejo inconsequente
de pousar uma das mãos
num doce toque

E na lembrança de um olhar  (in)fundo
e comovente

Mas é apenas o planar de um sonho
errante
na contramão de uma nave
incandescente
a divagar sobretudo a sorte
desse encontro

Como um deslizar no azul do céu
delineando a própria sombra sobre o mar
e adormecer numa obscura noite
infinda de luar

Mas é apenas um sonho
abstrato
com um bem-querer inerente
em muitas vezes insurgente
numa noite vazia onde o luar se esconde
sob o abastar do seu silenciar obstante.

#forever, Sandra Barbosa de Oliveira

Eu tenho um amigo invisível …

Daqueles que, quando criança, a gente cria pra pinicar … pra andar, pra lá e pra cá, trocando olhares pra adivinhar quereres …

Um sentimento lúdico, transparente, sincero … Visão que temos de nós mesmos através da imagem de outra pessoa. De um interlocutor.

Como é bom sentir uma brisa encostando no rosto, sem querer saber de onde vem, nem pra onde vai … Como é bom poder pensar que essa brisa vem do mar.

Chega um tempo em que o mais importante é se sentir percebido, saber que a gente pode estar bem guardado, num pequenino pedaço … de um imenso coração.

Um amigo invisível vale muito mais do que mil brinquedos … por ficar ali ao seu lado … sempre e sempre … te olhando, calado.

E é sempre você quem começa a conversa, ao expor seus segredos entre bossas e beijos …

Da língua afiada nasce um bem-querer sem volta e meu amigo invisível começa a se fazer presença, ao ficar quietinho, espiando … ao mesmo tempo em que lapida palavras que fazem feliz.

Silencie, meu amigo invisível … não preciso de barulho.

Te aprecio nas palavras, mas me contento, apenas, em te sentir respirar.

Sandra Barbosa de Oliveira